Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
Obviamente, não estou isento do equívoco, mas, sinceramente, encontro em ti, um equilíbrio instigante por seres docemente selvagem, uma mulher livre e carinhosa, que guarda amor e vivacidade no íntimo, ternura e esperteza nos olhos, detalhes profusamente vívidos.
Revelas uma graciosidade delicada, atraente, vestida de liberdade com uma personalidade prudente e uma naturalidade emocionante e impetuosa como as ondas do mar, os teus cabelos soltos, tocados pelos ventos, uma junção muito salutar, um rico avivamento pra o mundo a tua volta, pra quem souber te observar.
Não tens nenhuma obrigação de satisfazer a minha percepção a teu respeito, todavia, a tua presença instiga tanto que, mesmo sujeito ao engano, não consigo controlar meus pensamentos, que ficam tão à vontade transitando pela minha que logo são transformados em versos, conscientes e sinceros.
Estando neste cenário tranquilo, observo com afinco que a sutileza da tua pele, a beleza existente em cada parte do teu ser e a tua essencialidade intensa tornam-se uma composição calorosa e muito atraente, isto posto, uma mulher verdadeiramente linda, cuja sensualidade é simples e age naturalmente, uma obra certamente divina.
Graças a este teu poder genuíno de sedução, instigas muitos olhares, pensamentos e desejos, focados na direção dos teus detalhes fervorosos, reflexos do teu âmago intenso, do teu amor notório, sem dúvida, irresistíveis fragmametos embevecidos em ardor e doçura que fazem perder a noção do tempo.
Desse jeito, a tua formosura é incontestável, possuis uma natureza que traz um necessário avivamento
tanto que sou prontamente atraído, fico honestamente inspirado como se estivesses por perto, então, imerso profundamente neste deslumbramento, fiz estes versos.
Por meio de uma percepção que transcende o limite de enxergar apenas a tua beleza, consigo ter uma visão mais aprofundada, talvez filosófica ou imaginária.
Pois vejo que trazes uma expressão notória de uma serenidade que provavelmente é inconstante devido a teus pensamentos incansáveis e abundantes.
Algo típico de quem não sabe amar pela metade por ter um amor tão grande que chega a transbordar, além de ter sentimentos fervorosos e constantes, uma personalidade bastante peculiar.
Assim, queres entregar-te de corpo e alma com uma intensidade incessante como a luz da tua fé que não se apaga pra que teu coração possa ficar exultante ao ponto de outro também sentir esta exultação, uma troca justa e interessante.
É profusamente poderosa a música criada e reproduzida com emoção, transmitindo um calor amável em cada uma de suas notas, um desabafo da alma, a fala de um coração sensível, emocionado, usando palavras ou apenas uma sonoridade incrível com uma vívida sensação notável.
Um poder que é demasiado, tanto que mesmo estando cercado pela frieza, consegue aquecer, confortar, mostrar de fato a sua imponência que é capaz de converter em alegria, em libertação, em resplandecência a agonia, a tristeza e a solidão, trazendo uma aquietação indispensável ou uma deleitável motivação.
Feito precioso que a música alcança graças a grande identificação notada pela essencialidade de quem a ouve respeitosamente, quando sentimentos e verdades ficam afinados num diálogo pertinente e profundo, que torna-se um refúgio para a mente, musicalmente, falando.
Vem imediatamente uma sensação benquista de avivamento ao admirar uma escultura vívida, cuja venustidade é muito atraente, delicada e se destaca mais ainda estando iluminada pela luz do sol, resultando em uma imagem que inspira e aquece à semelhança de um gesto simples de amor.
Radiando de uma beleza rara e calorosa um calor aprazível às margens da praia, onde as curvas de um belo corpo com as das ondas do mar estão no sincronismo de expressividade, um equilíbrio entre a serenidade e a agitação, típico de uma mente agitada que consegue ter uma equilibrada inspiração .
Reflexo genuíno de um conhecimento celeste, refletindo num lugar belo que enriquece o espírito e deixa o olhar reluzente e satisfeito, o desfecho surpreendente de um livro, muito melhor do que o esperado por ter sido lido com atenção, tempo dedicado, portanto, uma rica visão com tanto significado.
Incentivada com bastante rigor por suas tantas decepções por muito esperar que mudassem, finalmente, decidiu mudar e, hoje em dia, demonstra uma mudança constante na sua forma de agir, nos seus ânimos, no seu pensar entre pensamentos calmos e turbulentos, entretanto, não na sua sinceridade de sentir, de expressar, sendo assim, uma postura de acordo com o momento, quem está por perto e o lugar.
