Revolta de Amizade

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Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha...
Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora,
o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos
vermelhos,
que - coitados - tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão
da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
- Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão vem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!

O invisível é real. As almas têm o seu mundo.

Os soberbos são ordinariamente ingratos; consideram os benefícios como tributos que se lhes devem.

Não construais estátuas aos vossos heróis, é melhor erguer estátuas às vossas vítimas.

O sonho da razão produz monstros.

Francisco de Goya

Nota: Título de uma obra de arte do pintor espanhol.

Se fazes o bem para que te o agradeçam, negociante és, não benfeitor; cobiçoso, não caritativo.

O interesse forma as amizades, o interesse dissolve-as.

O homem morre a primeira vez quando perde o entusiasmo.

A ponte é um pássaro
de certeiro vôo: sua sombra
perdura na lembrança.

Eu sou da cor daqueles que são perseguidos.

Sempre vimos boas leis, que fizeram com que uma pequena república crescesse, transformarem-se depois num peso para ela, depois de grande.

A imaginação é o paraíso dos afortunados, e o inferno dos desgraçados.

Muitas pessoas se prezam de firmes e constantes que não são mais que teimosas e impertinentes.

O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.

É próprio das grandes almas desprezar grandezas e almejar mais o médio do que o muito.

O mundo, que não é causador de nenhum bem, é cúmplice de muitas infelicidades; depois, quando vê eclodir o mal que ele maternalmente chocou, renega-o e vinga-se.

Os lugares de chefia fazem maiores os grandes homens, e mais pequenos os homens pequenos.

A glória é o sol dos mortos.

A luxúria é como a avareza: quantos mais tesouros tem, mais sôfrega se torna.

Quem viu jamais um médico aproveitar a receita do colega sem lhe tirar ou acrescentar alguma coisa?