Retribuindo uma Amizade
O lamento do céu inatingível
Mais uma manhã, ela se vai, sem ao menos se despedir de mim.
O peito dói, aperta como se a própria alma fosse arrancada.
Minha amada parte ao primeiro raio de sol, deixando-me sozinho com o vazio da sua ausência.
Ainda assim, amo-a mais a cada dia que passa.
Seu mundo desperta quando a noite cai, quando a lua ascende ao firmamento e o sol repousa em seu leito de luz.
Eu, mortal insignificante, moldei meu tempo aos seus passos celestes apenas para contemplá-la.
Ela dança junto à lua com tamanha harmonia que o ciúme me devora.
Ó deuses — Oxalá, Odin, Tupã ou qualquer outro que ouça este lamento —, por que não a trazem para mim?
Ou, então, permitam-me tocar o firmamento onde ela habita!
Neste universo imenso, ela é a única que ilumina minha escuridão.
Sentado na relva fria da noite serena, fito-a com olhos de súplica e conto-lhe tudo. Revelo meus sonhos, meus medos, cada desejo enterrado no âmago do meu ser.
Ela nunca responde, mas sinto que me escuta, silenciosa e etérea.
Garanto, não há outro amor no mundo que se iguale ao meu.
Nenhuma paixão poderá rivalizar com esta devoção impossível.
E quando o dia nasce mais uma vez, levando a noite consigo, minha amada desaparece no horizonte, sem deixar rastros, apenas saudade — e um coração que jamais será o mesmo.
A beleza no espaço habitado não é um luxo; é uma necessidade humana. Um ambiente harmonioso reduz o stress, inspira criatividade e torna os dias mais leves.
Os espaços onde vivemos contam a nossa história antes mesmo de dizermos uma palavra. A decoração transforma casas em lugares com identidade.
Uma visão poética sobre o amor
Amar não é perder-se no outro. É encontrar alguém que caminhe ao seu lado, na mesma direção, com a mesma disposição de cuidar. O amor verdadeiro não pede que você apague sua luz; ele encontra maneiras de brilhar junto dela. E lembre-se que a maturidade do amor está em abrir o coração sem abandonar a própria essência…
O termo “casa” na bíblia significa família. Uma igreja familiar. Longe da “cultura do Templo”. O Templo deve abraçar urgentemente a “cultura da igreja família”. Também não adianta apenas “igreja familiar” se esta segue as mesmas práticas do templo onde as pessoas insistem em manter suas respectivas condições dando sobrevivência às mesmas tensões e comodismos.
Entender o outro não é uma questão de intelecto e sim de sentir, tocar e acolher com o coração. As pessoas precisam ser tocadas com a alma. Quando falta o amor, sobram técnicas.
Jesus disse também que levassem só um bordão, uma túnica e uma sandália aos pés. O Bordão representa o poder e a autoridade do discípulo! A túnica a razão do uso do bordão: estar a serviço! As sandálias a dignidade! O discípulo tem o poder de Deus para usá-lo a serviço do outro, um serviço digno de respeito e importância! O evangelizador não leva regras e nem explora seus ouvintes; leva o amor que acolhe e promove dignidade. O poder, a autoridade deve estar a serviço do bem comum e, portanto só assim haverá dignidade a todos.
A cobrança de uma consciência pesada é o inferno da alma e deste inferno interior não há como escapar.
Gaza Livre
Entre eu e o abismo,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Que não posso alimentar.
Entre eu e a vida,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Faminta que me devora.
Essa vontade se chama
Sonho.
Para Engambelar Jesus
Demétrio Sena - Magé
Sabe-se que agora uma maldade, minutos depois o "louvor". Um despudor e logo após um hino; daqueles hinos bem chorosos ou exaltados. Normalmente uma traição no sábado e a santa ceia no domingo. A sacanagem de todo o sempre, e segue-se um culto. Isso garante o indulto para tudo o mais.
À corrupção indefectível, segue-se a oração... que por sua vez, é seguida religiosa e "relogiosamente" pela pregação completamente oposta. Na hora seguinte, aquela aposta no jogo de azar. Na bet ou "no jacaré; no avestruz". E, infalivelmente, a eterna marcha da hipocrisia... uma grande marcha para engambelar Jesus.
