Retribuindo uma Amizade

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O modo mais seguro de se corromper um jovem é instruí-lo a manter uma estima mais alta por aqueles que pensam como ele do que por aqueles que pensam diferente.

Friedrich Nietzsche
Aurora (1881).

O tolo não se contenta em violar uma regra ética: pretende que a sua transgressão se converta numa regra nova.

Chega uma hora que precisamos dar um basta, colocar um verdadeiro ponto final. Algumas coisas, relacionamentos, posturas, simplesmente não fazem bem ou não levam a lugar nenhum e, de repente, você percebe que está rodando em círculos, cansada(o), triste e que o tempo está passando.
Mudar o rumo torna-se então prioritário e para tanto é necessário dar o primeiro passo em outra direção, virar as costas e não olhar para trás. E como é difícil…há de ser forte.
Não procuremos pois os “porquês”, não vale a pena e não muda o que já foi… Da mesma forma, não espere. O tempo é solução para a maioria das coisas, mas é igualmente implacável e ardiloso. Quando percebemos já se foram 1, 2, 3 anos… décadas, e continuamos acreditando que ele, o tempo, por si só, promoverá mudanças.
O tempo ensina, mas quem muda somos nós…ou fomos nós.
A solidão dói, o medo corrompe e a verdade castiga mas, a mentira, ah essa é inescrupulosa, como uma sombra vai só crescendo e tomando conta de tudo e, quando damos por nós, estamos vivendo de migalhas, enrolados nessa teia, esperando sabe-se lá o quê.
Passamos então a viver de opções, e não de escolhas… e isso, definitivamente, não é amor. Também não quer dizer que não amemos, pelo contrário, ama-se tanto a ponto de perceber que o melhor a fazer é ir embora…
Seja você o seu tempo de mudanças, escolha novos caminhos, fique só, declare-se, defina o seu destino, arrisque-se!
Caso contrário, um dia a gente se vê por aí.
Eu? Eu estou de malas prontas, resolvi seguir o meu caminho, escolhi: não quero ser opção.
Beijos,

Que Deus em sua infinita bondade nos conceda uma noite de paz... Nos oferecendo um merecido descanso, para que assim estejamos prontos para mais um dia na sua presença...
Amém!

Moça e a Canção

Ela sorri ao ouvir os primeiros acordes. A melodia não é apenas uma música—é um espelho. Um retrato dela, pintado pelas palavras de alguém que a enxerga como ninguém.

— "Moça do cabelo bonito, da boca gostosa, da pele cheirosa..."

Ela ri, meio sem graça, meio encantada. Já ouviu elogios antes, mas ali, naquela canção, eles ganham outro peso. Não são apenas palavras soltas, são pedaços de sentimento embalados em ritmo.

— "Seu beijo é mais gostoso que pudim com leite moça."

— “Você exagera…” — diz ela, sem esconder o brilho nos olhos. Mas no fundo, sabe que ali não há exagero, apenas verdade.

Ele canta para ela, com a voz leve de quem se entrega sem medo. E ela, por mais que tente manter a compostura, já está entregue faz tempo.

— “Juro por Deus, eu não queria me envolver, mas já tô envolvido…”

Ela desvia o olhar por um instante. Também não planejou se perder naquele amor, mas agora, como sair? Como devolver o que já é dele, se no primeiro beijo seu coração foi morar com ele?

Suspira, balança a cabeça, finge não se importar. Mas ele percebe. Sempre percebe.

— "Moça, cê bagunçou com o meu juízo."

Ela cruza os braços e sorri de canto.

— "E o que eu faço com isso?" — provoca.

Ele não responde. Apenas puxa sua mão, aproximando-a no ritmo da música. Porque algumas respostas não precisam de palavras. E naquele instante, tudo que importa é que a canção os envolva, como se fosse feita apenas para eles.

