Rita
Satriani
Quando o som da guitarra range
Os sentidos respondem a uma intensidade
Incontrolável e incontestável
Acordando as almas pacificadas...
O toque dos seus dedos nas cordas
Faz seu gemido alcançar a doçura e o encanto...
Os anjos celestiais celebram os sons soprados.
Suas mãos deslizam num vai e vem
Vibrando os tímpanos emocionados
Seu corpo acolhe o instrumento
Agora tornando um só.
Alforria
Na escuridão meus dedos são tomados
Aperta minha dor
Esmaga minha angústia
Amores são olvidados
Nos sonhos insanos e profanos
Esquecida num tempo de ilusões
Busco nos arredores das senzalas
Desejos aprisionados
Nas celas tristes e frias
De uma noite cálida.
Nas sombras onde passo
Mal vejo com nitidez a nuance
Do corpo que percorre a madrugada
Na busca do que perdeu
Encarando os fatos com largos passos.
Escrever
Gosto de escrever...
Enquanto escrevo meus pensamentos vão além
Minha imaginação voa
Minhas mãos deslizam
E sai um poema.
Adoro escrever...
Enquanto escrevo é em você que eu penso
Minha alma canta
Meu coração bate descompassado
Ao descrever o que sinto.
Amo escrever...
Enquanto escrevo a tristeza não chega
A felicidade explode
A vida enaltece
A saudade não bate.
De tanta paixão pelos escritos
Deixo aqui minha vida
Na certeza de nunca ser esquecida.
O tempo é o baú que guarda todas as nossas indecisões, nossos sonhos e as nossas ansiedades, para que na hora certa as coisas aconteçam.
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