Reflexões
Os outros não podem viver minha vida por mim, então eu escolho viver pra mim, e não pelos outros. Mas, de certa forma, ao viver pra mim, acabo impactando e vivendo também para os outros — não porque quero ou escolho isso diretamente, mas porque é assim que a vida funciona. Quando eu vivo pra mim mesmo, minhas escolhas, ações e existência acabam se refletindo no mundo ao meu redor. É uma consequência natural de viver verdadeiramente para si.
Não faz sentido ser indiferente à vida, indiferente ao que acontece, indiferente às pessoas, indiferente ao mundo. A morte, por si só, já faz esse trabalho de indiferença. Ela não se importa com a sua existência, ela te leva sem se preocupar com o que você tem ou com o que você deseja. Ela não pergunta se você quer ir ou não. Então, por que não fazer a diferença enquanto está vivo? Por que não deixar para o mundo o que você tem de melhor dentro de si?
O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.
O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.
A vida é consequência do amor de um casal.
Entre a existência e a inexistência.
Entre o nascimento e a morte.
Entre o bem e o mal.
Entre a alegria e a dor.
Entre o dia e a noite.
Entre o dentro e o fora.
Entre o coração e a razão.
Entre o homem e a mulher.
Só existem três caminhos para eliminar todas as angústias e problemas da sua vida. Mas qualquer um que você escolher, precisa ser seguido até o fim. O fim desses caminhos é o paraíso, ou seja, a sua cura.
1 – Mudar de vida.
2 – Afetos.
3 – Aceitar tudo.
Escolha um e vá até o final. Mas lembre-se: não é fácil. Nenhum desses caminhos permite que você pare no meio, porque o meio do caminho ainda é escuro. A luz só existe no fim. E mesmo quando chegar lá, precisará continuar caminhando, porque se parar, tudo volta a escurecer.
Ou seja:
Se escolher mudar de vida, terá que mudar tudo que te incomoda. Mudar pensamentos, mudar de pessoas, mudar de lugares, mudar de ambiente, mudar percepções, mudar comportamentos, mudar ideias, mudar atitudes, mudar rotinas, mudar valores, mudar a forma de viver. Ir mudando, e mudando, até o final da sua vida.
Se escolher afetos, terá que viver totalmente para o afeto. Buscar conexões, presenças, atenções, carinho, cuidado, solidariedade, confiança. Cercar-se de pessoas que te fazem bem, que combinam com você. Ter um amor, amizades verdadeiras, conviver com animais, dedicar-se à vida ao seu redor de coração e alma.
Se escolher aceitar tudo, terá que aceitar quem você é. Aceitar a vida como ela é. Aceitar as pessoas como elas são. Aceitar a existência, aceitar o universo, aceitar o amor dentro de si. Aceitar os problemas, aceitar o bem e o mal, aceitar tudo.
E se um dia você escolher viver os três caminhos ao mesmo tempo, certamente encontrará o sentido da sua vida.
O sentido da minha existência física, em vida, nesse plano, dá pra contar nos dez dedos:
Respirar.
Beber.
Comer.
Procriar.
Olhar.
Ouvir.
Falar.
Pensar.
Sentir.
Fazer.
Todo o resto são só detalhes complementares desses dez sentidos.
Respirar é existir. Beber e comer mantêm o corpo funcionando. Procriar continua a espécie. Olhar e ouvir fazem perceber. Falar expressa. Pensar entende. Sentir dá significado. Fazer torna tudo real.
No fim, tudo se resume a isso. O resto é só variação do mesmo.
Passar, sem esperar nada em troca, é o verdadeiro sentido da vida. Passar, ou seja, dar — dar para o próximo tudo aquilo que é importante em minha vida, tudo o que está guardado aqui dentro de mim. Pois, no final, a morte chega para todos nós, e nada do que eu guardar vai comigo. Por isso, eu te passo essa ideia: para que, quando eu partir, ela viva em você, carregada por aquilo que compartilhei.
É como o ar que trocamos uns com os outros, invisível e essencial, sem a expectativa de receber de volta. Nós o damos sem pensar, apenas o transmitimos, sabendo que ele sustenta a vida, mesmo sem ser visível ou exigido. E assim é com as coisas valiosas da vida — o que compartilhamos permanece, mesmo que de maneira imaterial, e é isso que dá real sentido à nossa existência.
