Reflexões sobre o amor para tentar entender o coração
Será que tudo o que desejamos são apenas meras vontades satisfeitas momentaneamente por realizações superficiais, e o que é realmente importante em nossas vidas não damos a menor atenção, será que estamos cada vez mais presos em si mesmos e sem se importar com aqueles que nos fazem bem, talvez consigamos escalar a montanha de sentimentos que nos rodeia e atinjamos o pico em que as nuvens cubram sua terra e onde somente o amor possa existir, imperando imponente sobre todas as emoções.
Na vida existe somente duas coisas piores que viver amando alguém é não ser correspondido, a morte ou continuar vivendo.
"Em um relacionamento entre duas pessoas, quando apenas uma ama, chamam isso de ilusão.
Quando as duas se amam, dizem que é amor verdadeiro.
Mas se o amor da primeira pessoa nunca foi real, quem garante que o das duas de fato é?
Talvez, no fim, o amor não passe de duas ilusões que se encontraram."
Ser eu dinovo.
Você já foi interrompido no meio do sonho. Alguém disse "não dá", "isso não é realista", "foque no seguro". E você, com o tempo, engoliu essas palavras como verdades. Mas dentro de você, ainda vive aquela criança cheia de coragem, imaginando um futuro brilhante — o futuro que você escolheria, se ninguém tivesse escolhido por você.
Ser quem um dia você quis ser não é voltar ao passado. É resgatar o que nunca deveria ter sido enterrado: sua essência, seus desejos genuínos, sua voz interior. O mundo impõe modelos, rotas prontas, expectativas. Família, escola, sociedade — todos têm um plano para você. Mas nenhum deles sentiu o que você sente quando imagina outra vida.
O primeiro passo é lembrar. Feche os olhos e pergunte: quem eu queria ser aos 10, 15, 20 anos? O que me fazia acordar com fome de viver? Aquilo não era ingenuidade. Era intuição. Era propósito em forma de sonho.
Depois, perdoe. Perdoe quem tentou te proteger com limites. Perdoe a si mesmo por ter acreditado neles. O passado não define seu futuro, mas pode fortalecer sua decisão de mudar.
Agora, aja. Pequenas ações diária reconstroem identidades. Leia sobre aquilo que te fascinava. Converse com pessoas que vivem o que você sonhava. Inscreva-se naquele curso. Escreva. Desenhe. Crie. Comece mesmo que pareça tarde. O importante não é a velocidade, é a direção.
Você não precisa de permissão. Não precisa de garantias. Precisa de coragem para desobedecer ao medo, ao comodismo, às vozes do passado. Crescer não é abandonar os sonhos. É tê-los com mais clareza e correr atrás com mais força.
O mundo precisa de quem ousa ser fiel a si mesmo. E você, por dentro, já é essa pessoa. Só precisa decidir, de verdade, que agora é a hora.
Não espere autorização. Você já tem o direito de ser quem sempre quis. Comece hoje. Um passo. Um "sim" para você. O resto virá.
Eu.
Eu danço com ela lentamente
Mas observo em seus olhos:
Ainda há medo em você?
Você gosta de arte,
Porém tem medo das opiniões e do futuro
Se esconde e se mostra demais
Se esconde, mas fala pra se esconder
Eu te vejo dormindo em meus braços
Quando você disse que se amava, me amava
Seus olhos brilharam
E eu vi tudo, seu brilho – e seu medo de brilhar
Mesmo brilhando...
O homem medíocre somente percebe e se atrai pela beleza física de uma mulher, mas o homem sábio aprende a tocar a alma, porque o verdadeiro amor reside em tocar o “coração" muito antes do corpo...
Não vejo o frio como ausência de calor.
Na forma mais poética de enxergar o mundo,
é o jeito do inverno falar sobre o amor:
aqueçamos nossos corpos no abraço.
Vem, deita, se aconchega.
Fica mais um pouco.
Diz a mãe em forma de deus e Deus por intermédio dela:
Cuidarei de você.
Vou cuidar do seu jeito, a cada gesto.
