Reflexões de Amigos

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Para o eco prefiro deixar o voo dos pássaros, pra alma, só aceito o grito do peito.

Inserida por Diogovianaloureiro

Na imensidão da razão enfeito todas emoções com ilusão. Ansiava pela sua palavra, mas no fundo detestava, que amava.

Inserida por Diogovianaloureiro

Aprendemos a correr atrás do impossível, como o tempo que degenera.
vivemos expectativas de algo surreal dando conceito a algo além do dia.
Quando um sorriso vai te emocionar?

Inserida por Diogovianaloureiro

No oceano naufraguei em tuas palavras afoguei.
Distraido com o céu e os planetas a testemunhar;
Em uma concha aos meus pés, um eco, tua voz, sem explicação.

Inserida por Diogovianaloureiro

Estou seguro do que sou e to feliz com minha companhia, então qualquer sofrimento vou vivendo sem medo, sei que é passageiro e transbordo tudo dele, literalmente, em poesia.

Inserida por Diogovianaloureiro

No ultimo semestre já parti meu coração uns dez anos. Mas quem sou eu pra duvidar do que em mim habita? Amar requer muita coragem.

Inserida por Diogovianaloureiro

Duas distancias de um único meio de sentir.
Uma historia e duas formas de imaginar e levar;
Lembranças de um futuro com fotografias retro.
Ponte aérea Porto alegre e Paraguai.
Espero não deixar a saudade matar.

Inserida por Diogovianaloureiro

Eu sou todo poesia. Você meias palavras.
No silencio do olhar estão teus versos, que me inspiro. E dão sentido pra todas as serenatas.

Inserida por Diogovianaloureiro

Você já se questionou o que desperta no coração das pessoas que te cercam?

Inserida por Diogovianaloureiro

Sabe aquela afirmação que sua cabeça faz e você guarda e não comunica? Ela que gera sua ansiedade.

Inserida por Diogovianaloureiro

Eu peço que não tente desafinar meu riso frouxo.
Pois não podes imaginar como estou feliz com minha loucura.
Todas noites eu fecho os olhos e me emociono de tantos sentimentos vivos que borbulham.
Feio é não sentir, feio é não sorrir, feio é de definir.
minha mania de corrigir brinquedo torto não vai mudar...
Pois amar não é delimitar o que de belo a vida te ensinou a compartilhar.

Inserida por Diogovianaloureiro

Marketing é o estudo atemporal da realidade do mercado e do comportamento das pessoas dentro das suas transformações constantes e estudo de indicadores do que é tendencia. O mundo não para assim como a compreensão das necessidades humanas que estão em constante mudança.

Inserida por Diogovianaloureiro

Quando um funcionário se sente parte do crescimento da empresa ele não tenta fazer nenhum conhecimento de refém. Empresa que possui seu conhecimento livre, cresce.

Inserida por Diogovianaloureiro

Quando você tenta educar sem dar exemplo, você apenas cria inimizades.

Inserida por Diogovianaloureiro

Você não está errada por cansar do que é reativo.

Inserida por Diogovianaloureiro

⁠Indivíduos se comportam motivados por interesses; se você pensa de outra maneira, pode estar ignorando a realidade. Não há amigos genuínos, e sim pessoas próximas a você que compartilham objetivos semelhantes.

Inserida por nosor_beluci

⁠⁠Quem já te odiou uma vez, qualquer ato de amor proveniente dele, na maioria das vezes é falso.

Inserida por RonnyPatrick14

Os jovens que desistem de viver para não sofrer, são zumbis no vazio que criam em seu entorno.
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Inserida por NayaneQueiroz



Eu e minha amiga Nina

E lá estávamos nós, pedalando nossas bicicletas, deixando os cabelos dançarem ao sabor do vento. A estrada à nossa frente, a vida passando rápido, mas nossos olhares se cruzavam, e cada sorriso seu era como uma centelha que me impulsionava a ir mais longe. Meu coração batia forte, ansioso por descobrir algo novo, algo que só o desconhecido poderia nos oferecer.