Passei metade da vida em conflito comigo mesmo. Com o tempo, percebi que esses conflitos internos nada mais eram do que interpretações distorcidas de situações que eu mesmo via como um problema. E, ao enxergá-las dessa forma, sem perceber, negava minha própria paz.
Hoje entendo que, na verdade, os problemas não existem por si só. Eles são criações da minha mente, barreiras que invento para justificar a resistência em simplesmente estar em paz comigo mesmo.
Nesse mundo, existem cinco existências, e se contar nos dedos, são essas:
1 - Alma;
2 - Vida;
3 - Matéria;
4 - Pensamento;
5 - Sentimento.
Ou seja,
Alma = Eu
Vida = Vivo
Matéria = Corpo
Pensamento = Criar
Sentimento = Sentido
Conclusão: Eu vivo dentro desse corpo criando sentidos nesse mundo.
Eu sou
Eu sou a vida dentro desse corpo.
Eu sou esse sentimento.
Eu sou minhas lembranças.
Eu sou as pessoas que conheço.
Eu sou as músicas que ouço.
Eu sou o amor que nego.
Eu sou meus medos.
Eu sou meus defeitos.
Eu sou minha bondade.
Eu sou as dificuldades que superei.
Eu sou aquilo que às vezes evito ser.
Eu sou o que eu preciso.
Eu sou minhas prioridades.
Eu sou as viagens que faço.
Eu sou as escolhas que faço.
Eu sou os risos que causo.
Eu sou as festas que vou.
Eu sou o que comemoro.
Eu sou a paz que transmito.
Eu sou a companhia que me acolhe.
Eu sou as amizades que tenho.
Eu sou a inocência.
Eu sou a essência.
Eu sou a vida.
As pessoas têm um pavor do "não faço nada da vida", sendo que é justamente esse "não fazer nada" que você descobre o que de fato ama fazer na vida. Basta não se cobrar, não se pressionar, não se culpar, que com o tempo, naturalmente, vai aparecendo o que ama fazer na vida.
Depois que eu descobri que o sentido da vida, além da morte, é viver compartilhando, compartilho tudo o que sou.
Compartilho o ar que respiro, o sentimento que transmito, a ideia deste pensamento, tudo aquilo que invento... Compartilho minhas reflexões, percepções, emoções, minhas ações... Compartilho tudo o que falo, digo, expresso, demonstro, mostro... Compartilho meus movimentos, por onde passo, o que faço, o que traço, desfaço, satisfaço... Compartilho tudo o que vivo, seja positivo ou negativo, pois tudo o que experimento faz parte de mim.
Evito guardar, prefiro compartilhar, pois, de qualquer forma, a morte levará tudo. Então, escolho deixar no mundo tudo aquilo que sou...
O verdadeiro sentido da vida é compartilhar de si com os outros, não acumular o que vem dos outros para si.
Se o propósito da vida fosse acumular para si mesmo, todos aqueles que partem deste mundo levariam consigo tudo o que acumulou ao longo da vida. Mas isso não acontece. Ninguém leva nada consigo. O que realmente levamos, o que permanece, é o que compartilhamos durante o caminho, em vida.
575-Versos é Vida
O amor de um pai se torna mais forte puro e profundo, quando o coração ferido pelo tempo das batalhas e lutas travada contra a rebeldia de um filho infiel e ingrato que o chicoteia de aspereza e desprezo sem dó e sem piedade na vida que segue, mostrando assim toda a sua revolta e descaso contra o pai que se doa com amor e caridade sem limites por aquele filho querido, mas o filho o tem como inimigo numero um na sua concepção, e inconscientemente o repele todo o tempo rasgando de uma forma bruta e cruel aquele laço afetivo de pai e filho provocando dor e sofrimento na família, sem nem se dá conta de seus atos truculento e brutal, pois carrega dentro de si uma revolta que nem sabe de onde vem, um sádico desejo incontrolável de vingança inconscientemente trazida de vidas passadas... Que prova dura para esse pai, para essa família, que difícil missão, mas o fardo é seu carregue-o com resignação, amor e caridade do perdão e assim se cumprirá a fiel missão de um pai, que incansavelmente se dedicou a um filho querido e amável, vencendo assim essa difícil tarefa de lapida-lo e torna-lo um homem de bem na jornada que segue... Ore e busque através do culto no lar o perdão daquele que você um dia feriu pai.
A vida, como uma vela acesa na escuridão, encontra seu esplendor mais profundo na consciência fugaz da sua própria chama.
