Retribuindo uma Amizade
Entre
ser ameaçado
com uma arma
ou com uma bíblia, prefiro a primeira.
A arma, pelo menos, não costuma fingir que está salvando a minha alma enquanto aponta para a minha liberdade.
Seu recado é brutal, mas relativamente honesto: faça o que eu quero ou sofra as consequências.
Não há necessidade de transformar a violência em virtude, nem a obediência em iluminação.
A ameaça feita a pretexto da fé é mais sofisticada.
Ela pode vir acompanhada de amor, preocupação, bons costumes, salvação, família, moral e até da promessa de que tudo aquilo é para o seu próprio bem.
O perigo está justamente aí: quando a coerção aprende a falar a linguagem da virtude, torna-se muito mais difícil reconhecê-la.
Não é a Bíblia que me assusta.
Livros não ameaçam ninguém.
Tampouco é a fé, quando vivida como escolha íntima, que merece desconfiança.
O que assusta é o ser humano que transforma sua interpretação da fé em instrumento para controlar a consciência alheia.
São os que a usam para se esconderem, aparecerem e se promoverem.
Uma arma pode ferir o corpo.
Uma certeza absoluta, quando colocada nas mãos de quem acredita ter autoridade sobre a alma dos outros, pode ferir muito mais profundamente: pode ensinar alguém a sentir culpa até por pensar por conta própria, vergonha por discordar e medo por simplesmente ser livre.
Talvez por isso a primeira ameaça seja, paradoxalmente, muito mais fácil de enfrentar.
Diante de uma arma, sabemos que existe violência.
Diante de uma ameaça revestida de santidade, ainda precisamos atravessar a névoa das boas intenções para perceber que, por trás das palavras doces, continua existindo uma ganância de poder.
E toda vez que alguém precisa subir o tom para provar que está certo, talvez o problema não esteja na falta de fé de quem escuta, mas na fragilidade da verdade de quem fala.
Não
fique querendo dar conta de tudo, a ponto de não dar conta de você.
Há uma hora em que a gente precisa entender que ser forte também é saber parar.
Que responsabilidade não pode significar abandono de si mesmo.
E que não existe vitória em conseguir sustentar o mundo inteiro enquanto, por dentro, você desaba em silêncio.
A gente se acostuma a dizer “eu dou conta”, mesmo quando o corpo pede descanso, a mente pede silêncio e o coração pede colo.
Vai acumulando tarefas, problemas, expectativas e responsabilidades, como se admitir cansaço fosse sinal de fraqueza.
Mas definitivamente não é.
Você não precisa estar disponível o tempo todo.
Não precisa resolver tudo.
Nem precisa carregar sozinho aquilo que poderia ser dividido.
E, principalmente, não precisa se colocar sempre por último para provar que se importa com os outros.
Porque também é preciso cuidar de quem cuida.
Escutar quem sempre escuta.
Abraçar quem vive abraçando.
Perguntar “como você está?” para aquela pessoa que costuma responder “está tudo bem” antes mesmo de alguém perguntar.
Às vezes, a vida não está pedindo que você faça mais…
Está pedindo que você respire, desacelere e perceba que, enquanto tentava dar conta de tudo, talvez estivesse deixando de dar conta justamente daquilo que mais importa: você.
Então, se hoje estiver pesado demais, permita-se diminuir o ritmo.
Peça ajuda.
Diga não.
Descanse sem culpa.
Recomece quando puder.
Porque você não nasceu para ser uma máquina de resolver problemas.
Você também merece ser cuidado.
Se cuida!
Que ligação?
Meu
telefone
só recebe Pix.
Talvez essa seja uma das frases mais sinceras dos nossos tempos.
O telefone, que um dia serviu para aproximar pessoas, ouvir a voz de quem estava do outro lado e perguntar, simplesmente, “como vai você?”, hoje parece ter adquirido uma nova função: lembrar que tudo tem preço.
Já não esperamos tanto por uma ligação de alguém que sente saudade.
Esperamos o aviso de transferência.
Não perguntamos “você chegou bem?”.
Perguntamos: “Caiu na conta?”.
E, entre uma notificação e outra, vamos confundindo presença com pagamento, afeto com conveniência e amizade com utilidade.
O problema não é o Pix.
Até então, ele é uma das sete maravilhas do país, quiçá do mundo.
O problema é quando ele passa a ser a única linguagem que ainda entendemos.
Vivemos conectados a milhares de pessoas e, paradoxalmente, cada vez mais distantes delas.