Vou ensiná-la a dançar, a cantar, a ler, a escrever.
Vou abraçá-la quando se sentir sozinha.
Vou ouvi-la quando quiser falar.
Vou protegê-la quando sentir medo.
Vou enxugar suas lágrimas e acolher seu pranto como meu.
Serei seu ombro amigo, sua conselheira, sua alma gêmea, sua professora particular, sua guia… Enfim, serei sua.
Assim diz a mãe, com a voz de Deus.
PROPÓSITO
O propósito é a melodia singular que ressoa em nossa alma, o fio condutor que dá sentido a cada passo e ilumina o caminho. Não é um destino fixo, mas a constante busca por alinhar nossas ações e paixões àquilo que realmente importa, nutrindo a essência de quem somos e a contribuição que desejamos oferecer ao mundo.
Acho que a vida é sobre ser ousado em certas coisas — e comedido em outras. É sobre amar, fazer bons amigos, e aproveitar cada momento.
Setembro dormiu cedo
Areia nos bolsos e o cheiro do mar no cabelo.
Era só isso. E, por um tempo, foi tudo.
As janelas do carro abertas,
e você dizendo que não queria prometer nada.
Eu disse que também não queria.
Era mentira.
Te esperei como quem espera verão em cidade fria.
Escrevi seu nome na parte de dentro dos meus pensamentos
e apaguei com o canto da mão —
como se isso bastasse pra esquecer.
Mas ainda vejo a gente,
preso num instante que nunca virou agora,
num fim de tarde que não sabia que era fim.
Setembro dormiu cedo,
e eu fiquei acordado esperando você voltar da escola.
Eu me lembro:
das suas costas contra o céu dourado,
de quando você dizia "só hoje",
como se amanhã não fosse pesar.
A gente se encontrou no intervalo do mundo,
nos bastidores da vida real.
Promessas murmuradas atrás do mercado,
planos que só eu levava a sério.
Você era um talvez disfarçado de agora.
E eu achava que tinha sorte.
Eu cancelei noites, amigos,
e até a mim,
só pra ter mais alguns minutos de você.
Você, que nunca foi meu.
Mas me chamava de "sorte"
quando esquecia o nome das outras.
A gente era o que não era.
O que quase foi.
O que não coube no tempo certo.
E eu ainda te procuro nos dias nublados
e nas músicas tristes demais pra tocar de manhã.
Você se lembra?
Do portão velho,
do meu "entra no carro",
da minha espera que você nunca pediu?
Do sol batendo no seu ombro,
e de mim achando que aquilo era amor?
Setembro dormiu cedo.
E eu fiquei, sozinho,
esperando que você acordasse de novo pra mim.
Mas não acordou.
Você nunca foi meu.
Mas fui inteiro por você.
A Ponte Inesperada
Ao fecharmos um livro, pensamos que a história acabou.
Que cada enredo novo já nos cansou.
Mas o destino, em seu jeito sutil,
Coloca à frente um perfil gentil.
Um olhar que convida, um sorriso que instiga.
Uma porta entreaberta, uma nova intriga.
O medo sussurra: "Não vale a pena tentar",
Mas a curiosidade te chama a arriscar.
E se nesse encontro a alma se acalma?
E se for a peça que ao quebra-cabeça se encaixa?
Deixe a guarda cair, por um instante que seja, pois a vida surpreende, e alma deseja.
Construa essa ponte, sem saber aonde vai dar, mas com a fé de que algo bom pode começar.
Permita que o novo te invada, e te mostre um lugar, onde a alegria floresça, e o amor possa morar. Pois em cada pessoa há um universo a explorar.
E em você, existe a coragem de se deixar amar.
Eu te convido a se sentar. Sim, sente-se. Pegue uma caneta.
Revise sua letra, sua caligrafia.
Revise também a hora em que você acorda todos os dias — e, principalmente, por que acorda.
Releia as provas que já enfrentou, não só aquelas da escola, mas também as provações da vida.
Analise cada detalhe da sua curta e preciosa existência, porque um dia ela simplesmente deixará de existir.
