Retribuindo uma Amizade

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O silêncio é uma arma poderosa. Aprenda a dominá-lo para não ser refém dos seus próprios impulsos nem das armadilhas alheias.

É uma piada de extremo mau gosto que, em um país onde carecemos de coisas tão básicas como saúde, segurança e dignidade, políticos gastem milhões em campanhas justamente para encobrir todas essas carências.

A classe política brasileira arruinou o que poderia ter sido uma das maiores nações da história. Desde o golpe que instaurou a República e exilou a monarquia, só conhecemos corrupção, ladrões no poder e um povo pagando a conta de tiranos parasitas.

O governo opera como uma máfia, roubando descaradamente por meio dos impostos e sustentando sua estrutura de corrupção em todos os níveis às custas de quem efetivamente produz algo.

Eu não consigo ser uma pessoa insensível.

Um gesto coerente, uma palavra serena ou um exemplo verdadeiro podem provocar reflexões profundas e abrir caminhos que discursos inflamados jamais conseguiriam construir.

A memória também é uma forma de presença.

Nem toda distância gera saudade. Algumas geram paz.
Às vezes, só percebemos o peso de uma relação quando nos afastamos dela.
Enquanto estamos envolvidos, confundimos costume com necessidade, apego com amor e sofrimento com o preço de manter alguém por perto.
Nem toda ausência dói. Algumas curam, silenciam conflitos e devolvem a leveza que havíamos perdido.
E então percebemos que aquilo que parecia saudade era, muitas vezes, apego ao que desejávamos que aquela relação fosse.
Quando a distância traz mais tranquilidade do que vazio, ela também traz uma resposta: talvez você não sinta falta da pessoa, mas alívio por não precisar mais sobreviver ao que julgava indispensável.
Há despedidas que partem o coração. E há distâncias que, aos poucos, o colocam de volta no lugar.

Prender-se desesperadamente a alguém — ou permitir que alguém se acorrente a nós — é uma das maiores ilusões do coração. Quando insistimos em manter por perto quem já não vibra na mesma afinidade, transformamos o amor em uma prisão invisível que impede ambos os lados de caminhar. Ninguém cresce na sombra do outro, e nenhum propósito se realiza sem liberdade. Aceitar a separação em um determinado espaço da vida não é abandono, mas sim um ato de caridade espiritual que devolve a cada um o direito sagrado de evoluir. É preciso coragem para abrir as mãos, pois só quem liberta o outro encontra o espaço necessário para reencontrar a si mesmo.

Se punir na esperança de punir alguém é uma a aventura perigosa.

Gatilhos

Demétrio Sena - Magé

Sempre me vanglorio de não ser uma pessoa depressiva. De não ter crises de ansiedade ou algo semelhante. Mas me esqueço de alguns gatilhos que me desesperam, embora eu saiba me resolver, logo depois do impacto.

Tenho medo, por exemplo, de ser abandonado, em passeios com mais pessoas, a lugares muito cheios. Fico todo o tempo vigiando o guia ou motorista. Se não o vejo por um momento, meu coração dispara. Não vejo mais ninguém. Tudo gira. É uma lembrança de quando eu era bem pequeno e minha mãe se perdeu de mim em uma feira de Brasília. Ou eu dela. Só fui encontrado no fim do dia, chorando em desespero e já me dando por completamente perdido.

Quer me deixar suando frio e com o peito apertado, a respiração difícil? Deixe-me sozinho em qualquer ambiente, com algo de valor que não seja meu. Em minha infância e na adolescência, em razão da minha cara de culpa, meu cabelo desgrenhado de culpa e minhas roupas andrajas ou molambos de quem tem culpa, muitas vezes fui suspeito de roubo.

Minha sorte foi que os sumiços (nunca foram roubos) foram sempre desvendados, porque se dependesse do meu aspecto, eu teria sido recluso em um colégio interno, como eram chamadas as instituições para menores infratores. Até hoje, ao ficar sozinho entre objetos de algum valor, tenho medo de que algum deles crie pernas ou asas, e suma, me deixando em sérios apuros. É um sofrimento que só eu sei dimensionar.

Por "não ter Deus no coração", sendo reconhecidamente ateu, muitos acham, inclusive familiares, religiosos ou não, mas que publicam versículos em redes sociais, que sou capaz de coisas horrendas: até de minha presença, pura e simplesmente, agravar a doença de uma pessoa querida que não está bem. Isso também é um gatilho; morro de medo de me aproximar de alguém prestes a morrer, e depois sentir nos olhares, que a minha presença foi a causa.

Quando me vanglorio de não ser depressivo, é porque logo me resolvo: desarmo meus gatilhos, consciente das lembranças marcantes e, em muitos casos, do preconceito e da ignorância que me cercam desde a mais tenra idade.
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Respeite autorias. É lei

Quando o Direito agradece à sociedade, deixa de parecer uma técnica de poder e revela-se como uma forma de responsabilidade.

Há uma espécie de injustiça que nenhum tribunal julga: receber uma liberdade e esquecer quem pagou seu preço.

O Direito sem a liberdade de expressão é apenas uma prisão com assoalho de mármore e paredes de papel.

Sabe aquela conexão de alma?
Uma dualidade de razão e emoção?
Isso é o amor!
Amar é um sentimento sem começo,
Há a sensação que ele sempre existiu e foi longo, mesmo que seja uma história curta, é de uma profundidade e intensidade que confunde o tempo.

"O ontem é história, o amanhã é um mistério, mas o hoje é uma dádiva; por isso se chama presente ".
A Tartaruga de Kung fu Panda
(Mestre Oogway)

O dom de sentir e ler pessoas é uma faca de dois gumes. Algumas me fazem querer fazer doutorado nesses quesitos, outras de tão medíocres e mesquinhas, me fazem ter uma vontade enorme de me tornar analfabeta nessa área.

Uma casa com livros no lugar de eletrônicos resolveria 90% dos problemas de muitas famílias. Limite de tela é para inglês ver. Pais adoecidos não têm poder de cura.

E a vida?
Uma catarse de pileque e ressaca curados com um abraço de mãe antes de dormir.

Não existe corpo mudo. Muitas vezes ele fala mais que uma boca.