Retribuindo uma Amizade
desde criança, atuar sempre foi minha paixão,
e entrar em um palco e apresentar uma peça de teatro,
sempre foi o meu sonho,
sempre amei interpretar,
e nas aulas de redação,
poesias,
artes,
eu sempre amava, e dava o meu melhor,
e aquele mundo mágico me encantava cada vez mais,
mas, não disse que sou boa nisso
disse que gostava muito,
e até hoje,
o lápis e a folha sempre está nas minhas mãos
as poesias saem de mim como o ar fresco das manhãs
E através dela hoje consigo me expressar,
poesia pra mim sempre foi esse mundo mágico,
em que sempre sonhei,
e o teatro, faz parte de tudo isso,
as peças , as interpretações, os musicais,
não passam de uma grande poesia,
uma grande obra de arte para mim
amar é um deserto
é um vale de temores,
amar é uma cantiga de ninar
amar é a magia do natal
amar é mistério,
nunca conseguiremos saber o que tem por trás do amor,
o amor é denso
como o mar,
nunca acaba
nunca tem fim,
amar é doloroso as vezes,
e as vezes penso
que quem sabe amar
sabe viver.
te amo como vento
que agora voce quer que se vá
te amo como uma moto passando
passageiro pra voce
mas pra sempre serei o piloto desse amor
sinto sua falta como estrelas que param de brilhar e fazem diferença no ceu
sinto sua falta e te vejo tao distante
onde estas ?
onde esta tu
que levou minha cabeca e minha alma fora
que baguncou tudo
onde estas?
ora, apareça !
preciso de voce
so de você
Da importância das coisas:
Quando saudade e ausência, forem compensadas por uma visita à manicure, acompanhadas de um "sinto muito"...
Enrole a bandeira e parta,
sem remorso, sem olhar para trás!
Não há mais nada lá!
Reprisando uma dor!
Por vezes não quero sentir
deveria deixar tudo ir
Aquilo que devo esquecer!
Por vezes não quero rever
só pra sentar e sofrer
nesse filme que tanto assisti?!
Então fico assim aturdido
Com esse grilhão tão doído
Uma dor que inda não feneceu.
Pois eu fiz o melhor que pude
Contudo, inda assim, amiúde
O que era sonho secou e morreu!
Alguns conflitos não surgem porque o outro seja, necessariamente, uma pessoa difícil. Eles surgem porque certas dores não conseguem ser carregadas sozinhas. Precisam de companhia. Procuram um corpo, uma voz, um rosto onde possam continuar vivendo.
Uma licção que todo ser humano devia aprender é: se sente então diz se não resultar para dizer e faz. Pois, pior do que não mais poder dizer por ser tarde demais é poder dizer mas não mais ter a chance de o fazer.
Não é mau conseguires enxergar de forma diferente uma dada realidade, o mau é tu pensares que todos têm a mesma capacidade.
Só existe uma forma irreversível de miséria humana,
a completa falta de humanidade é a ausência de afeto
seja este amoroso, romântico ou parental.
Apenas destes seres ocos de divindade devemos ter dó,
por estes devemos ter infinita compaixão e lastima.
Miserável, portanto, é todo homem que não conheceu o amor,são de fato necessitados, carentes ao extremo deste bem supremo, destes eu tenho muita pena, e ao mesmo tempo receio mórbido de sua companhia, pois, ao passo que são miseráveis, são também perigosos e extremistas radicias.
Delinquência social.
É uma noite de sexta-feira na cidade de Brasília. No meio de uma aula de português, dois amigos, alunos da UNB combinam um racha, que seria realizado em uma ponte modelo, feita com muito esmero e amor à política. A ponte JK, que fora construída pelo Governador Joaquim Roriz, um Governo preocupado com os problemas de locomoção dos pobres moradores do Lago Sul. Para construir a ponte em questão, o Governo gastou a bagatela de 170.000,000, 00 que poderia ter sido usados para educar melhor filhos do pobre, para que os mesmos tivessem a oportunidade de cursar uma faculdade do mesmo nível de uma UNB, ou mesmo na própria, quem sabe com a expansão da faculdade para as cidades satélites, a exemplo de Planaltina, Gama e Cinelândia, que já têm sua unidade em funcionamento.
Dois jovens de classe alta, filhos da elite de Brasília, ambos haviam ganhado dos seus pais o último modelo do carro dos seus sonhos. Empolgados por terem passado no vestibular, coisa que não merecia tanto mérito assim, por terem estudado durante toda vida no colégio mais caro da cidade. Os jovens queriam comemorar em dose dupla a realização da conquista, suas e dos seus pais. Era comum no início do curso saírem em grupo para beber, e na volta para casa faziam desafios para ver quem vencia a distância da ponte em menos tempo.
Várias vezes, durante essas noites de farra, adolescente eram, não raro surpreendidos pela polícia, que não poderia fazer nada além de uma pequena repreensão verbal; no máximo uma ameaça de levá-los para se explicar ao delegado de plantão, que ao saber das suas origens nobres não poderia causar-lhes nenhum constrangimento.