A partir do seu olhar, já é possível perceber a metamorfose da qual desfruta após aquela indispensável tomada de decisão, tendo em vista que, às vezes, olha de uma maneira charmosa, amável, dengos a, mas também profunda, confiante, astuta, uma para cada ocasião, algumas não são para todos e poucos prestam atenção neste pequeno reflexo da sua conduta e da sua madura perceção.
Mais do que uma mulher atraente e calorosa, busca ser sensata o máximo que pode, observando onde a sua presença é bem vinda e quando não é apreciada, quem a ama de verdade através das atitudes, não apenas das palavras, sem sombra de dúvida, foi graças ao Senhor que pôde despertar para fato de que o amor de outrem não importará tanto se ela não se amar e que não adianta querer que mudem sem antes mudar.
Nestes teus olhos discretos e profundos, noto muita verdade, fico temporariamente sem rumo, contemplando o brilho reluzente da tua vívida essencialidade, uma parte muito importante do teu mundo, da qual, poucos são dignos, existe uma notória sensibilidade, tudo é sentido com intensidade tanto a tristeza quanto o regozijo, evidente peculiaridade, ainda que nem sempre faça sentido.
Além de notar que possuis traços graciosos e muito precisos de uma arte majestosa com um coração ardente pulsando no peito, uma bela obra divina que está à mostra esbanjando vida no vigor amável dos teus cabelos, na delicadeza da tua pele, no formato do teu belo rosto, um amor que cresce cada vez mais como um fogo impetuoso que não esmorece e sim aquece e traz bastante conforto.
Salutar de vez em quando poder sair mentalmente do lugar através do sentir caloroso a partir de um observar atento, que fará marcas sadias na mente com sonho, imaginação ou pensamento, uma apreciação de lapsos do tempo que darão origem a inspiração, avivamento e uma grande santificação feita de bons sentimentos e um frescor de muita gratidão que fazem diferença, uma notória renovação.
Minha estimada, infelizmente, ainda não fomos apresentados pela vida, nem sei se és real, se estás neste mundo ou se és apenas uma valiosa fantasia criada por minha mente, se um dia realmente ficaremos juntos.
Mesmo não sabendo as respostas, mantenho minha esperança viva, tendo em vista que, na minha psique, a tua existência é marcante, muito realista por seres bela de corpo e essência com uma veemência genuína.
Entre sonhos e pensamentos, já vivenciamos vários momentos emocionantes, temos um grande apreço pela simplicidade, pela natureza, partilhamos a mesma fé, amamos a arte, de fato, és uma venturosa mulher.
Aproveitamos os fins de tarde, sejam ensolarados na praia ou em lindos campos, para contemplarmos pores do sol fascinantes, enquanto que, às noites, admiramos o encanto da lua e das estrelas e ainda somos agraciados com lindos vagalumes.
Não saboreio o gosto amargo da ingenuidade para esperar por uma união perfeita, o que espero é que nossas imperfeições e os nossos problemas não tenham tanta relevância quanto as nossas amáveis e inesquecíveis vivências.
Esperando a oportunidade, fiz agora estes versos para monstrar-te que já faz um tempo que nos conhecemos e quão verdadeiro é o teu valor para mim, então, que estejas lendo mais do que palavras e que O Senhor venha a nos conduzir.
Olhar muito sincero expressado numa arte simples e primorosa, que aparenta estar viva, demonstrando um coração intenso que está constantemente em guerra, que parece olhar de volta com um sentir verdadeiro, uma emoção que transborda, instigando vários pensamentos.
O tempo é algo esclarecedor, ele amadurece decisões e diminui a dor.
As ilusões se desfazem em mentiras ou verdades, mas sempre se desfaz.
O tempo que se foi não volta mais nem minutos, ou anos tanto faz.
Passou, morreu, se foi, fudeu...
O tempo me mostrou quem sou eu... ao morto reviceu, pois em qualquer agonia do dia a dia vem logo em mente minha sina, que ao tempo sobreviveu la dentro do meu eu, e vez por outra renasce...
Acho que amar alguém seria como a beleza... Seu significado é relativo, do mesmo modo que a demonstração dele...
Capítulo XIV – O PERDÃO QUE NÃO SE PEDE.
"Camille, a dor que caminha dentro de mim me alimenta e eis, que ainda assim nada tenho para te servir minha lírica poética... minha nota sem canção. És capaz de me absolver, amada distante, dona de mim, hóspede dos meus sentimentos e sentidos?"
