Retribuindo uma Amizade

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⁠Sorria que nem o Coringa de canto a canto e uma hora será verdade que encheu-se de alegria.

Inserida por rafaelaacartaxo

⁠Uma das dores mais intensas que alguém pode sentir é a ausência de visão – e não qualquer visão, mas uma grande, capaz de gerar impacto e fazer com que nos sintamos completos ao realizá-la.

Chepe Putzu
Bom dia, visão. Boa noite, propósito. São Paulo: Gente, 2026.
Inserida por pensador

Nada nunca resultara dessas relações de momento, de que uma mulher recolhia as flores sem correr o risco dos espinhos que acompanham em excesso esses arranjos, quando tomam a forma pública de um comércio regular.

Inserida por Gaybow

⁠Uma mente que uma vez havia sido aberta para o conhecimento não poderia suportar a contração da obscura e perpétua ignorância.

Frances Burney
Cecilia (1782).
Inserida por Gaybow

⁠Gigantes passos em relação a uma formiga e pequenos passos em relação a um gigante.

Inserida por donn_william_krause

⁠Naqueles dias de aula no verão, passava por uma velha senhora sentada todos os dias na varanda, tão sola. Me perguntava se ali estava seus parentes pra conversar ou fazê-la rir. Aquilo não saia da minha cabeça, pois os dias passavam e sempre via ela no mesmo lugar. Até que um dia eu gritei ao seu portão: Oi vó, posso entrar, vim te trazer uma coisa. Ela respondeu com a cabeça e um gesto de positivo, eu então lhe entreguei uma flor. E antes de ver sua reação eu abracei ela. Depois daquele dia, nunca mais vi aquela velha senhora. Acho que eu libertei sua alma.

Inserida por donn_william_krause

⁠Resgate de uma veia poética
As veias são assim meia murchas
Elas não recebem muito carinho, murcham
Igual as plantas que não recebem água
A água é a vida das veias
Veias cheias de humor também são poéticas
São murchas, mas fofinhas
Eu tenho um pouco disso
De veio e poético
mas esqueço disso as vezes
Contatinho venoso
Bobeando o coração
Ao tentar entender
O que chamou a atenção
Se foi o jeito de viver
Ou a calada sugestão
A vaca do karatê
E sua simples perfeição

Inserida por donn_william_krause

⁠Uma saudade de você pousou em mim,
e nunca mais quis voar.

Inserida por silmaranogueira

⁠Uma poesia encantada,
com a cabeça na lua,
ao lembrar do teu sorriso...
Palmilhou estrelas.

Inserida por silmaranogueira

⁠Num pensamento lindo,
eu inventei uma história repetida:
falei que o teu sorriso um dia,
ainda vai ser nome de avenida.

Inserida por silmaranogueira

⁠Esse poema não tinha dono, e agora o enviarei
como uma carta de amor aos morros do Rio-RJ.

Inserida por silmaranogueira

Me dê uma resposta,
Eu mudei como você gosta...⁠

Inserida por fabio_wunderwald

⁠“O envelhecimento do corpo não impede a juventude da mente. Mas uma alma envelhecida pode obscurecer até os corações mais jovens.”

Inserida por drleonardoazevedo

“⁠Há dias que duram uma eternidade, e outros que passam como um sopro. Dias que ensinam, dias que dilaceram, dias que curam. Cada dia contém o todo, e mesmo o último ainda carrega o mistério do que fomos.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“Sinto uma sede que a água não aplaca. Sinto uma fome que dilacera minhas vísceras. Carrego todas as dores do mundo. Escuto todos os sons. Compreendo a todos, mas não compreendo a mim. Devoro tudo, sem jamais saciar-me. Essa angústia me consome e, ao mesmo tempo, me impulsiona. Sinto o todo, sem ser o todo. Sou paradoxo e antítese.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“A vida é uma travessia sem garantias. Vencer os desafios nem sempre é possível, mas extrair sentido da jornada e reinventar-se a cada passo é o que nos torna humanos.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“Há uma diferença entre ocupar um espaço e habitá-lo com sentido. Entre estar vivo e, de fato, viver. O valor de qualquer ideia reside naquilo que se realiza.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“Toda narrativa é uma interseção de perspectivas: a minha, a sua e aquela que resiste às interpretações, a realidade em si.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠“Há sempre uma melodia. A que te ergue quando tudo pesa. A que embala os amores e acolhe as ausências. A que arde com tua dor e, ao consumir-te, te faz renascer. Um dia, ela deixará de tocar do lado de fora e vibrará em uníssono com a música secreta da tua alma.”

