Rimas de Amor Engraçadas
Liberdade é poder ir ou ficar
Rir ou chorar
Cantar e desafinar
Amar e desamar
Perder ou ganhar
É nunca envergonhar-se de si
É escolher ser feliz sem pedir
É penas escolher.
Liberdade é amar-se em qualquer circunstância.
Dar amor sem cobrança
É lembrar-se dos dias idos
E enche-se de esperança
Sonhando com um futuro melhor.
Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.
E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.
Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.
Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.
Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.
Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.
Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.
A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.
E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.
Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.
E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.
Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.
E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.
Tem dias em que eu paro e penso que amar é quase um esporte radical, daqueles que a gente entra achando que é caminhada leve e, de repente, já está pendurada num penhasco emocional, sem equipamento, só com fé e um pouco de teimosia. E eu amei… amei de um jeito que não cabe em explicação bonita, dessas que ficam bem em legenda de foto. Foi um amor que existiu, que teve voz, que teve troca, que teve vida em algum canto do mundo. Não foi invenção da minha cabeça, não. Foi real. E talvez justamente por isso tenha doído tanto.
E aí vem a vida, com aquela elegância duvidosa dela, e me coloca dentro de outro amor. Um amor que não nasceu perfeito, que não veio embalado em promessas cinematográficas, mas que foi sendo construído no meio dos cacos. Porque é isso que ninguém conta, a gente não constrói amor só com flores, a gente constrói com restos também. Com pedaços que sobraram de histórias antigas, com silêncios desconfortáveis, com verdades que poderiam muito bem ter sido escondidas, mas não foram.
Eu poderia ter guardado esse amor antigo como um segredo bonito, desses que a gente esconde numa gaveta interna e visita de vez em quando, em silêncio. Mas não. Eu escolhi abrir. Escolhi colocar na mesa, olhar de frente, dividir. E isso… isso não é simples. Não é leve. Não é coisa de gente fraca. É coisa de quem decidiu não viver pela metade.
E ele ficou. Olhou para tudo isso e não saiu correndo. Pelo contrário, teve a coragem de me perguntar por que eu não escrevo sobre isso. Como se, no meio de toda essa bagunça emocional, ele ainda enxergasse arte. Como se ele dissesse, sem dizer exatamente: transforma essa confusão em algo bonito.
E eu fico pensando… que tipo de amor é esse que não exige perfeição, mas presença? Que não pede um passado limpo, mas um presente honesto? Porque, vamos combinar, talvez muita gente não suportasse. Talvez muita gente preferisse a versão editada da história, aquela sem capítulos difíceis, sem sentimentos atravessados. Mas a gente… a gente escolheu ficar.
E não foi porque era fácil. Foi porque, de algum jeito meio torto e muito humano, ainda existia vontade. Vontade de tentar, de reconstruir, de olhar para os degraus quebrados e, ao invés de desistir da escada, começar a consertar um por um.
Eu não sei se isso é o tipo de amor que vira conto de fadas. Provavelmente não. Mas talvez seja o tipo que vira verdade. E no fim das contas, verdade sustenta muito mais do que qualquer ilusão bem contada.
Então eu escrevo. Escrevo porque viver isso tudo e ficar em silêncio seria quase um desperdício emocional. Escrevo porque, no meio de tanta coisa que poderia ter nos separado, a gente decidiu, de forma quase teimosa, continuar.
E se isso não é uma forma bonita de amor… eu sinceramente não sei o que é.
Amar não é encontrar alguém que elimine a nossa solidão, mas alguém diante de quem ela não precise ser escondida.
Às vezes, amar também significa reconhecer que o sentimento existe, mas que a relação já não faz bem.
Amar é confiar mas também dar boas razões para a confiança, é não mentir, não esconder nada, é dividir e nunca subtrair. Amar não é querer ser amado isso chama-se egoismo;
Amar é saber dar-se... por completo.
O "vício" das pessoas tolas: — Falar sobre o que desconhece, fingir Amar o que não ama, e, não calar-se quando lhe é dado a oportunidade.
