Retribuindo uma Amizade
Quando a ciência reconhece seus próprios limites, não perde autoridade; demonstra compreender uma das maiores virtudes do conhecimento: saber onde termina a evidência.
O Brasil precisa de uma cultura jurídica capaz de distinguir fato científico, valor religioso, argumento filosófico, hipótese metafísica e norma jurídica.
Uma relação de dois anos me mostrou muita coisa,
Descobri por quê os dois meses da minha nova relação são mais ricos e profundos,
O segredo não está na longevidade, ele mora na intensidade proposta e vivida no dia a dia.
No Brasil, a liberdade religiosa protege o direito de acreditar em uma origem sobrenatural da vida; a ciência protege o direito de investigar sua origem natural; o agnosticismo preserva a honestidade sobre aquilo que ainda não sabemos.
Quando uma explicação religiosa pretende ocupar uma cadeira reservada à evidência científica, a pergunta racional não é “quem venceu?”, mas “qual método é apropriado para essa afirmação?”.
Uma sociedade epistemicamente madura sabe que ausência de evidência não é automaticamente evidência de ausência, mas também sabe que ausência de evidência não autoriza declarar uma hipótese como fato.
Uma crença religiosa pode sobreviver à ausência de prova científica porque seu fundamento pode ser metafísico; uma alegação científica não pode reivindicar o mesmo privilégio quando se apresenta como empiricamente verificável.
A melhor defesa contra a pseudociência não é a censura da crença, mas uma cultura capaz de perguntar: “como você sabe?” e, quando necessário, “como saberíamos que estamos errados?”.
Quando a resposta para “como você sabe?” é apenas “porque uma autoridade disse”, o conhecimento ainda não atravessou o primeiro portão da investigação crítica.
O Direito brasileiro pode proteger a liberdade de acreditar em uma cura milagrosa sem reconhecer juridicamente que a cura esteja cientificamente comprovada.
Uma sociedade pode ter fé, ciência e agnosticismo; o que ela não precisa ter é pseudociência apresentada como ciência e certeza apresentada como conhecimento.
Uma sociedade que respeita a ciência não precisa abandonar a religião; precisa abandonar a ideia de que autoridade espiritual substitui evidência empírica.
Em parte da história do tempo grita o arrependimento
Trouxe ele o amor e uma paixão não correspondida.
Ombro a ombro residiu minha vaidade, chave coragem, medo cadeado
Naquele tronco modesto que fiz minha vontade,
Surge berço, de desejo mútuo.
Quisera eu o amor ser a noite para que possa deitar-me no chão e apreciar à beleza das estrelas junto com a lua.
Engano, a noite é o amor jovem e afortunado.
A covardia abraça-me em um calabouço infinito que o tempo tornou minha casa
Feliz quem sabe, amando-o junto ao mundo que daria pra ele se tais desejos fossem realizados
Ame a mim moço bonito
Aprecie minha felicidade
Note-me, para que possa descobrir a minha beleza.
Quisera eu o amor ser a noite para que o dia sinta inveja do brilho que a lua causa em meu rosto.
Mentira, a noite é amor maduro e confortável.
Seu silêncio tomou meu coração
E o dele meu grito não alcançava
Farto de de mim e de tudo em mim
Pois até um passo em falso mudaria alguma coisa.
Ficaria feliz meu amigo
Então quisera eu o amor ser a noite para que as luzes dedicasem seu brilho somente a um corpo.
Ardil, a noite é o amor maduro e platônico.
Elástico tempo, por mais que estique, as lembranças tendem a voltar
Memorados sentimentos superados, ou não!?
Perpétuo vago a consideração pelo aprendizado, torne-se a verdade, a noite é o amor puido e arrependido.
O dia é o amor verdadeiro
Perfeito momento direi que gostava de ti.
Às vezes eu penso que viver é uma das coisas mais bonitas e mais assustadoras que existem.
Porque a gente acorda, levanta, toma café, responde mensagens, corre atrás do tempo, faz planos para amanhã… e, quando percebe, mais um dia virou ontem.
E talvez seja por isso que a gente precise, de vez em quando, sair do piloto automático e olhar ao redor.
Olhar de verdade.
Sentir o vento. Rir até a barriga doer. Cantar uma música desafinada. Amar sem saber se vai durar. Fazer aquela coisa meio maluca que ninguém entende. Abraçar quem a gente ama um pouco mais forte. Guardar um pôr do sol na memória. Ser feliz por cinco minutos sem precisar de um motivo extraordinário.
Porque a vida não acontece somente nos grandes acontecimentos.
Ela acontece no detalhe, no acaso, no abraço, no café, na conversa que ninguém planejou, na fotografia que parecia boba e depois virou lembrança.
Somos todos escritores, mesmo sem perceber.
Cada manhã é uma página. Cada escolha, uma linha. Cada pessoa que passa pela nossa história deixa alguma palavra. E cada despedida muda um pouco o sentido do capítulo.
Só existe uma coisa que nenhum de nós pode fazer: voltar a página e escrever exatamente aquele momento outra vez.
Podemos recomeçar, mudar a história, virar o capítulo, escrever diferente… mas aquela página?
Aquela página já foi vivida.
E talvez seja justamente isso que torna tudo tão precioso.
Saber que este instante nunca mais será este instante. Que nós nunca mais seremos exatamente quem somos agora.
Então, que a gente tenha coragem de ser.
Ser estranho, ser intenso, ser leve, ser bobo, ser profundo. Ser quem somos quando ninguém está olhando.
Que a gente pare de esperar a vida começar quando tudo estiver perfeito, porque talvez o perfeito seja justamente esse caos bonito que estamos vivendo agora.
No fim, não quero ter escrito uma história perfeita.
Quero ter escrito uma história minha.
Com erros, risos, lágrimas, encontros, desencontros, sonhos, tropeços e algumas loucuras pelo caminho.
Porque se a vida é um livro que só podemos escrever uma vez,
eu prefiro uma página rabiscada de verdade
do que um livro inteiro escrito no piloto automático. 🦋📖🎶
Quando uma crença religiosa influencia uma norma, sua influência ainda precisa atravessar a Constituição; convicção privada não é sinônimo de fundamento jurídico universal.
No Brasil, uma política pública pode ser inspirada por valores religiosos, mas sua legitimidade jurídica não pode depender exclusivamente da verdade de uma doutrina metafísica.
A ciência descobre correlações; o Direito decide quando uma correlação pode produzir consequências jurídicas; o agnosticismo lembra que correlação não é explicação completa.
O Direito brasileiro pode proteger uma crença sem reconhecer como fato científico todas as afirmações feitas em seu nome.
No fundo, toda existência é uma lenta educação para a perda. Nascemos acreditando que acumularemos pessoas, lugares e certezas. Morremos compreendendo que apenas colecionamos ausências. Talvez seja esse o verdadeiro significado da maturidade: descobrir que viver não consiste em possuir, mas em aprender a suportar aquilo que inevitavelmente nos será arrancado.
- Tiago Scheimann
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