Inserida por drleonardoazevedo

⁠O que é a verdade?
Uma reflexão filosófica, ideológica, psicológica, antropológica e histórica
Por Leonardo Azevedo
Desde os primórdios do pensamento humano, a verdade tem sido uma das questões mais controversas e fundamentais. Não há um único conceito que a defina, mas múltiplas formas de compreendê-la, que variam segundo a filosofia, a psicologia, a cultura e a história.
Na filosofia clássica, Platão compreendia a verdade como correspondência ao mundo das ideias: eterno, imutável e inteligível, em contraste com o mundo sensível, transitório e ilusório. Aristóteles, por sua vez, estabeleceu a definição tradicional da verdade como adequação entre linguagem e realidade; ou seja, dizer do que é que é, e do que não é que não é.
Com o advento da modernidade, Descartes passou a buscar a verdade como certeza indubitável, fundada na razão e na dúvida metódica. Kant advertiu que a verdade está condicionada pelas estruturas cognitivas do sujeito, sendo o mundo tal como ele é em si (o “númeno”) inacessível em sua forma pura.
No século XIX, Nietzsche rompeu com tais concepções e propôs que a verdade é uma construção simbólica: uma ilusão da qual esquecemos que é ilusão. No século XX, Heidegger aprofundou esse entendimento ao definir a verdade como desvelamento do ser (aletheia), um processo ontológico mais profundo do que a mera lógica formal. Foucault afirmou que a verdade é produzida historicamente por meio dos discursos, sempre vinculada a relações de poder.
Ideologicamente, a verdade é frequentemente instrumentalizada. Para o marxismo, por exemplo, a verdade dominante em uma sociedade reflete os interesses da classe dominante. As ideologias moldam o que se aceita como verdadeiro, muitas vezes mascarando estruturas de opressão sob a forma de dogmas ou consensos aparentemente neutros.
No campo psicológico, a verdade não é, necessariamente, objetiva. Freud concebia o inconsciente como repositório de verdades recalcadas, reveladas de forma indireta nos sintomas, nos lapsos e nos sonhos. Jung compreendia a verdade como algo simbólico, profundamente enraizado no inconsciente coletivo. A psicologia cognitiva contemporânea demonstra que nossa percepção da verdade pode ser distorcida por crenças preexistentes, emoções, memórias falhas e múltiplos vieses cognitivos.
Antropologicamente, a verdade é relativa às culturas. Aquilo que é tido como verdadeiro por um povo pode ser incompreensível ou inaceitável para outro. Mitos, rituais e narrativas expressam verdades simbólicas que transcendem a lógica formal, mas que são fundamentais para sustentar o sentido de pertencimento e coesão social.
Historicamente, a verdade já foi considerada revelada (na Idade Média), racional (no Iluminismo), empírica (na era científica) e, na contemporaneidade, é cada vez mais percebida como fragmentada e disputada. Vivemos em uma era marcada pela chamada “pós-verdade”, na qual emoções e crenças pessoais frequentemente se sobrepõem aos fatos objetivos. As redes sociais, impulsionadas por algoritmos que reforçam convicções individuais, criam bolhas cognitivas onde múltiplas verdades coexistem, mas raramente se confrontam de forma produtiva.
A verdade, portanto, é multifacetada. Pode ser buscada como ideal, manipulada como instrumento de poder, sentida como experiência interior, vivida como expressão cultural e ressignificada conforme o tempo e o contexto. Questioná-la não representa um gesto de niilismo, mas sim uma abertura radical à complexidade da condição humana.

Texto autoral de Leonardo Azevedo.
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Inserida por drleonardoazevedo