No fim das contas, é evidente que todos fazem suas bandalheiras. Eu; tu; ele; nós... quase no mesmo ato... na mesma voz. E tudo bem (ouvi um amém?) ou que assim seja... mas coisa bizarra e completamente contraditória, é quem ataca: de uma vela pra "Deus", outra pro diabo... um "pé na jaca" e outro na igreja.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Às vezes, uma esperança vem e nos eleva, e nos faz sentir como se estivéssemos planando com o vento... É quando começamos a aprender a voar, a nos livrar de tudo o que nos limita, nos impede de ser plenamente livres.
Crônica
O Significado do Amor em Sua Plenitude
Existe uma palavra que a humanidade tenta explicar desde o começo dos tempos, mas que nunca cabe inteira dentro de nenhuma explicação.
Essa palavra é amor.
Ele começa de forma simples, quase invisível, dentro de casa, no silêncio das pequenas atitudes.
É o amor de pais para filhos, que se manifesta antes mesmo do primeiro olhar, quando já existe cuidado, espera e proteção.
É o amor que não exige retorno, que acorda antes do sol, que se cansa sem desistir, que corrige mesmo com o coração apertado.
Depois cresce.
Vira o amor entre irmãos, que discute por coisas pequenas, mas que defende com a vida inteira se alguém de fora tentar ferir.
Um amor imperfeito na forma, mas absoluto na raiz.
Com o tempo, ele alcança os avós.
E ali ele ganha outra textura.
Mais leve.
Mais paciente.
Mais silencioso.
O amor dos avós não tem pressa.
Ele não educa com rigidez, mas com presença.
Não cobra tanto, apenas acolhe.
É como se o tempo, depois de tudo, finalmente aprendesse a ser gentil.
O amor também se estende aos parentes, aos encontros de família, às mesas cheias de vozes misturadas, às histórias repetidas que nunca perdem valor, às risadas que parecem simples, mas carregam gerações inteiras dentro delas.
Mas o amor humano, por mais bonito que seja, ainda é incompleto.
Ele falha.
Ele se cala quando deveria falar.
Ele se afasta quando deveria ficar.
Ele se perde em mal-entendidos e reencontros tardios.
Por isso, talvez o amor mais profundo que se possa conhecer não seja o humano, mas aquele que o inspira.
O amor de Deus.
Um amor que não depende de merecimento.
Um amor que não se esgota com erros.
Um amor que não abandona.
A Escritura sagrada descreve esse amor como algo que ultrapassa a lógica humana.
Em 1 Coríntios 13:4-7, está escrito que o amor “é paciente, é bondoso, não inveja, não se vangloria, não se orgulha… tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”.
Esse é o retrato de um amor que não se desfaz com o tempo, nem se desgasta com as imperfeições da vida.
Em João 3:16, encontramos uma das declarações mais profundas já registradas:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”
Ali, o amor deixa de ser apenas sentimento e se torna entrega.
Se torna sacrifício.
Se torna caminho.
E talvez por isso o ser humano viva em busca constante de um amor assim.
Não porque não ame.
Mas porque sente que falta algo que complete o que é sentido aqui dentro.
É por isso que o amor é tão desejado.
Ele está nos sonhos, nas músicas, nas promessas, nas esperas, nas despedidas e nos reencontros.
Está naquilo que foi dito e também no que nunca foi dito.
Mas ainda assim sentido.
Talvez o amor seja exatamente isso:
aquilo que não cabe totalmente em palavras, mas insiste em ser vivido.
E mesmo que a humanidade ainda esteja aprendendo a amar, existe algo que não pode ser ignorado.
O amor continua tentando florescer.
Nas famílias.
Nas reconciliações.
Nos gestos simples.
Nas escolhas difíceis.
E até nos silêncios que guardam sentimentos profundos.
Talvez ele ainda seja pequeno no mundo.
Mas nunca deixou de existir.
E enquanto houver alguém capaz de perdoar, de cuidar, de esperar ou simplesmente permanecer, o amor continuará vivo.
Porque o amor não é apenas o que sentimos.
É aquilo que decidimos ser.
E talvez, no fim, seja isso que nos aproxima de Deus:
a tentativa constante de amar melhor do que ontem.
E seguir acreditando que ainda vale a pena.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Como arqueólogos somos quando lemos a Bíblia, e essa informação é como a descoberta de uma gestação.
A verdadeira grandeza de uma conquista não reside no estrépito do triunfo, mas na quietude de uma alma que, tendo vencido a si mesma antes do mundo, encontra no silêncio o único templo digno para a sua gratidão.
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