Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
Dádiva
As minhas asas deixei,
por entre as árvores passei...
Em todos os oceanos nadei...
Por sobre as pedras voei...
Meu segredo não saberei,
não sei ao certo se sou anjo,
ou humano...
Se sou poeta ou anônimo,
se sei, ou não sei...
Se são conceitos ou liberdade para novos sonhos.
Mas se lhe digo que te amo, acredite...
Se estou contigo, confie...
Se sou presente, é porque sua presença me fascina...
Se inventei, eu inventei novamente...
Não estou aqui para ser fraco ou forte ...
Quero ser real na não-realidade...
Ser desejo por não existir, e por existir você desejar...
Por sobre as flores lembrei...
Lembrei de você... Novamente, eu lembrei de você...
Se aqui estou, é porque na alvorada conquistei a minha dádiva.
Decidi por não ter asas, para permanecer aqui e poder te amar...
Os dias eu vencerei...
E os meus segredos contigo, dividirei.
Ela cansou te tomar pancadas e abaixar a cabeça. Cansou de ter que escolher entre quem não vai pagar para agradar o outro. Agora ela quer se agradar, ela quer se amar, evoluir mesmo que seja sozinha. Cansou de deixar seus sonhos, para ajudar os outros alcançarem os deles e abandonarem por terem conseguido "sozinhos". Ainda é a amiga, mas não mais a que procura e notou que ao parar de procurar, aquelas conversas longas que existiam, hoje não passam de uns breves comunicados( pq era ela quem alimentação a amizade). Hoje ela sorri, ela joga, ela curte, ela se movimenta e cada movimento é um momento extraordinário (pelo menos pra ela). Então se você a conheceu, talvez ela não seja mais a mesma pessoas, tem o mesmo cárter, pq isso não muda, mas talvez ela parecerá desligada, mas não é pessoal, ela apenas deixou de ser o capacho que todos conheciam. Viva ela.
É inegável que não vivemos sem as mulheres, e compreensível que elas saibam disso, e é uma realidade que nós não saibamos disso.
Na praia dourada, ao pôr do sol tão belo,
Encontrei teus olhos, garota de cabelos de anelo.
O mar, testemunha dos amores e paixão,
Sussurra segredos, uma doce canção.
Loira como os raios do sol a brilhar,
Teu encanto, garota, não posso negar.
Teu sorriso é como o sol beijando o mar,
Ilumina a minha alma, me faz suspirar.
Seria melhor a gente se afastar? Eu diria, mas não é isso que quero acreditar.
O que seria isso então, eu diria. Amores de verão.
E porquê não fazer disso uma bela canção?
Prometo cantá-la por toda nossa geração.
É tolice ofuscar os bramidos do coração, é como tentar apagar um incêndio com as próprias mãos.
O coração é enganoso já diz o provérbio, mas uma coisa te garanto, viver na dúvida é mais doloroso, quanto a essas coisas, não é preciso deixar complexo.
Breve há de chegar o momento em que este sentimento há de se desvairir e ser levado pelo vento como tantos outros que se perderam no relento de pensamentos preenchidos com o porvir.
Carrego em mim toda vida do mundo
Meu coração bate
Minhas pernas funcionam
E meus pulmões me alimentam
Então por que me sinto morta?
Carrego em mim toda vida do mundo
Meus reflexos são ágeis
Meus sentidos certeiros
E minha visão é clara
Então por que me sinto tonta?
Carrego em mim toda vida do mundo
Vejo beleza no podre
Vejo vida na morte
E perfeição na assimetria
Então por que me sinto feia?
Carrego em mim toda vida do mundo
Destruí muitas barreiras
Carreguei muitas pessoas
E construí muitas moradas
Então por que me sinto fraca?
Carrego em mim toda vida do mundo
Meu corpo me sustenta
Minha mente discerne
E meu espírito me guia
Se separadamente sou constituída de virtudes
Por que o todo parece tão disfuncional?
Alguém aí me empresta uma britadeira? Tô precisando quebrar algumas pedras pra chegar num coração...
