Respeite meu Jeito
O sofrimento me faz perceber que águas turvas também são capazes de lavar o meu espírito por inteiro
Somente Deus, do alto das suas nuvens pode soprar o vento contrário ou favorável ao meu velejar, mas cabe a mim, somente a mim ajustar as velas
O sacerdote pode até ajudar a salvar meu espírito diante de Deus, mas o que adianta plantar novas sementes, se ao reunir todas as flores meu corpo padecerá diante da miséria dos homens?
Oooooh Meu Deus.
Eu procuro a ti por todo lugar
Entro no celular
E tento encontrar um contato.
Uma frase que venha de tu.
Eu quero tanto conversa.
Desabafar dos meus problemas.
Passei a semana toda agradecendo.
Sei, que não é o suficiente pai.
Pra pagar o espírito da vida que habita dentro de mim.
Me perdoe pelas minhas palavras.
Pelas minhas atitudes.
Tô tentando mudar.
Parei um pouco de pedir é até de reclamar mais da vida.
Você sabe dos meus problemas,
Das minhas necessidades dos meu sonhos.
Então Pai, cuida de mim.
Me mostre o caminho certo.
Eu estou perdido.
Eu acho que tô fazendo certo,
Mas tá dando tudo errado.
Já não sei o que é o certo
Ou se está tudo errado.
Me olhe pai.
Me renove minhas forças
Me abrigue em seus braços.
Me ilumine meu caminho.
Ouça minhas aflições.
Pai?
Busco a mim entender.
Me moldar.
Até as minhas concepções da vida eu modifiquei.
Hoje, eu procuro absorve coisas boas, aprender ajudar e amar o próximo.
Ate vejo as coisas por outro ângulo diferente.
Mas meu orgulho, meu ego tenta me alucinar.
Minha mente está em um processo de adaptação para entender meu verdadeiro eu. Alcançar essas melhorias. É uma trajetória difícil.
Tentando entender as minhas emoções e não tomar atitudes precipitadas. E nem falar da minha vida por que nem todos querem minha felicidade.
Por que isso? Eu não sei.
Mas o que eu vejo que o estou colhendo aquilo que eu semei lá atrás.
Mas pai me perdoe. tenha misericórdia Eu quero alcançar meus objetivos ilumine a minha mente. Me lance ideias novas.
Me mostre como lidar com riqueza. Com bens materiais. Meu sonho sempre foi ajudar minha família sair da linha da pobreza.
É ter condições pra ajudar os mais necessitados. Entao pai me lê como livro é me diga que na minha existência terei alcançado todos os meus objetivos.
Gratidão Jesus. DEUS meu amado pai
Eu não vou desistir
Vou até o fim
Pois minha maior riqueza e minha vida
É minha família. É senhor que riqueza de todas riquezas
Neste momento eu sente vontade de te abraçar.
Sente saudade do seu abraço
Envolvido no meu corpo de costa.
Antes dorme coloquei minha cabeça no travesseiro
E pensei quando eu carisiava o seu rosto antes de dorme.
Ou quando você tentava dorme no meu peito.
Então aquele beijo molhado que você sempre reclamava.
Todo esse detalhe eu sinto falta.
Só sei te dizer que estou te esperando.
E que você faz falta na minha cama.
Talvez, você não me ame como eu penso.
Mas gostaria de agradecer
por está do meu lado.
Por me ensinar amar.
Por me ensinar entender.
A ser melhor pessoa.
Mesmo que você veja
Apenas o meu erro.
Onde encontro o meu mundo?
A escravidão foi um sistema cruel que visava explorar e tirar proveito dos africanos.
A cor da pele não determina a bondade ou maldade de uma pessoa.
Todos os seres humanos, independentemente da sua cor de pele, têm igual valor e merecem respeito.
O racismo é um problema grave que se baseia em conceitos falsos de superioridade e inferioridade baseados na cor da pele.
É essencial desafiar e combater o racismo e promover a igualdade e a inclusão de todas as raças.
As pessoas devem ser valorizadas pelo seu caráter, talento e contribuições para a sociedade, não pela sua cor de pele.
Deus não faz acepção de pessoas com base na cor da pele e todos foram criados à Sua imagem.
Cada indivíduo, independente da sua origem étnica, tem talentos e dons únicos que podem enriquecer o mundo.
É fundamental trabalhar juntos para construir um mundo mais justo, igualitário e inclusivo, onde a diversidade seja valorizada.
O meu desejo
Entendemos que realmente queremos nos encontrar. Ouvimos um ao outro recentemente, mas a curiosidade se tornou grande demais. Então você se junta a mim no meu mundo sem amor, sabendo que ficará comigo por alguns dias. É noite, pouco antes do pôr do sol. Não planejamos muito o que faremos, já sabemos que a diversão não vai falhar.
Quando nos vemos, não podemos deixar de sorrir e nos segurar firme. Não falamos, mas nos olhamos cheios de expectativa, satisfação e alegria, enquanto estamos ambos em nossos braços.