Temos aplicativos para conversar…
Chamadas de vídeo, mensagens instantâneas, redes sociais e toda sorte de tecnologia necessária para diminuir distâncias.
Mas, às vezes, falta justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue transferir: tempo, atenção, escuta e afeto.
Talvez o telefone continue recebendo ligações.
Nós é que desaprendemos a atendê-las.
E talvez seja hora de perguntar, antes de olhar para a tela: quem está tentando falar comigo — e por que eu só me lembro de ouvir quando há alguma coisa para receber?
Bastou a Igreja se deitar com a Política para parir uma das maiores aberrações: a Manipulação da Fé Religiosa.
Quando a fé deixa de ser caminho de transcendência e passa a servir de instrumento de poder, algo essencial se perde.
O sagrado, que deveria libertar consciências, começa a aprisioná-las.
A palavra que deveria consolar passa a intimidar; a esperança que deveria acolher transforma-se em moeda de troca; e Deus, que não precisa de palanques, acaba sendo convocado para discursos eleitorais.
O problema não está na presença do religioso na política, nem no direito de cada pessoa defender suas convicções.
O problema começa quando a crença alheia é transformada em território de disputa, quando o medo do inferno é usado para produzir obediência e quando a promessa de bênçãos é apresentada como recompensa por determinada escolha política.
É assim que a Fé pode ser sequestrada sem que seus próprios fiéis percebam.
Primeiro, ensina-se que questionar o líder é questionar a própria verdade.
Depois, que discordar politicamente é uma espécie de traição moral.
Por fim, cria-se uma perigosa confusão entre defender Deus e defender um grupo, um partido, um candidato ou um projeto de poder.
E talvez essa seja uma das formas mais sofisticadas de manipulação: não obrigar ninguém a acreditar, mas fazer com que a pessoa acredite que está pensando por Deus quando, na verdade, alguém está pensando por ela.
A Religião deveria formar consciências, não rebanhos eleitorais.
Deveria ensinar discernimento, não obediência cega.
Deveria lembrar ao ser humano que nenhum governante é eterno, nenhum partido é sagrado e nenhuma autoridade política merece a devoção que pertence exclusivamente àquele que cada um considera divino.
Porque, quando o altar vira palanque, o fiel deixa de ser apenas alguém que crê: passa a ser alguém que pode ser conduzido pela sua própria crença.
E talvez seja justamente aí que precisamos recuperar uma pergunta muito incômoda: quando alguém usa a nossa fé para dizer em quem devemos votar, está defendendo a nossa Liberdade Religiosa ou apenas descobriu uma maneira eficiente de controlar nossas escolhas?
A Fé é poderosa demais para ser entregue nas mãos de quem deseja transformar consciência em instrumento de poder.
Toda e qualquer forma de manipulação é nojenta, mas nenhuma é tão sórdida quanto a Religiosa.
Talvez, sem uma dose moderada de Ceticismo, fosse impossível desenvolvermos a Criticidade.
Não porque devamos desconfiar de tudo, mas porque pensar, em seu sentido mais rigoroso, exige a coragem de interromper o impulso de simplesmente concordar.
Há uma diferença muito profunda entre possuir convicções e ser possuído por elas.
A primeira pode nascer do exercício da razão; a segunda, muitas vezes, nasce do desejo de encontrar certezas que nos dispensem do trabalho de pensar.
O Ceticismo, quando Moderado e Desapaixonado, não precisa destruir as verdades que encontramos.
Ele apenas nos pergunta se temos razões suficientes para chamá-las de verdade.
E essa pergunta, embora pareça muito modesta, talvez seja uma das principais expressões de Liberdade Intelectual.
Kant compreendeu que a razão não se torna livre quando abandona todos os limites, mas quando aprende a reconhecer os limites dentro dos quais pode legitimamente afirmar alguma coisa.
O Pensamento Crítico começa justamente aí: quando deixamos de tratar nossas impressões como evidências, nossas preferências como princípios e nossas convicções como se fossem conclusões inevitáveis.
Há, portanto, uma espécie de Humildade Intelectual escondida no ato de duvidar.
Quem duvida, honestamente, admite que pode estar equivocado — e, ao fazê-lo, preserva aberta a possibilidade de aprender.
Já aquele que transforma sua crença em identidade passa a experimentar toda objeção como uma ameaça pessoal.
E quando uma ideia se confunde com o próprio ego, a razão deixa de ser instrumento de investigação e passa a funcionar como advogada de nossas paixões.
