Reflexões

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⁠A humanidade é uma máquina quebrada, e só um tolo tentaria consertá-la.

Inserida por IgorDischer

⁠Quem tenta salvar o mundo geralmente perde a si mesmo no processo.

Inserida por IgorDischer

⁠A mesma ferramenta que liberta pode erguer muros ou forcas

Inserida por IgorDischer

⁠O mesmo fósforo que ilumina o caminho pode incendiar o mundo.

Inserida por IgorDischer

⁠Lembre-se: o verdadeiro poder vem de estar disposto a fazer o que for necessário, independentemente das consequências ou do julgamento alheio. O foco deve estar sempre no objetivo final e nos meios mais eficazes para alcançá-lo.

Inserida por IgorDischer

⁠Se uma planta doente permanece no canteiro, não corre-se o risco de ela contaminar as demais, tornando o jardim inteiro infértil? Não seria responsabilidade do jardineiro cuidar do solo e preservar a saúde coletiva?

Inserida por IgorDischer

⁠O homem sábio protege os seus; o tolo tenta proteger a todos e perde tudo.

Inserida por IgorDischer

⁠Não se entra em lama para ensinar porcos a dançar.

Inserida por IgorDischer

⁠Quem ignora o burro, poupa a si mesmo de virar mais um.

Inserida por IgorDischer

⁠Aquele que busca ser lembrado pelos séculos, não percebe que o tempo tudo consome.

Inserida por IgorDischer

⁠Se a história é escrita pelos vencedores, quem narra as histórias dos esquecidos?

Inserida por IgorDischer

⁠O maior vírus do mundo não é a Covid-19 ou a peste bubônica, mas sim o ser humano, que é egoísta e transforma este mundo em cinzas, onde não irá dar resultados.

Inserida por THAGOU

⁠O ser humano nasce mau, mas coloca a culpa na sociedade para não ter que carregar o peso de sua culpa sozinho.

Inserida por THAGOU

⁠Você trabalha de sexta a sexta, segunda a segunda, preso num ciclo que chamam de vida mas, no fundo, é só um bumerangue: vai cheio de sonhos, volta exausto, sempre tentando... até ser esquecido.

Inserida por THAGOU

⁠Com propósito do sucesso e a felicidade, um sábio eterno apaixonado aprendiz da vida, artes e evolução. Esse sou eu Nilo Moody.

Inserida por nilomoody

Vivemos a vida em passos apressados, carregando no peito heranças que nem sempre reconhecemos — marcas invisíveis de gerações passadas, hábitos, crenças, medos e desejos que se perpetuam em silêncio. A cada dia, repetimos padrões, trilhamos caminhos que muitas vezes não escolhemos de forma consciente. Alimentamos egos e vaidades, como se fossem combustíveis indispensáveis, quando na verdade são apenas máscaras que nos afastam da essência.

Estamos, quase sempre, adormecidos dentro de nós mesmos. Agimos, reagimos, buscamos... mas buscamos o quê? Reconhecimento? Controle? Segurança? Esquecemos que a única realidade que temos é o agora. Não o que passou, nem o que ainda não chegou. A vida acontece no instante presente — sutil, frágil, mas real.

Refletir sobre a vida é, antes de tudo, um chamado ao despertar. É perceber que existe beleza no simples, no silêncio, no abraço, no olhar sincero. É se libertar, pouco a pouco, das ilusões que nos impedem de viver com leveza e verdade. Quando deixamos de lado o ruído do ego, começamos a escutar a voz da alma — e ela nos convida a viver o que realmente importa: o amor, a presença, o instante.

Inserida por MarceloViana

O Gato Preto

⁠Ando há milênios por esta terra. Vigio aqueles que não querem ser vigiados, espalho o temor por onde passo e retiro tudo o que um dia tiveram. Minha passagem é rápida, mas o acompanhamento, não. O que parecem ser apenas dez minutos para a hora H, para mim, são décadas. Porém, em certos casos, meu trabalho precisa ser mais rápido.

No meio da madrugada, enquanto caminho pelas ruas silenciosas, observo o pequeno felino preto. Ele caminha com a tranquilidade de quem já conhece cada buraco da calçada. Acompanhar animais é sempre mais fácil que acompanhar humanos. Eles são simples, puros, não lutam contra o destino. E eu, ainda que feita para ser imparcial, confesso: prefiro os animais.

O felino se aproxima de uma lata de lixo. Ao lado dela, um pratinho com restos de comida. Suas patas, enfaixadas com uma gaze velha e suja, repousam sobre o chão como se cada passo pesasse uma vida inteira. Já é a terceira vez na semana que o vejo assim. Desleixado? Talvez.

E isso explicaria por que estou aqui.

Por um instante, o perco de vista, mas logo o reencontro. Lá está ele, brincando com a menininha do vestido vermelho. Ela usa um coque bagunçado que tenta domar os cachos loiros, uma pulseirinha rosa e o sorriso de quem ainda não sabe que o mundo pode ser cruel. Ela o agarra com o carinho de quem enxerga valor onde outros veem apenas sujeira. Talvez nem tudo esteja perdido.

