Retomar uma Amizade

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⁠Uma das características do preguiçoso que salta aos olhos, é o seu hábito de transferir responsabilidades aos outros!

⁠Crônica: O Mapa dos Textos Inacabados


Existe uma tirania da página completa. A exigência de que o pensamento seja redondo, a frase, lapidada, a ideia, finalizada e assinada com um ponto inquestionável. Mas a vida, convenhamos, não é feita de tratados; é feita de sussurros interrompidos, de notas de rodapé que nunca chegaram ao livro e de rascunhos rasgados.
Aqui reside o poder dos pequenos textos inacabados e eficazes, intrépidos e vorazes que falam sobre você.
Eles são a nossa verdade mais bruta, a confissão não autorizada pelo censor interno. Pense nas listas de supermercado rabiscadas, que revelam não apenas a fome, mas a pressa, a desorganização charmosa, a prioridade daquele dia. Pense nas mensagens de texto digitadas e apagadas, aqueles dez segundos de fúria ou de amor inarticulado, que morreram no limbo digital, mas que continham a essência do que a sua alma gritava.
Esses fragmentos são eficazes porque ignoram a burocracia do bom-tom. Eles não têm tempo para introdução, desenvolvimento e conclusão. Vão direto ao ponto nevrálgico: o desejo, a dúvida, o pico de alegria. Um haicai mental que, por sua incompletude, nos força a preencher as lacunas, convidando-nos à intimidade.
São intrépidos porque ousam ser feios. Ousam ser mal escritos, gramaticalmente incorretos, ou até mesmo incompreensíveis para qualquer um que não seja o seu criador. Eles quebram a regra de que a arte deve ser perfeita. São a prova de que a vida é um borrão maravilhoso, e não uma aquarela de precisão cirúrgica.
E são vorazes. Devoram a máscara social. Enquanto o seu currículo, sua biografia e seus posts cuidadosamente filtrados buscam construir a imagem de quem você gostaria de ser, o texto inacabado revela quem você é. Ele carrega o cheiro da ansiedade que o fez acordar às três da manhã e o arrepio do insight que durou apenas um instante.
O Ser Humano, afinal, é um projeto inacabado. Somos a eterna promessa, nunca a realização total. E é por isso que esses pequenos textos, que não pedem licença e não esperam aplausos, são os mapas mais honestos. Eles são os vestígios da sua mente em estado de fluxo, a prova de que a maior poesia está no que não foi dito por inteiro.
Portanto, olhe para os seus fragmentos. Eles não são falhas. São o seu diário mais íntimo, a crônica mais verdadeira de quem você ousou ser, mesmo que por apenas um instante e meia linha. A incompletude é a sua assinatura mais autêntica.
Esta incompletude é também um ato de resistência contra o "culto do impecável". Vivemos na era da curadoria da vida, onde tudo deve ser filtrado, editado e exibido como uma peça de museu. O fragmento, no entanto, recusa o palco; ele reside na margem do caderno, no verso do guardanapo manchado, na nota de voz que é cortada pelo barulho de um carro. Esse é o seu território sagrado: o não-lugar da performance.
Nesses nichos de verdade, a clareza chega como um raio, intrépida, e se esvai antes que possamos vesti-la com palavras adequadas. O texto inacabado é o registro exato desse instante fugaz de lucidez, antes que a razão o domestique. Ele é um pacto consigo mesmo: a promessa de uma ideia que talvez nunca se concretize, mas que foi, no seu nascimento, absolutamente vital. É o seu código secreto, a sua língua franca com o seu próprio inconsciente. E é justamente por serem inacabados que eles permanecem vivos. Se estivessem completos, seriam memória; como fragmentos, são eternas possibilidades. Somos todos, no fundo, a soma voraz desses pequenos textos à espera de um final que, poeticamente, nunca chegará.
E é nessa espera, nessa promessa suspensa, que encontramos a liberdade mais pura. O texto completo é um corpo fechado; ele não pode mais mudar, não pode mais se contradizer. Sua verdade é finita. Já o fragmento, o pequeno texto voraz, mantém todas as suas portas e janelas abertas. Ele carrega consigo o peso do "ainda não", a energia do "e se". Essa incompletude nos obriga a voltar, a tentar de novo, a continuar o diálogo com a página, com a vida. No fundo, a crônica da nossa existência é apenas uma coleção de começos brilhantes e meios confusos. E o maior ato de autoconhecimento é amar esse caos, reconhecendo que a única forma de o Ser Humano não se tornar um objeto de museu, frio e intocável, é permanecer, para sempre, um rascunho apaixonado.
O nosso legado, quando partirmos, não será a obra terminada que deixamos sobre a mesa, mas sim a pilha de papéis a meio. Não é o livro publicado, mas a anotação na margem que revela a dúvida mais íntima do autor. O que fala verdadeiramente sobre nós é o conjunto de pontos de interrogação que não conseguimos resolver, as ideias que foram grandes demais para caber numa única frase. São esses fragmentos de pensamento, carregados de vida não vivida e intenção pura, que se tornam convites para quem vier depois. São a nossa maneira de dizer: "Continue, a história não é minha, mas nossa". E assim, nesse mapa voraz e intrépido de textos inacabados, encontramos a nossa mais profunda e mais humana imortalidade: a de sermos possibilidade até ao último suspiro.