⁠Moça, você é a razão de tantas músicas na minha cabeça e um sorriso no meu rosto. Desde o primeiro olhar, algo mudou em mim. Seu cabelo, sua pele, seu cheiro... tudo em você me leva a um paraíso que eu nunca soube que existia. Teu beijo? Ah, teu beijo é como o pudim mais doce, que me faz perder a noção do tempo e me deixa querendo mais. Não sei como, mas você entrou na minha vida de uma forma tão intensa, e agora não há mais volta. De alguma forma, você transformou meu mundo, e agora, toda vez que penso em você, é como se o paraíso fosse meu lugar de novo. Moça, você fez mais do que me seduzir... me fez acreditar no poder de um amor simples, mas infinito.

⁠Infinitos em Mim

Fecho os olhos e sinto,
dentro de mim, infinitos.
Há uma canção não cantada,
um soneto nunca escrito,
versos que se constroem no silêncio,
frases soltas que bailam no vento.

Uma coreografia à espera da melodia,
uma dança que aguarda nossos passos.

Nem tudo o que carrego em mim me pertence,
não posso guardar—preciso encontrar destinos.
Em mim, carrego também muitas faltas,
daquilo que precisa urgentemente me achar.

Não há possibilidade de ser feliz sem me permitir,
sem me deixar ser—em mim, me encontro.

Respiro fundo, tão fundo,
que me perco na imensidão.
Não compreendo—sou tão pequena, mortal.
Como não transbordar?
Quantos infinitos cabem em mim?

Lembro-me: não sou deste mundo,
apenas passo,
uma estação, um instante.
Mas tenho urgências—
meu tempo escorre entre os dedos,
e cada instante é um reflexo de mim.

E no vazio, cheia de infinitos, sou.
Buscando me permitir ser.

⁠Cansada de tudo!

A dor e o sofrimento se confundem com poesia.

Mas há uma insistência em dizer: você está tão linda!
E se, pelo avesso, eu estivesse agora?
Quanto de beleza ainda sobraria em mim?

Quem consegue enxergar bondade em mim?
E se arrancassem meu coração do peito?
Certamente, a dor seria interrompida... mas, junto com ela, as coisas boas também deixariam de existir.
Será que, ao menos, eu seria lembrada com carinho?

Dizem que enxergamos o mundo como somos por dentro, que nosso olhar reflete nossa luz.

Já olhou através do meu olhar?
Quanto de beleza e bondade eu transmito no meu silêncio?
Ou preferem me ver com os olhos deles?

Mundo insano...
Deixamos as pessoas partirem para, só então, enxergá-las e desvendar suas almas.

⁠Gratidão: O Caminho que Transforma

A gratidão é uma chave que abre portas para a verdadeira felicidade. Quanto mais sou grata, mais beleza encontro nos pequenos detalhes da vida, nas simples interações e em cada passo dado ao longo da jornada.

Agradeço a Deus todos os dias, pois é Ele quem me guia e me fortalece, me permitindo crescer e me tornar uma versão melhor de mim mesma a cada amanhecer. Sou grata por cada pessoa que cruza meu caminho, pois, através de cada uma delas, aprendo, ensino e compartilho momentos que transformam o meu ser.

Meus olhos se abrem para a magia de cada instante vivido, para a energia das experiências que me fazem sentir viva, e é com um coração pleno de gratidão que celebro tudo o que me é dado. Cada memória construída ao lado de vocês, cada encontro, cada aprendizado compartilhado, é uma benção que carrego comigo.

Agradeço pelos sorrisos, pelas conversas profundas, pelos abraços e até pelas lágrimas, pois todas essas vivências, em sua totalidade, são o que me tornam quem sou hoje.

Hoje, olho para o meu caminho com os olhos da gratidão, porque sei que tudo o que vivi e vivo me prepara para um amanhã ainda mais incrível. Obrigada a todos que fizeram parte dessa jornada. Continuo trilhando com o coração grato e aberto para o que está por vir.

⁠Ecos de uma Presença Permanente

Carrego teu nome no peito, mesmo sabendo que o eco já não encontra resposta. Algumas presenças são assim—partem, mas nunca vão.