Não posso impedir o que está por vir, mas me pergunto: e se fosse um pouco mais justo?

Gatos pretos sempre foram ligados à má sorte, à morte. Superstições humanas. Ridículas, mas persistentes. Em um mundo cheio de guerra, fome e abandono, culpam um animal por tragédias que eles mesmos causam. Posso parecer ingênua questionando isso, mas toda lenda carrega uma centelha de verdade. Se não carregasse, eu sequer existiria.

Olho o meu velho relógio de bolso. Está quase na hora. Há nove anos acompanho esse gato. Longos e silenciosos nove anos…

A menina está mais alegre hoje. Ela tira algo do bolso e, com cuidado, coloca uma coleira rosa com uma jóia azul no pescoço do felino. Mesmo sem palavras, vejo sua alma brilhar com gratidão. Os humanos nem sempre percebem, mas os animais também sabem agradecer. E ela, talvez sem saber, recebeu aquele gesto como um presente.

De todos os dias que os acompanhei, este é o mais difícil. Não achei que ele sobreviveria tanto tempo. Sua vida não tem sido justa. Muitas vezes vi humanos roubarem meu papel. E pela primeira vez, sinto nojo do meu trabalho.

Ela se senta no chão com o gato no colo. Eles se apegaram demais. Em quatro meses, ela deu ao felino todo o amor que ele nunca teve em nove anos. Aproximo-me devagar e me sento ao lado dela. Ela não me vê. Não pode. Mas me sinto estranhamente presente ali. Observar os dois virou meu pequeno refúgio em meio ao caos. Deus tinha razão ao dizer que crianças e animais têm as almas mais puras.

O relógio apita. Meu rosto continua neutro, mas por dentro... tudo em mim queima. Fui feita para não sentir. Para ser imparcial. Mas se pudesse, congelaria esse momento para sempre.

Um homem se aproxima. Alto, barba grisalha, roupas rasgadas. Fede a álcool e tem o olhar de quem esqueceu o que é compaixão. Fala algo para a menina e vai embora como chegou: em silêncio. Sem deixar rastro, sem deixar paz. Não consigo deixar de pensar no dia em que terei de acompanhá-lo.

O gato me encara. Para a menina, ele parece tranquilo. Para mim, sua expressão é de compreensão. Ele sabe.

A garota, assustada, beija o felino e o coloca numa caminha improvisada. Antes de entrar em casa, sorri. O maior sorriso que já lhe deu. Mesmo forçado, tem algo de esperança. E então, ela desaparece porta adentro.

Meu relógio apita novamente. O suspiro do gato é fraco. O último.

Tiro do bolso uma pequena esfera e toco o corpo do animal. Ela brilha quando coleta sua alma. Sinto o peso de novo.

— Chegou minha hora? — sua voz ecoa leve. — Mas... e ela? Como vai ficar? Por quê agora?

Uma das grandes maldições dadas aos seres vivos é a da morte inesperada.

— Vocês irão se ver novamente — respondo com a garganta apertada.

— Eu vou reencarnar? Posso ser uma menininha? Ela disse que não tem muitos amigos…

— Não é assim que funciona — digo, caminhando pela escuridão. — Mas aquele que te envenenou vai pagar, mas eu não posso controlar o que está por vir. Eu... sinto muito.

Não o vejo, mas sei que ele está confuso. Guardo a esfera no bolso e paro na esquina. Pela primeira vez, cerrei os punhos.

— Vocês ficarão juntos, longe dessa baboseira toda…

Suspiro. Continuo andando pelas ruas, mãos nos bolsos.

— Volto para buscar ela daqui a algumas horas.

Vou embora, desejando ser alvo do papel que um dia me deram e que roubaram de mim. Desejei, pela primeira vez, não ser a ceifadora, mas sim, a colhida.

Inserida por Ignotum

⁠A vida não é sobre ter controle, mas sobre aprender a dançar com o inesperado.

— Maycon Oliveira

Essa frase foi escrita por Maycon Oliveira – O Escritor Invisível, autor do perfil ‘O_Escritor_Invisivel’ no site Pensador.

Inserida por O_Escritor_Invisivel

⁠A vida não grita, ela sussurra. Os atentos escutam, os apressados perdem.

— Maycon Oliveira

Essa frase foi escrita por Maycon Oliveira – O Escritor Invisível, autor do perfil ‘O_Escritor_Invisivel’ no site Pensador.

Inserida por O_Escritor_Invisivel

⁠Existir é fácil. Difícil mesmo é viver com verdade, coragem e propósito.

— Maycon Oliveira

Essa frase foi escrita por Maycon Oliveira – O Escritor Invisível, autor do perfil ‘O_Escritor_Invisivel’ no site Pensador.

Inserida por O_Escritor_Invisivel