Os desejos podem ser ilusórios, pois nos fazem amar aquilo que ainda não temos, acreditar que a conquista nos trará a felicidade definitiva e imaginar que, depois de alcançarmos o que tanto queremos, finalmente estaremos satisfeitos.
Entretanto, muitas vezes, mal conquistamos aquilo que desejávamos, já começamos a desejar algo novo. E, nessa busca incessante pelo que nos falta, corremos o risco de não valorizar aquilo que já faz parte da nossa vida.
Aprenda a apreciar o que você tem, a reconhecer o valor das pessoas que caminham ao seu lado e a encontrar beleza nas coisas simples que, tantas vezes, passam despercebidas.
Isso não significa abandonar seus sonhos ou deixar de buscar novas conquistas, mas compreender que a felicidade não precisa ser adiada até que você consiga tudo o que deseja.
Antes de desejar mais, aprenda a valorizar o que já tem. Talvez a leveza da vida não esteja em conquistar tudo o que queremos, mas em descobrir o quanto já temos para agradecer.
Se nossas saudades
falassem, elas conversariam sobre
o caos e a perseverança de amar mesmo à distância.
❤️
O desespero de amar você
Dói amar você de um jeito que me rasga por dentro,
te querer com a alma e não poder te ter.
É carregar um amor que me mata em silêncio,
é morrer todos os dias sem conseguir te esquecer.
Meu peito te chama, minha alma te implora,
mas a vida insiste em nos separar.
E eu me perco em lágrimas, noite afora,
amando alguém que não posso abraçar.
O pior não é sofrer por te amar,
é saber que esse amor não tem onde existir.
É ter tanto amor guardado para te dar
e precisar matar em mim o que não quer partir.
Porque, entre todos os destinos que eu poderia viver,
meu coração escolheu você…
quem meu coração nunca deixou de escolher,
mas que a vida nunca me permitiu amar.
Por dentro tudo está diferente. O tempo desacelerou, e o meu coração está aprendendo a amar devagar, aproveitando cada segundo, com mais presença, mais de mim, mais de nós.
Amar não se limita ao que se sente — sentimentos são voláteis, atravessam fases, silenciam sem aviso.
O amor, quando verdadeiro, transcende essa instabilidade: ele se firma na escolha. Na decisão lúcida de permanecer, de cuidar, de sustentar o que foi construído, mesmo quando o encanto já não se impõe com a mesma força.
Há uma nobreza silenciosa em quem decide ficar — não por falta de opção, mas por consciência. Porque amar, em sua forma mais elevada, não é sobre intensidade passageira, mas sobre constância deliberada.
É no cotidiano, nos gestos que não se exibem, nas renúncias que ninguém aplaude, que o amor revela sua essência: não aquilo que se sente por impulso, mas aquilo que se escolhe, com maturidade, todos os dias.
Carta aberta: Ao meu Marido
Te amar foi, sem dúvida, a escolha mais bonita que eu já fiz.
Não foi algo que simplesmente aconteceu… foi uma decisão que nasceu no silêncio do meu coração e que eu escolho renovar todos os dias, ao seu lado.
Com você, eu aprendi que o amor vai além dos momentos leves — ele se constrói na paciência, se fortalece no perdão e se prova na decisão de permanecer.
Eu escolho você nos dias fáceis… mas, principalmente, nos dias difíceis.
Escolho ficar quando tudo pede para ir,
escolho cuidar quando é mais simples desistir.
Porque o que temos não é passageiro.
É profundo, é verdadeiro, é raro.
Amar você é isso:
é decidir ficar,
é querer construir,
é nunca desistir de nós.
E, entre todas as escolhas da minha vida,
você sempre será a minha escolha mais certa.
“Aprendi que amar não é desaparecer. Não é entregar a minha paz, nem esquecer o meu valor."
—By Coelhinha
"Amar sem se abandonar é o maior ato de coragem. Permanecer em si, mesmo acompanhada."
—By Coelhinha