.... Eu vi....
Mentir ser forte
Enquanto ,o meu coração se quebra a cada partida
Mentir ser forte
Enquanto no coração existe lutas fortes
Este meu pensamento destaca-se em um ponto crucial:a mudança real em um país não depende apenas de candidatos ou líderes, mas da participação, especialmente dos jovens.
A seguir estão algumas minhas observações, e sugestões sobre a mudança do país.
Escuto musica todos os dias.
Com as minhas lágrimas, pintei o meu caminho.
Se alguém me perguntasse, quem sou?
A minha resposta seria , e , ainda é
Eu sou a rainha do sofrimento.
Porquê com as minhas lágrimas desenhei o meu caminho.
E com a minha própria coragem
Caminhei pelo o meu caminho sem volta.
E pelo o caminho construí, e conquistei o meu próprio império.
O sofrimento é a minha fonte de sucesso
A ROSA ESCURA DA DOR.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Ano, 2025.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Todos temos dores que não pedem cura, apenas permanência.
Elas florescem no interior como uma rosa que se alimenta do próprio sangue do sentir.
Não gritam. Não suplicam. Apenas se abrem, pétala por pétala, no silêncio mais denso da consciência.
A dor que aqui habita não deseja redenção.
Ela existe como rito, como escolha íntima de quem compreendeu que certos sofrimentos não são falhas, mas revelações.
Há uma voluptuosidade secreta no padecer que se reconhece, uma dignidade austera em suportar a própria sombra sem implorar por luz.
O espírito inclina-se diante de si mesmo, não em derrota, mas em reverência.
Cada pensamento torna-se um espinho necessário, cada memória um perfume escuro que embriaga e ensina.
A alma aprende que nem toda ferida quer ser fechada, algumas precisam permanecer abertas para que a verdade respire.
Há uma doçura austera no ato de suportar-se.
Uma forma de amor que não consola, mas sustenta.
A consciência, exausta de fugir, ajoelha-se diante da própria dor e a reconhece como mestra silenciosa.
Assim floresce a rosa escura.
Não para ser admirada, mas para ser compreendida.
Não para enfeitar a vida, mas para dar-lhe gravidade.
Pois somente quem aceita sangrar em silêncio conhece a profundidade do que é existir.
MEU CÃO - A FIDELIDADE QUE SOBREVIVE AO TEMPO E À RUÍNA DOS CORPOS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
* “Prefiro confiar em meu cão São Bernardo do que confiar na criatura humana.”
Dr. Axel. Munthe, autor do best-seller: O Livro De San Michele. Escrito originalmente em 1929.
A história de Argos, o cão que aguardou por vinte anos o retorno de seu senhor, permanece como uma das mais elevadas expressões éticas legadas pela tradição clássica. Mais do que um episódio secundário da epopeia homérica, ela constitui um testemunho silencioso acerca da natureza da fidelidade, da memória e da lealdade que resiste ao desgaste do tempo, à corrosão da matéria e à falência moral dos homens. Nessa narrativa, a condição animal não se apresenta como inferior, mas como depositária de uma virtude que a civilização, em sua complexidade, gradualmente perdeu.
O retorno de Odisseu a Ítaca não se dá sob o brilho do triunfo, mas sob o véu da decadência. Após vinte anos de ausência, dez consumidos pela guerra e outros dez diluídos em errâncias e provações, o herói regressa envelhecido, marcado pela dor, pela fadiga e pela experiência. Aquele que outrora fora símbolo de engenho e vigor já não possuía o corpo que o consagrara, mas carregava em si a memória viva de tudo o que fora perdido. A própria astúcia, outrora instrumento de glória, agora servia apenas à ocultação de sua identidade.
Atena, expressão da prudência e da razão estratégica, aconselha-o a ocultar-se sob a aparência de um mendigo. A pátria que deveria acolhê-lo transformara-se em território hostil. Os pretendentes haviam tomado sua casa, dissipado seus bens e ameaçado a integridade de sua linhagem. Nem mesmo Penélope, símbolo da fidelidade conjugal, foi capaz de reconhecê-lo sob o véu da decrepitude. A visão humana, condicionada pelas aparências, falhou. O olhar viu, mas não reconheceu.
Foi então que a fidelidade se manifestou onde menos se esperava. Argos, o velho cão abandonado à margem do palácio, esquecido entre a poeira e os detritos, conservava intacta a memória do seu senhor. O corpo exausto já não sustentava a vida com vigor, mas a essência permanecia desperta. Ao ouvir a voz e sentir o odor daquele que amara, ergueu-se como pôde, moveu a cauda e reconheceu. Nenhuma máscara, nenhum disfarce, nenhuma degradação física foi capaz de enganá-lo. O reconhecimento foi imediato, absoluto e silencioso.