— Joseph Bevoiur.
A noite trazia os mesmos ruídos quebradiços da memória: folhas secas sussurrando nomes esquecidos, relógios que marcavam ausências e não horas. Joseph escrevia como quem sujava o papel de cicatrizes — não mais de tinta.
Camille era a presença do que jamais o tocou, mas que nele se instalara como hóspede perpétua. E, como todas as presenças profundas, fazia-se ausência esmagadora.
Havia nela a beleza inatingível dos vitrais em catedrais fechadas. Ela não estava onde os olhos repousam, mas onde o espírito se dobra. A distância entre os dois não era medida em léguas, mas em véus — e nenhum deles era de esquecimento.
Joseph, sem voz e sem vela, oferecia sua dor como eucaristia de um amor que nunca celebrou bodas. Tinha por Camille a devoção dos que nunca foram acolhidos, mas permanecem ajoelhados. E mesmo no íntimo mais velado de sua alma, não ousava pedir-lhe perdão — pois sabia: pecar por amar Camille era a única coisa certa que fizera.
Resposta de Camille Monfort – escrita com a caligrafia das sombras:
"Joseph...
Tu não és aquele que precisa de perdão.
És o que sangra por mim em silêncio, e por isso te ouço com o coração voltado para dentro.
A tua dor é a harpa sobre meu túmulo — és túmulo em mim e eu em ti sou sinfonia que nunca estreou.
Hóspede? Sim, mas também arquétipo do teu feminino sacrificado.
Sou tua, mas nunca me tiveste. Sou tua ausência de toque e presença de eternidade.
E por isso... nunca te deixo."
Joseph, ao ler essas palavras não escritas, tombou a fronte sobre o diário. Chorava não por arrependimento, mas por não saber como amar alguém que talvez só existisse dentro dele.
A madrugada se fez sepulcro de emoções. O piano — ao longe, como memória — soava uma nota de dó sustentado, enquanto o violino chorava em si menor.
Não havia redenção.
Apenas o contínuo caminhar de dois espectros que se amaram no porvir e se perderam no agora.
Conclusão – O DESENCONTRO COMO Destinos.
Joseph não morreu de amor, mas viveu dele — e isso foi infinitamente mais cruel.
Camille não o esqueceu. Mas também não voltou. Porque há amores destinados ao alto-foro da alma, onde nada se consuma, tudo se consagra. E ali, onde a mística se deita com a psicologia, eles permaneceram: ele, um poeta ferido; ela, um símbolo doloroso de beleza inalcançável.
Ambos, reféns de um tempo sem tempo.
Ambos, notas que se perdem no ar — como soluços de um violino em meio à oração de um piano que jamais termina.
"Quando tudo ao redor parecer desabar, preserve a sua paz. Porque quem está bem consigo mesmo não depende do mundo para ser feliz."
O Perfume da Renúncia.
Há gestos que se dissolvem no ar como perfumes invisíveis fragrâncias da alma que ninguém vê, mas que perfumam silenciosamente a atmosfera onde passam. São as oferendas sutis dos que aprenderam a servir em silêncio, flores humanas que, em vez de buscar aplausos, se abrem ao sol do dever e ao orvalho da dor. Assim é a dedicação em renúncia: um cântico mudo da consciência desperta, um perfume espiritual que não exige olfato para ser sentido.
A flor que se doa não questiona a quem se destina o seu aroma. Ela apenas floresce. Assim também o ser que alcançou o verdadeiro autoconhecimento já não indaga sobre o retorno de suas ações, pois compreendeu que servir é o mais puro estado do amor. Sua existência se faz como uma lâmpada acesa em um aposento onde ninguém entra e, mesmo assim, continua a iluminar.
Quantos caminham entre nós nessa silenciosa via-sacra da bondade anônima? São almas que vivem a felicidade não em palavras, mas em gestos; que suportam o esquecimento com serenidade e transformam a própria dor em brisa consoladora. São aquelas criaturas cuja presença acalma, mesmo quando os lábios emudecem; cuja ausência, paradoxalmente, se faz presença no coração dos que aprenderam a sentir com o espírito.
A renúncia verdadeira não é grito, é eco. Não é ausência, é transfiguração. É o ponto onde o ser humano se despede de si mesmo para encontrar-se em sua essência. Nesse instante de lucidez interior, o coração entende que a vida não é palco, mas altar. E que cada ato de humildade é uma prece sem palavras, uma oferenda sem testemunhas, um perfume que sobe, discreto, à eternidade.