Nessa noite em especial; a farra demorou mais do que o de costume. Foram a boates e, depois de muito regalo resolveram pôr em prática o racha. Ainda a caminho da ponte, do local do delito premeditado, já passaram do limite de velocidade permitida pelos pardais, os eternos servidores públicos do DETRAN. Que importa multa para quem pode pagar? Há exemplos de filhos de papai que usam um carro por um ou dois anos, depois dispensam em qualquer lugar, por não compensar o pagamento das multas; ou ainda outro caso que é mais comum, a corrupção de alguns funcionários que aceitam correr o risco de perder seu bom emprego em troca de algum dinheiro fácil, para livrar a cara de ricaços que pagam alto por uma liberação de multas.
Já são cinco horas da manhã, pela mesma estrada, trilhando outro caminho, a caminho de casa, vai um homem comum, com a consciência limpa, com a alegria de quem cumprira bem o seu papel, e com uma vontade incontrolável de chegar em casa para um descanso merecido. Não tem em mente nenhuma preocupação, além do desejo de em casa chegar para ver os filhos. Não acredita em perigos de natureza trágica à uma hora dessas, quando toda cidade dorme, só ele e alguns servidores da noite estão voltando para suas famílias. Estes são os garçons, músicos, os motoboys entregadores de pizzas como ele. As pessoas “normais” que têm o direito de escolha ou que tiveram outra oportunidade na vida, não trocariam a noite pelo dia para descansar. A não ser uma minoria alienada que mesmo tendo o privilégio da escolha não dá o devido valor à vida que tem, e vai além, usurpa as migalhas que sobram para esses excluídos do sistema capitalista onde cada um vale o que possui.
Os carros acelerados rumam à direção da ponte. São dois carros envenenados com seus motores adulterados, levando seus pilotos que não estão em seu estado normal de consciência. Ambos embriagados; além do cansaço do sono perdido, a adrenalina da competição os cega ainda mais, não percebem o perigo que correm e passam a exigir o máximo que os seus carros podem lhes oferecer, na sua robustez de máquina ilimitada. Não sentem que estão a mais de 200 km por h. Os amigos que lhes acompanham nessa insana diversão, também não percebem nem por um segundo quão fugaz são suas vidas nesse instante. Quando, como que num piscar de olhos se deparam com uma moto voando aos pedaços sobre seus olhos embaçados com o véu da irresponsabilidade e do álcool, um dos carros também capota e se arrasta sobre o parapeito da ponte. Apenas um consegue sobreviver ao desastre incomum.
Voltando depois de uma brusca frenagem, os sobreviventes vislumbram um cenário inimaginável: corpos destroçados pela fúria da velocidade e da embriaguez, e muito sangue inocente sobre o asfalto novo que ainda não conhecia o gosto da desilusão existencial; que não fora feito para este fim, receber em seus braços os filhos da ignorância. Morreram na batida além do motoqueiro anônimo, mais três filhos de pais que não pediram a Deus tal sorte para os seus, nem sequer imaginavam o que eles praticavam às escondidas enquanto deviam dormir. Ninguém vai repor as vidas dos mortos, nem tampouco será indenizada a família do cidadão que voltava do seu trabalho honesto...
Enquanto aqui vivermos, seremos aquilo que os homens pensam sobre nós, não podemos impor uma imagem ideal do que somos de fato. Ninguém sabe verdadeiramente quem somos, apenas nós reconhecemos e sabemos do homem interior que formatamos dia a dia.
Segundo Quintana, a esperança é uma louca que sempre no último dia do ano se joga do décimo segundo andar, e que ao cair intacta na calçada se transforma em criança.
Ao ser perguntada sobre sua identidade, repete aos homens seu nome pausadamente.
“A poesia será sempre o teu abrigo
Uma casa segura, um conforto
Preenchendo a tua vida vã, vazia
Na agonia velada do teu rosto.”
―Evan Do Carmo
“Só uma lógica é infalível, irrefutável para mim: os sexos opostos devem se atrair eternamente, para que a natureza não se torne uma fraude divina. Viva o Amor Natural, entre Homem e Mulher.”
“Dizia um poeta genial, que escrever é coisa simple. Eu digo que basta começar com uma palavra comum ou até vulgar, no meio porém, se deve distribuir algumas ideias, indicar uma solução possível, e no final pôr uma interrogação.”
―Evan Do Carmo
“Enquanto uma parte estúpida dissemina ódio e preconceito, e outra parte, mesmo sendo minoria avança com violência sobre os mansos; façamos amor e poesia, não seremos poupados pelas duas partes obtusas, mas persistiremos na ilusão de que ser diferente vale a pena.”
―Evan Do Carmo
O que temos de eterno é vida e morte, necessariamente nesta ordem, ambas dependentes uma da outra para existir.
Minha poesia (uma epígrafe)
Faço uma poesia incomum
para alguns poetas contemporâneos
Emil de Castro, sobre o Cadafalso
disse que há momentos lapidares
também tradução perfeita do poeta,
que está madura a minha poesia
todavia, segundo ele, ela, a poesia
não deve ser apenas conceitual.
Me acredito mais pensador que poeta lírico
meu mundo não é empírico
me expresso, sobretudo de dentro para fora
não preciso olhar a natureza para escrever
sou esta mesma natureza, a humana
cheia de contradições e abismos.
Para quem escrevo? Para que tem ouvidos
para algo novo, não faço cócegas nos ouvidos
nem tampouco quero amenizar o que há de caos
e de subterrâneo na alma humana.
Sou o que sou e não há razão premeditada
no que faço da minha agonia existencial
meu minuto de lucidez, entrego todo ao criar
ao fazer, se por ventura distraio alguém, muito bem
mas não tenho esta intenção propriamente dita...
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