A paz é o resultado de uma vida onde os vereditos internos foram sempre a favor da integridade.

A simplicidade de uma canção pode curar feridas que a ciência não alcança.

Eu me desculpo pelas vezes em que priorizei a razão e tentei dissecar o sentimento como uma tese. Hoje, a única tese que me interessa é a de que podemos curar o que foi ferido. É difícil, sim, mas a superação é a prova de que mesmo o mais cético dos corações pode se render à esperança de um novo começo.

Minha vida foi uma procura incessante por algo que preenchesse o vazio da alma, uma jornada marcada pela escuridão onde a luz parecia um mero lampejo distante, a angústia era a trilha sonora constante dos meus dias, ecoando em cada passo incerto que eu dava, e em meio a essa dor, o pranto se tornava o único idioma que eu dominava com perfeição, expressando a profundidade do meu desespero em tentar encontrar um sentido maior para toda essa existência tão sofrida.

Meu anseio final é por uma intimidade profunda, onde eu possa sentir Tua presença de forma avassaladora, que dissipe qualquer dúvida ou medo remanescente, eu peço que no Teu abraço Tu me envolvas, um refúgio seguro onde a angústia não possa mais me alcançar, que a Tua purificação, deixe a minha alma pura, seja a porta para essa comunhão eterna, onde no Teu amor, Tu me surpreendas com a Tua glória e majestade.

A alma é uma entidade pré-verbal, e sua língua franca são as agulhadas e os êxtases da sensação, aprenda a ser o tradutor visceral
das mensagens que o corpo, em silêncio
sísmico, tenta entregar.

Uma ideia impulsionada por uma paixão avassaladora é que faz germinar resultados.

​"Para alguns, o seu sofrimento é uma ofensa pessoal, porque denuncia a crueldade que eles juram não possuir."

"Não espere desculpas de quem transformou o erro cometido em uma justificativa para te abandonar."

"O 'agora' é o ponto final de uma frase que a vida começou a escrever há muito tempo."

"Você não está atrasado na vida. Você está apenas vivendo uma história que não segue o roteiro de mais ninguém."

"Meu silêncio não é vazio; é uma orquestra de urgências que ainda não aprenderam a virar voz."

Não economizei batidas no peito; fui o rascunho vivo de uma alma que se recusa a ser apenas contorno."

"Existem pessoas que preferem te enterrar em uma narrativa falsa do que admitir que foram elas que seguraram a pá."

"O desejo é um impulso da pele, mas o valor é uma herança da maturidade; não se frustre com quem te olha como vitrine quando você é santuário."

"Faça uma lista de todas as pessoas que estão na sua vida e logo após risque aquelas que nada acrescentam.
Agradeça-me depois."


_Valery Monteiro

"O êxito verdadeiro nasce no silêncio de uma prece antes da primeira tarefa do dia."

​"O sucesso humano é sazonal; o sucesso com Deus é uma árvore que dá frutos mesmo no inverno da alma."