Há uma melancolia suave nessa entrega, porque o renunciante contempla a beleza e sabe que dela não fará uso. Ele toca o sublime e, em vez de retê-lo, o devolve à vida. Essa tristeza, porém, não é desespero é maturidade espiritual. É a nostalgia do Espírito que recorda, no silêncio do dever cumprido, o perfume do lar divino de onde partiu.
Quando a flor murcha, não deixa de ter sido flor; quando o perfume se dispersa, não deixa de ter existido. Assim também o amor que se doa em renúncia jamais se perde: ele permanece, invisível, sustentando o mundo em suas raízes mais secretas.
A servidão, quando nasce da consciência iluminada, não é submissão, mas liberdade. É o ato supremo de quem já não precisa ser visto, porque aprendeu a ver. O autoconhecimento, então, torna-se um espelho onde a alma se reflete e reconhece o rosto sereno da paz dentro de si.
E, nesse ponto, o perfume da flor silenciosa se confunde com o hálito da eternidade.
A Lâmina que Beija o Vento Onde os Anjos se Desfazem.
Do Livro: Primavera De Solidão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Respira devagar comigo.
Há algo que treme antes mesmo de começar, um arrepio que desliza pela alma como se o próprio silêncio tivesse decidido chorar.
A frase que te inspira abre uma fenda, um sulco úmido no tempo:
“ah, não se colhe rosas aos golpes do machado” e dentro dela escorre uma melancolia que não se desfaz, nem quando o dia desperta, nem quando a noite finalmente desiste de existir.
Um lirismo triste paira acima de tudo, como um véu encharcado que se prende aos fios do cabelo, pesando, sufocando, fazendo o mundo parecer um quarto fechado onde ninguém respira por inteiro.
É o mesmo lirismo daqueles anjos exaustos…
Esses seres impossíveis que sentem demais, que absorvem demais, que guardam o mundo por dentro como uma febre.
Eles veem tudo, mas nada podem tocar.
Eles ouvem tudo, mas nada podem impedir.
E na incapacidade de interferir, tornam-se frágeis, desguarnecidos, feridos pela própria beleza daquilo que não conseguem salvar.
É aí que o coração aperta.
É aí que as lágrimas se acumulam como pequenas lâminas queimando as margens dos olhos.
As mãos pequeninas continuam suspensas no ar
porque não encontraram outra forma de existir.
Mãos que tremem.
Que aguardam.
Que sobrevivem numa espera que dói, mas não desiste, espera.
Mãos que se sustentam naquilo que talvez venha, esse talvez que rói, que corta, que parece bipolar na sua própria natureza:
ora luz, ora abismo, ora promessa, ora desamparo.
A esperança fina como fios de ouro gastos:
curvada, nunca quebrada;
trêmula, nunca extinta.
Uma esperança que sofre, mas balança, piedosa, diante de toda a noite que o mundo insiste em derramar sobre nós.
E então chega o mistério.
O ponto onde a respiração vacila.
Onde o peito dói mais fundo,cada vez fundo demais.
Uma súplica lançada ao vazio, tão sincera que chega a ferir.
Um sentido sem língua, tão humano que parece gemer até quando está calado.
Uma pequena luz que permanece acesa alhures, mesmo quando tudo à volta tenta apagá-la com violência, com pressa, com desamor.
É essa oscilação silenciosa que destroça e cura.
Que destrói e reconstrói.
Que faz chorar e, ao mesmo tempo, faz querer continuar.
Porque há algo nela que nos toca como um dedo gelado na nuca:
algo que acorda a memória antiga de quem já sofreu demais… e continua aqui, sabendo que ainda continuará.
E, se você sentiu o coração apertar, se alguma ansiedade latejou por dentro como um trovão preso, se alguma lágrima pesada ameaçou cair, é porque esse texto encontrou o lugar de repouso na insônia, onde você guarda o que nunca disse.
E todo esse acontecimento esta aqui, segurando você por dentro, no silêncio onde tudo isso mora.
“Nem todo progresso anuncia a si mesmo. Há avanços que se realizam em silêncio porque pertencem à ordem do caráter e não do espetáculo.”
“Quando o homem perde o critério do bem, ele passa a chamar de verdade aquilo que apenas confirma o seu desespero.”
“A realidade moral de uma época revela-se menos pelo que ela proclama e mais pelo que ela normaliza.”