⁠A Natureza das Coisas

O curso de tudo acontece sem o controle dos envolvidos, mas há uma força que, de alguma forma, orquestra os encaixes com tanta precisão que nos faz acreditar que sempre esteve destinado a ser assim. A vida se desenrola em seu próprio ritmo, indiferente às nossas pressas e ansiedades.

A natureza daquilo que é – e do que há de ser – ensina que o amanhã pode trazer tudo, ou pode não trazer nada. E que lutar contra isso é como tentar segurar o vento. Há momentos de espera e momentos de transformação. O tempo não se adianta nem se atrasa, ele apenas segue, inexorável, como um rio que corre para o mar.

Cada passo dado é parte de um caminho maior, onde a subida exige esforço, mas também revela paisagens que antes não podiam ser vistas. Para chegar mais alto, é preciso atravessar o percurso, sentir a estrada sob os pés e entender que a verdadeira conquista está no movimento e não apenas no destino final.

Deixando-me Ir

Estou me deixando aos poucos,
como quem deixa rastros no caminho,
sinais de uma despedida silenciosa,
sem palavras,
mas com a marca de cada passo dado.

Estou me permitindo, lentamente,
mergulhar no vazio e no silêncio,
como quem vai,
se entregando ao fluxo da vida,
sem resistência,
apenas deixando o que vem me conduzir.

⁠O Amor Como Se Revela Para Mim

O amor, para mim, é uma dança silenciosa entre duas almas, onde cada movimento é uma entrega, um entendimento que não precisa de palavras. Ele é um espaço de acolhimento, onde podemos ser inteiros e, ao mesmo tempo, aprender a nos desintegrar nas pequenas partes que nos fazem humanos. É aquele laço invisível que une, mas não aprisiona. É a liberdade de ser, com a segurança de pertencer.

Amar é estar. É cuidar. É perceber o outro nos gestos mais sutis e, ainda assim, enxergar grandeza neles. Porque o amor se revela naquilo que muitos poderiam considerar pequeno, mas que, para mim, são declarações inteiras:
"Deixa que eu resolvo."
"Eu cuido."
"Tô indo aí."

O amor também precisa ser dito. Ele se manifesta no toque, no olhar que sustenta, mas também na palavra que acolhe. Há amor no que é sussurrado ao vento, no que se ecoa no silêncio, no que se escreve para que permaneça. Mas o amor não se limita ao que se fala, ele vive no que se faz. Está no ato de estar perto sem necessidade de presença constante, no tempo dedicado sem ser cobrado, no abraço que cura sem que precise ser pedido.

O amor não pede mudança, mas naturalmente nos ajustamos ao outro porque queremos caber ali, porque o pertencimento não é imposição, mas um desejo que brota de dentro. E, assim, sem que haja perda, há encontro. Um encontro onde cada um pode ser por inteiro, mas também se permitir ser moldado pelo outro, não por necessidade, mas por vontade de caminhar junto.

E o amor, quando é genuíno, não exige. Ele é. Ele transborda sem esforço, se reflete nas ações e nas palavras, no que se doa e no que se recebe. O amor é esse cuidado que não pesa, essa presença que não sufoca, esse elo que não prende, mas sustenta.

Porque o amor, para mim, é isso: um sentir que não se mede, mas que se reconhece em cada detalhe.

O amor, um encontro de presença, cuidado e pertencimento.

⁠Carrego em Mim a Minha Gente

Quem disse que eu ando só?

Sou uma, mas trago em mim muitas. Carrego vozes que vieram antes de mim, risos que ecoam pelas ruas, olhares que enxergam além do que se vê. Minha caminhada não é solitária — ela é feita de memórias, de histórias contadas à beira do Rio Real, de passos que seguem o ritmo das tradições.

Minha arte não é apenas minha. Ela é reflexo do meu povo, das mãos que moldam, dos sabores que alimentam, dos gestos que traduzem um pertencimento. Em cada clique, há um pedaço da nossa identidade. Em cada imagem, um registro da essência que nos torna únicos.

