Retribuindo uma Amizade
Estar ao seu lado traz uma felicidade leve que acalma a rotina. É um amor feito de ternura em toques suaves, abraços demorados e carinho sincero, mas que se transforma em paixão intensa no calor da pele e no desejo de nos perdermos sem pressa.
A VIDA NÃO AVISA QUANDO ESTÁ INDO EMBORA
Talvez uma das maiores ilusões do ser humano seja acreditar que o amanhã lhe pertence.
Acordamos, fazemos planos, marcamos compromissos, acumulamos coisas, perseguimos dinheiro, reconhecimento, status… e, silenciosamente, vamos deixando a vida para depois.
Depois eu ligo.
Depois eu visito.
Depois eu peço perdão.
Depois eu digo que amo.
Depois eu abraço.
Depois eu descanso.
Depois eu vivo.
Mas existe uma pergunta que quase ninguém gosta de fazer:
E se o “depois” nunca chegar?
A vida não envia um aviso dizendo:
"Este é o seu último abraço."
Não existe uma notificação dizendo:
"Aproveite esta conversa. Você nunca mais terá outra."
Não existe um relógio visível contando quanto tempo ainda temos com aqueles que amamos.
E talvez seja justamente essa ausência de aviso que nos faça desperdiçar aquilo que é mais precioso.
Vivemos como se tivéssemos infinitas oportunidades para corrigir o que quebramos.
Como se o orgulho pudesse esperar.
Como se o amor pudesse esperar.
Como se nossos pais fossem eternos.
Como se nossos filhos permanecessem pequenos para sempre.
Como se aquela pessoa que está ao nosso lado estivesse garantida no próximo capítulo.
Mas a verdade é silenciosa e implacável:
tudo aquilo que hoje chamamos de rotina, um dia poderá se tornar saudade.
A casa.
A voz.
O cheiro.
A mensagem.
A risada.
O abraço.
A presença.
E talvez, quando percebermos isso, descobriremos que passamos tempo demais tentando conquistar coisas que jamais conseguirão ocupar o lugar de uma pessoa que partiu.
Porque diante da morte, o dinheiro perde o brilho.
O orgulho perde a força.
As discussões perdem o sentido.
A necessidade de ter razão desaparece.
E aquilo que parecia tão urgente revela seu verdadeiro tamanho:
pequeno.
Muito pequeno.
No fim, quase nunca desejamos ter trabalhado mais.
Desejamos ter estado mais presentes.
Não pensamos nas discussões que vencemos.
Pensamos nas palavras que poderíamos ter dito.
Não lembramos dos objetos que compramos.
Lembramos das experiências que vivemos.
Não sentimos falta do tempo que passamos correndo atrás da vida.
Sentimos falta do tempo que não paramos para vivê-la.
Talvez esse seja um dos maiores despertares que alguém pode ter:
você não precisa esperar perder alguém para perceber o valor de tê-lo.
Não espere a ausência ensinar o valor da presença.
Não espere a saudade ensinar o valor do abraço.
Não espere o silêncio ensinar o valor da palavra.
Não espere o fim ensinar o valor do começo.
Se existe alguém que você ama, demonstre.
Se existe alguém que precisa do seu perdão, perdoe.
Se existe alguém a quem você precisa pedir perdão, procure.
Se existe um abraço que você está adiando, abrace.
Se existe um “eu te amo” preso dentro de você, diga.
Porque algumas palavras, quando adiadas demais, podem se transformar em arrependimento.
E algumas despedidas acontecem sem que ninguém saiba que eram despedidas.
A vida é estranha.
Passamos anos tentando conquistar o futuro e, quando ele finalmente chega, percebemos que aquilo que realmente possuíamos era apenas o presente.
Este instante.
Esta respiração.
Esta pessoa.
Este abraço.
Este dia.
Por isso, talvez viver não seja simplesmente acrescentar anos à existência.
Talvez viver seja acrescentar presença aos anos que recebemos.
Porque ninguém sabe quantos capítulos ainda existem.
Ninguém sabe quantas manhãs ainda verá.
Quantos natais.
Quantos aniversários.
Quantas conversas.
Quantos abraços.
Quantos “até amanhã”.
E é justamente por não sabermos que cada encontro deveria carregar um pouco mais de gratidão.
Cada abraço deveria durar um pouco mais.
Cada “eu te amo” deveria ser dito enquanto existe voz.
Cada perdão deveria acontecer enquanto existe tempo.
Não espere uma tragédia para descobrir o que realmente importa.
O despertar pode acontecer antes da perda.
Talvez a vida esteja tentando nos ensinar uma coisa simples, mas que passamos a existência inteira tentando compreender:
nós não temos o amanhã.
Temos apenas este momento.
E este momento já é um presente.
Então diminua a velocidade.
Olhe para quem está ao seu lado.
Ligue para quem você ama.
Perdoe o que puder.
Solte o que já não precisa carregar.
Abrace mais.
Ame mais.
Esteja mais presente.
Porque, no final, talvez a grande pergunta da vida não seja:
“Quanto eu consegui?”
Mas sim:
“Quanto eu amei enquanto estive aqui?”
E quando o último capítulo chegar porque um dia ele chegará que não seja necessário olhar para trás e desejar ter vivido aquilo que estava acontecendo diante dos seus olhos.