Talvez seja por isso que a criticidade exija certa distância emocional.
Não uma distância que nos torne indiferentes, mas aquela que nos permita olhar para aquilo que amamos sem precisar necessariamente defendê-lo; para aquilo que odiamos sem precisar necessariamente condená-lo; e para aquilo em que acreditamos sem exigir que o mundo inteiro se curve à nossa crença.
Pensar autonomamente é, em alguma medida, suportar o desconforto de não ter sempre uma resposta pronta.
É preferir a honestidade da pergunta à tranquilidade de uma certeza mal examinada.
É compreender que a razão não existe para confirmar aquilo que já sentimos, mas para submeter inclusive nossas próprias convicções ao Tribunal da Reflexão.
Talvez a verdadeira Maturidade Intelectual comece quando percebemos que não somos mais livres por acreditar intensamente, mas por sermos capazes de perguntar, inclusive sobre aquilo em que acreditamos intensamente: por que penso assim?
E talvez seja justamente nesse intervalo entre a paixão que afirma e a razão que examina que começa a nascer aquilo que chamamos de Criticidade.
A cada insignificância que você dá importância, você perde uma porção do seu tempo presente e uma porção do seu tempo futuro.
"Mais vale uma Lagosta Grelhada do que duzentos jilós flambados no Rum. Tenho dito isso por onde como. É facto!"
TextoMeu 1266
🦞
"Na Virada do Ano, uma certa canção ficou se repetindo na Minha Mente. É aquela que diz assim: 'Dói em mim sentir que a luz que guia o meu dia / não te guia, não'. E diz mais: 'A Vida é Bela / Só nos Resta Viver'. Quanto talento daquela cantora-compositora, com voz também sensacional: Angela Ro Ro!"
TextoMeu 1257
🎇🎼📻
"De todas as Saudades que sinto nessa Minha Vida, sem dúvida uma das mais fortes é a Saudade que sempre sinto de Minas Gerais, o estado brasileiro!"
TextoMeu 1331
"Há duas noites, por exemplo, sonhei que eu e Tom Jobim 'estávamos' compondo uma das geniais criações dele. 'Estávamos' compondo, pois ele me convidou para a coautoria. Sonhei, Uai!"
TextoMeu 1337
"Lembro da Minha Primeira Paixão. Foi por uma vizinha, de nome 'Não Digo' (pois ela ainda existe). Ela não sabia e continua sem saber da minha existencia e da minha paixão. Na época, eu tinha 7 anos de idade. Hoje tenho um pouco mais! Que saudade daquela sensação!"
TextoMeu 1339
"Minha cã, quando eu tinha uma, mostrava ciúmes sempre que eu me aproximava de outros animais, cães ou não. Era uma graça, apesar de ciumenta... A minha cã!"
TextoMeu 1349
"Ontem tivemos uma Sessão de Chorinhos, aqui no Meu Casebre. Alguns dos Meus Cunhados e Cunhadas vieram chorar pelo Leite Derramado, isto é: tudo o que eles não conseguem. Só os aceito porque eles têm irmãs que valem a pena. Só por isso, Hum!"
TextoMeu 1356
"Resistir a mim é uma das mais PURAS coisas que já ouvi na vida. Para ser exato é a mais PURA BOBAGEM que já ouvi na vida. Impossível alguém resistir a mim, uai!"
Frase Minha 0507, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se há pergunta que jamais deve ser feita é por que uma mulher engravidou. Ora, por que mulheres engravidam? Que coisa..."
Frase Minha 0526, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Estou com a sensação (estranha) de que inventaram mais uma: é a tal da 'sensação térmica'. Ela assumiu a temperatura pura e fiel, medida pelos termômetros... Não foi? Não é? Não tem sido? Poizé!"
Frase Minha 0538, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
" 'Sensação Térmica' é uma OVA ou uma CiBOLA. Preciso saber apenas a temperatura. Nada mais!”
Frase Minha 0542, Criada no Ano 2011
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Envelhecer é uma jornada de experiências e sabedoria. Optar por abraçar a maturidade é escolher a riqueza que vem com o tempo, em vez de se render ao temor da passagem dos anos. Essa perspectiva reflete uma apreciação pela vida em constante evolução e a valorização das histórias que o tempo escreve em nossas jornadas. Envelhecer, nesse sentido, é celebrar a continuidade da vida e a oportunidade de crescimento contínuo.
Lilian Morais
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