Indiaroba não é só um lugar, é um sentimento. Está no cheiro da comida caseira, no colorido das feiras, na fé que nos une, no talento que se manifesta em cada detalhe. Sou feita dessas raízes e, através do meu olhar, levo comigo tudo o que somos.

Eu represento.
A arte, a cultura, a força do meu povo.

A Fotografia em Plenitude


Cada fotografia carrega dentro de si uma narrativa única. A espontaneidade revela a verdade do instante, a luz natural dá forma e atmosfera, e a composição guia o olhar sem perder a liberdade do momento.


O retrato traduz o que os olhos guardam, enquanto a memória capturada em cada clique mantém vivo o tempo que passou. Perspectiva, cores e sentimentos se entrelaçam, conectando o fotógrafo ao assunto e ao espectador, criando um diálogo silencioso.


A narrativa visual transforma cada cena em história, texturas e atmosfera permitem sentir a imagem, e o movimento imprime emoção. Detalhes pequenos contam histórias inteiras, reflexos e simetria expandem o olhar além do óbvio, e o drama entre luzes e sombras dá profundidade e contraste à experiência visual.


O momento decisivo é o instante que não volta, e cada retrato fala com a alma do assunto, seja ele humano, objeto ou cena. Congelar ou fluir, capturar o contraste e a emoção, tudo se torna uma dança coordenada entre técnica e sensibilidade.
A direção sutil do fotógrafo une todos esses elementos, conduzindo a cena sem perder a autenticidade, transformando cada imagem em registro vivo e inesquecível.


É assim que a fotografia se completa: espontânea, técnica, sensível e consciente, uma arte que toca e permanece.


Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges

O Direito ao Silêncio


Como explicar que não estar preparado para responder uma mensagem ou um telefonema também é um limite — um limite que deveria ser compreendido e respeitado?
Vivemos tempos em que o imediatismo é confundido com afeto, e o silêncio com indiferença.
Mas há silêncios que são apenas pausas necessárias para quem já está sobrecarregado demais.


Estamos cansados emocionalmente, mentalmente, humanamente.
E, muitas vezes, o motivo de não responder não é falta de carinho, é justamente o excesso dele.
É o medo de repassar o peso, de transbordar dores em quem queremos proteger.
É o cuidado disfarçado de distância.


Mas como se fazer entender num mundo que só reconhece o que é dito, e não o que é sentido?
Como dizer que o silêncio também é uma forma de respeito?
Que às vezes o maior gesto de amor é o recolhimento, é o tempo que se leva para conseguir dizer algo verdadeiro — sem disfarces, sem máscaras, sem a pressa de parecer bem?


O silêncio, quando nasce do cansaço e do cuidado, não é afastamento.
É um pedido de espaço para respirar.
É a pausa de quem ainda quer estar, mas precisa primeiro voltar a ser.

O coração de uma mulher tem memória muito curta, logo você terá que lembrá-la, todos os dias, o quanto é amada.

Na tradição britânica, os conservadores são herdeiros de uma cultura insular e que o costume prevalece sobre a razão como o último tribunal de apelação. Seu processo
político é governado por uma constituição não escrita, cujos princípios são uma questão de costume, e não de regras explícitas.

Só podemos dar uma opinião imparcial sobre as coisas que não nos interessam; sem dúvida, por isso mesmo, as opiniões imparciais carecem de valor.

Se quiser ser uma águia não converse com galinhas; se quiser voar como uma águia não ande com patos; se quiser voar entre as águias não viva entre perus!

Sabe por que eu tenho medo de te perder? Porque você é uma das poucas, senão a única pessoa que me faz sentir especial, que me faz acreditar que ainda existe amor verdadeiro, que me faz perceber que existe razões para eu não desistir de lutar. Você me faz sentir completa, você me faz sentir feliz, mesmo se eu tiver passando por um dos piores dias da minha vida.