Nina, com seu jeito único, misturava meiguice com uma pitada de loucura. Como não se encantar por ela? A menina das histórias mais fascinantes, dos momentos mais inesperados. Cada palavra que ela pronunciava era como uma página de um livro que eu nunca quisesse terminar.

Chegamos à beira da barragem, e seus olhos brilhavam como estrelas refletidas na água. Era como se o sol inteiro estivesse contido neles, iluminando tudo ao redor. Naquele momento, o mundo parecia se resumir à maravilha que era vê-la admirar a paisagem. Era a pureza de uma criança, a profundidade de uma mulher e a doçura de uma menina, tudo em um único olhar.

Inserida por matador777

⁠Café com Leite
Por Diane Leite.

Por muito tempo, acreditei que felicidade era ter muitos rostos ao redor, muitas vozes preenchendo os vazios da minha existência. Eu buscava pertencimento como quem busca abrigo em dia de tempestade — desesperada por calor, por acolhimento, por uma certeza de que eu fazia parte de algo.

Mas eu não fazia.

Lembro-me do incômodo sutil ao estar entre minhas primas. Elas riam, brincavam e se entendiam como se falassem um idioma ao qual eu nunca tive acesso. Eu sorria por educação, mas havia um silêncio interno em mim que não se dissipava. Talvez fosse a falta de espontaneidade, talvez fosse algo maior — um desencontro entre quem eu era e o que o mundo esperava de mim.

Então veio Ana Cecília.

Nos conhecemos no pré-escola, e, sem precisar de palavras, soubemos que éramos iguais. Ela era uma das poucas meninas afrodescendentes da escola; eu, uma criança que sempre sentia que não se encaixava. Não fomos unidas pelo acaso, mas pelo instinto de sobrevivência. De alguma forma, sabíamos que estar juntas tornava a solidão menos afiada.

Sob a sombra generosa de um pé de manga, criamos nosso refúgio. Choramos as dores que ainda não sabíamos nomear e sonhamos mundos que ainda não existiam. Quando alguém ria de nós, nos olhávamos em cumplicidade e repetíamos nosso mantra secreto: "Café com leite." Um apelido que nasceu de uma piada alheia, mas que transformamos em escudo. Se éramos diferentes do resto, que assim fosse.

Ana era minha fortaleza; eu era sua guardiã.

Eu não permitia que ninguém a ferisse. Defendia sua honra como quem defende o próprio coração, porque era isso que ela se tornou para mim: um pedaço do meu mundo que ninguém tinha o direito de tocar.

E havia Camila — popular, cercada de gente, luz e barulho. Ela me estendeu a mão, me incluiu em um mundo onde pertencimento parecia fácil. Mas aprendi, com o tempo, que amizade não se mede em números. Camila era festa; Ana era lar. Com Camila, eu ria. Com Ana, eu existia.

A vida seguiu. Cada uma tomou seu caminho, como as folhas que caem da mesma árvore, mas voam para direções opostas. Ainda assim, o que criamos sob aquele pé de manga nunca nos abandonou.

Hoje, aos 40 anos, sei que pertencimento não é sobre caber. É sobre encontrar alguém que te veja por inteiro e ainda assim escolha ficar. Ana me ensinou que laços verdadeiros não precisam de multidões, nem de aprovações externas — só de dois corações que se reconhecem.

Eu não trocaria nossas tardes de manga com sal por nenhuma festa lotada.

Se pudesse dizer algo à criança que fui, diria: não tente caber onde sua luz é diminuída para que os outros brilhem. Amor não é barganha, pertencimento não é concessão. As pessoas certas não preenchem vazios — elas lembram que você já era inteira o tempo todo.

E Ana, em algum lugar, sabe disso. Assim como eu.

Inserida por dianeleite