Se você não revisar agora, quando partir será tarde demais.
A revisão ficará incompleta, e no papel restará apenas uma mancha de tinta, algo escrito assim:
"Por que eu não me escutei quando devia?"
"Por que não me fiz o bem?"
"Por que não fui amor a quem tanto necessitava?"
Restará apenas o lamento.
Então, hoje — não importa onde você esteja, o que esteja passando ou do que esteja precisando —
não se esqueça de revisar.
Não se esqueça de refletir.
Porque, no fim de tudo, a conta chega —
e ela pesa.
E pesa muito… nas nossas lembranças.
Chuva e Querer
Lá fora, o cinza da tarde se derrama,
Em gotas que batem na vidraça e chamam.
Caxias se esconde num véu de saudade,
E eu aqui, com a alma em tempestade.
Cada pingo que escorre pela telha,
É um eco distante de uma velha centelha.
Um coração que pulsa, meio calado,
Apenas querendo ser amado.
O cheiro da terra molhada no ar,
Me faz a cada sopro mais te buscar.
Em cada lágrima que o céu despeja,
A minha esperança mais lateja.
Que essa chuva lave o que me inquieta,
E traga em seu murmúrio a resposta mais direta:
Que em meio a essa dança de água e chão,
Floresça um amor para o meu coração.
Não há corrida, nem meta a alcançar,
Apenas o ritmo que faz tudo se encaixar.
A semente descansa, paciente no chão,
Esperando a chuva, a luz, a estação.
Não força o broto, nem a flor a surgir,
Respeita o seu ciclo, para então florescer e sorrir.
O rio que corre, não apressa o seu leito,
Sereno, contorna cada imperfeito.
Sabe que um dia, no mar vai desaguar,
E nesse percurso, aprende a esperar.
Em cada respiro, em cada canção,
Tudo no seu tempo, com calma, em oração.
As dores se acalmam, as feridas vão sarar,
E novas manhãs, hão de brilhar.
Não apresse a vida, não apresse o amor,
Cada passo tem sua cor e seu valor.
Confie no fluxo, no eterno girar,
Tudo tem seu tempo, aprenda a esperar.
Porque a beleza reside no devagar,
Na melodia que o tempo faz tocar.
E quando a jornada enfim se completar,
Verás que a espera, valeu a pena amar.
O amanhã é um mistério, e o ontem, uma lembrança que já ficou para trás. Tudo o que temos é este breve sopro chamado agora — e ele pode cessar a qualquer instante. Não permita que orgulho ou mágoas silenciem o amor que você sente, nem o amor que alguém sente por você. Ame com verdade, perdoe com leveza e viva com presença. Porque o hoje pode ser o último capítulo... e quem pode garantir que não seja?
🪁 O Peixinho e o Quadrado
Nas quebradas do céu da favela,
Sobe o peixinho na linha singela.
Feito de jornal, varetas tortinhas,
Mas voa ligeiro, cortando as linhas.
Lá do asfalto, vem todo montado,
O tal do quadrado, pipa de “abastado”.
Colorido, pomposo, de corte preciso,
Mas falta-lhe arte, coragem e riso.
O peixinho dança, ele gira no vento,
Desvia, mergulha, ataca no tempo.
Não tem carretel de alumínio brilhando,
Mas tem o menino que vai controlando.
Com olho afiado e alma de guerreiro,
Solta na manha, recolhe ligeiro.
O quadrado se exibe, achando-se rei,
Até que o peixinho dá o golpe da vez.
Num rasante ousado, feito passarinho,
CRÁ! — vai-se embora o quadrado no ninho.
A criançada grita, a favela aplaude:
“Foi o peixinho que fez mais um baude!”
Porque não é o preço que faz campeão,
É a coragem, a ginga e o coração.
E o céu lá de cima já sabe a verdade:
Quem corta com arte… não compra vaidade.
Já que me fui, espero ter deixado saudades, boas lembranças e amigos pelos caminhos em que passei, pelos amores que vivi e pelas experiências em que vivenciei.