O gesto de Argos possui uma força simbólica que transcende a narrativa. Ele não exige palavras, recompensas ou reconhecimento. Sua fidelidade não depende de promessas nem de reciprocidade. É fidelidade ontológica, inscrita na própria natureza do ser. Odisseu, impedido de revelar-se, contém as lágrimas, pois compreende que ali, naquele instante, se manifesta uma verdade mais profunda do que qualquer triunfo humano. Logo após cumprir sua última função, Argos morre. Não por abandono, mas por consumação. Sua existência encontra sentido no ato final de reconhecer aquele a quem sempre pertenceu.
Esse episódio, narrado no Canto XVII da Odisseia, ultrapassa o campo da épica para inserir-se no domínio da reflexão ética. Ele revela que a fidelidade não é produto da razão discursiva, mas da constância do ser. Enquanto os homens se perdem em interesses, disfarces e conveniências, o animal permanece fiel àquilo que reconhece como verdadeiro. A memória afetiva, nesse contexto, revela-se mais poderosa do que qualquer construção racional.
É nesse ponto que a reflexão de Axel Munthe se insere com notável precisão. Ao afirmar que * " Prefere confiar em seu cão a confiar no ser humano " , o médico e pensador não profere um juízo de misantropia, mas uma constatação ética fundada na observação da realidade. Sua experiência com o sofrimento humano ensinou-lhe que a razão, quando desvinculada da integridade moral, converte-se em instrumento de dissimulação. O cão, ao contrário, desconhece a duplicidade. Sua fidelidade não é estratégica, mas essencial.
A frase de Munthe revela uma crítica severa à condição humana moderna. O homem, dotado de linguagem, inteligência e consciência, frequentemente utiliza tais atributos para justificar a traição, disfarçar interesses e legitimar a ruptura dos vínculos. O animal, desprovido dessas faculdades, conserva uma coerência ética que o eleva moralmente. Ele não promete, mas cumpre. Não calcula, mas permanece. Não racionaliza, mas é fiel.
Há, portanto, uma convergência profunda entre a figura de Argos e a reflexão de Munthe. Ambos denunciam a fragilidade moral do homem civilizado e exaltam uma fidelidade que não depende de convenções sociais, mas de uma adesão silenciosa ao outro. Essa fidelidade não se anuncia, não se exibe, não se justifica. Ela simplesmente é.
Assim, a história de Argos e a sentença de Munthe convergem para uma mesma verdade essencial: a de que a grandeza moral não reside na eloquência, no poder ou na razão instrumental, mas na capacidade de permanecer fiel quando tudo convida ao abandono. Nesse sentido, o cão torna-se espelho daquilo que a humanidade perdeu ao longo de sua história. E ao contemplar esse espelho, resta ao homem reconhecer que, por vezes, a mais elevada forma de humanidade habita silenciosamente no coração de um animal.
O DEGRAU QUE NÃO CONDUZ.
CAPÍTULO XIX.
DO LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
- Dissertações Psicológicas.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
O porão não se revela de súbito. Ele consente. Há dias em que apenas respira por entre frestas invisíveis, exalando uma umidade antiga que não é da terra, mas da memória. Descer é sempre um gesto tardio, porque aquilo que aguarda já estava ali antes do primeiro passo. Nada no porão começa. Tudo continua.
Assim aprendi que o degrau mais perigoso não é o primeiro, mas aquele em que julgamos já conhecer a profundidade. É nesse instante que o chão parece firme, quando na verdade apenas se acostumou ao peso da dúvida. O corpo avança, mas a consciência hesita, pois sabe que cada descida remove uma camada de esquecimento cuidadosamente construída para tornar a vida possível.
Ali há objetos que não pedem nome. Permanecem imóveis não por estarem mortos, mas por saberem demais. Uma cadeira vazia conserva a forma de quem nunca mais voltou. Um espelho opaco não reflete o rosto, apenas devolve a sensação de ter sido visto por algo anterior a nós. No porão, a matéria é cúmplice do silêncio e o silêncio é uma professora severa .
Não há consolo ali. E talvez por isso haja verdade. A dor não se exibe, não suplica, não dramatiza. Ela apenas permanece, como um animal antigo que aprendeu a conviver com a própria ferida. Descobri que sofrer não é o pior destino. O pior é fingir que não se sofre, porque isso exige um esforço diário de mentira que corrói mais do que qualquer ferida aberta.
Então o amor também desce ao porão, mas não como promessa. Ele chega como recordação imperfeita, manchada, por vezes irreconhecível. Ama-se aquilo que não pôde permanecer. Ama-se aquilo que não soube ficar. E nesse amor tardio reside uma ética silenciosa, a de aceitar que nem tudo o que foi verdadeiro conseguiu durar, por isso é ética e não verdade.
Quando retorno à superfície, levo menos do que trouxe. Essa é a única regra que o porão ensina sem palavras. Ele não oferece respostas, apenas retira ilusões. E ao subir, compreendo que viver não é escapar da escuridão, mas aprender a caminhar com ela sem pedir permissão à luz.
Porque quem ousa descer com honestidade jamais sobe vazio, sobe mais lúcido, mais inteiro, e suficientemente forte para sustentar o peso da própria verdade diante do mundo.
CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.