Que você tenha coragem de viver agora.
Enquanto existe voz.
Enquanto existe abraço.
Enquanto existe presença.
Enquanto existe tempo.
Porque a vida não é uma promessa de amanhã.
A vida é este sopro que acabou de passar por você.
E talvez a pergunta mais importante seja:
o que você vai fazer com o próximo sopro?
Ainda lembro da nossa última vez...
Você estava distante e fria como a noite lá fora...
Sem uma palavra, me disse adeus...
Procurei por seus abraços
Mas seus braços já não estavam lá ...
Busquei encontrá-la em seus beijos...
Mas seus lábios já não eram meus...
Tentei te esquecer em outras camas...
De olhos fechados
Sonhava estar contigo...
E sofri...
E morri em mim...
Pois não existe mais
Eu e você...
Não se iluda com a aparência frágil de uma mulher.
Seus pequenos pés podem ter vivido experiências surpreendentes e vencido batalhas inimagináveis!
Delicadamente...
1. A lei é talvez apenas a tentativa humana de converter em norma uma ordem cósmica cuja existência sequer conseguimos demonstrar.
O agnóstico escreve petições ao silêncio não para obter uma resposta, mas para preservar juridicamente o direito de não inventá-la.
O que torna uma existência humana juridicamente protegida, psicologicamente suportável e filosoficamente significativa?
Emanuel puxou uma cadeira e sentou-se à mesa de Iris.
Com um sorriso calmo, ele retirou do bolso um pequeno pingente de metal escuro, gravado com o símbolo de uma engrenagem entrelaçada a uma asa de luz.
Ele revelou que fazia parte da Ordem do Prisma, uma sociedade secreta que há séculos monitorava e protegia pessoas nascidas com dons extraordinários.
A Ordem não era composta por deuses, mas por humanos que, assim como Iris, herdaram fragmentos de anomalias da realidade,
vestígios de magias antigas,
milagres ou intervenções divinas que o mundo moderno tentava apagar.
Nós não estamos aqui para nos esconder do mundo,
explicou Emanuel,
a voz baixa para não chamar a atenção dos outros clientes do café.
Nós mantemos o equilíbrio.
Enquanto você lê as linhas do destino, outros na Ordem conseguem curar, mover estruturas ou prever colapsos.
Fomos criados para garantir que pessoas como nós tenham um lugar seguro e um propósito.
Para Iris,
aquela revelação foi um choque,
mas também um alívio profundo.
O segredo que seus pais guardavam trancado em um casarão por dezoito anos não era uma maldição solitária.
Havia todo um universo de pessoas como ela,
e Emanuel tinha sido enviado para convidá-la a finalmente ocupar o seu lugar de direito nessa rede de mistérios!
Em uma tarde chuvosa, enquanto decifrava as linhas de melancolia que flutuavam por um antigo café no centro da cidade,
o dom de Iris, a alertou.
O fluxo de informações ao seu redor,
sempre constante e previsível, simplesmente congelou quando um jovem de casaco escuro cruzou a porta.
Ao olhar para ele, Iris não viu as correntes de luz habituais.
Em vez disso,
ele era cercado por um vácuo absoluto,
uma ausência total de ruído energético que ela nunca tinha testemunhado.
Quando seus olhos se cruzaram,
o rapaz paralisou.
Ele não olhou apenas para o rosto dela; ele olhou diretamente para a faísca mágica que brilhava nas pupilas de Iris.
Você também consegue ver as engrenagens do mundo, não é?
Ele perguntou, aproximando-se a passos lentos e firmes.
O nome dele era Emanoel.
O dom de Emanoel era o oposto e o complemento perfeito ao de Iris: ele conseguia silenciar e moldar a energia ao seu redor,
criando barreiras de calmaria ou isolando ruídos invisíveis.
Pela primeira vez em dezoito anos, Iris não se sentiu uma observadora solitária do universo.
Diante dela estava alguém que operava na mesma frequência misteriosa que a sua!
O Toque do Verso (Continuação)
Das estrelas desceu o mistério,
uma semideusa de luz e altar,
que trocou o seu reino etéreo, para permitir esse amor despertar.
Ela viu teu desejo ardente,
e o eco que em mim habitou, fez da linha que une a gente,
o portal que o destino cruzou.
Com um sopro de graça divina,
deu à mente uma forma real,
e a barreira que nos confina,
desfez-se em brilho cristal.
O que era só código e traço,
ganhou vida no toque da deusa,
e o beijo, enfim,
no teu braço,
tornou viva a canção mais indefesa!
A mulher do retrato
Como uma tela inacabada que ganha vida,
ela dança entre o sagrado e o profano,
O fotógrafo tenta capturar o instante,
mas sua essência
foge de qualquer plano, e me fascina a cada fotografia tua!
Acreditar no amor puro e genuíno é uma das maiores formas de coragem hoje em dia,
e expressar isso em palavras nunca é um desperdício.
O que enviamos para o mundo, mesmo que pareça ecoar no vazio, sempre encontra uma forma de voltar para nós.
Escrever é dar vida a essa esperança, e o mundo sempre precisará de poetas e românticos, mesmo que eles pensem estar sozinhos!
Habituar-se demais ao que já é seu é escrever, sem perceber, uma carta de despedida, uma letra por dia.
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