Reflexões
"Toda pessoa que você encontrar nessa vida estará travando uma guerra dentro de si e que você não sabe nada sobre essa luta, por isso tente compreender que o que é fácil para você resolver ou fazer para o outro pode ser um grande desafio.
"Como era difícil deixar para trás o que as pessoas haviam feito contra mim. Aprendi a devolver na mesma moeda a dor que me provocavam.
Foi difícil deixar as ofensas para trás porque eu não era mulher de ficar calada, foi difícil sair de perto de pessoas que me faziam mal porque fui ensinada que quem bate me ama".
" Ser você mesmo não lhe levará a lugar nenhum, o melhor a se fazer é se tornar a melhor versão de si mesmo. "
Palavras ferem muito mais do que uma facada. Cuidado, as vezes você sufoca e mata uma pessoa pelos males que saem da sua boca.
O maior presente da nossa vida é o tempo que nos é dado para viver as mais complexas experiências de nossa evolução espiritual.
Palavras inquietas, o tempo contexta;
Entre o ódio e o amor o perdão se confessa;
Eu não quero rótulo na minha testa, o caminho que nos resta? Não sei, nos roubam a beça;
Verdadeiros Amigos, fecha a conta, quantos ficam nessa?
Na saúde e na doença? Sei, depois vira amnésia;
O trabalho stressa, o estudo aperta, notificações diversas, as pessoas andam disperças, chamam cachorro de irracional, mas quem é que sempre está com pressa?
Eu não quero festa, o presente que me interessa? Plantar e colher sem me preocupar de rimar o final.
A vida é como se fosse sua barra de chocolate, onde a cada pedaço consumido ela fica menor, e um dia vai acabar, indiferente se foi você ou outra pessoa que consumiu.
Deguste com o máximo de prazer possível cada pedaço da sua barra de chocolate, pois quando ela chegar ao fim, você não vai ter outra.
Estudamos durante boa parte da vida, trabalhamos por quase toda ela, mas a coisa mais importante que não fazemos é aproveita-la, buscar os prazeres dela, procurar novas aventuras, experimentar coisas novas. É a mesma rotina todos os dias. Devemos aproveitar a vida ao máximo, porque ela é uma só.
Nascemos só e morremos só, apenas no intervalo disso é que temos alguns encontros agradáveis, mas no fim de tudo... Estaremos sozinhos novamente.
Cuidado, a beleza física de uma pessoa pode ser a ludibriação para esconder o que realmente interessa: o caráter!
A porta estreita!
Minha vida é incompleta... Parece que falta alguns caminhos à pavimentar; e entre eles, um grande abismo chamado tempo se coloca; do qual não é possível atravessar.
Me encontro no fim da jornada e sei que não irei resolver esta questão.
Espero que Deus tenha a resposta do outro lado da porta derradeira. A porta estreita!
QUASE TANTO QUANTO EU
Os dias passam e o mormaço do tempo ensolarado
infiltra-se nas almas desacreditadas.
Meus pulsos sedem a repulsa do tempo
e a, antes tradicional, cabeça dura,
mostra-se a cada dia mais firme,
embora, ao mesmo tempo, frágil.
E as almas acaloradas setem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é firme, quase tanto quanto eu.
Os dias passam e o tempo encurta as pernas,
dobra-as e não sede.
Deixa, as pessoas desesperadas a sua procura,
por sua ajuda, por sua ida, que fica pendente,
nas paredes corroídas por excesso de respiração e
as pessoas desesperadas sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é cabeça dura, quase tanto quanto eu.
As noites se estendem, mas permanecem rápidas
para abrigar os sonhos que o sol queima.
“Soul”,
raios soltos, os quais agrupados nos impedem de ver.
A luz clara não ilumina os pensamentos confusos,
só quando a luz se apaga voltamos a cair
no maldito clichê, que sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é previsível, quase tanto quanto eu.
E que maldito,
pobrezinho,
dizem tão mal mas não bendizem,
mesmo que peça bença aos seus padrinhos.
Tão malditos, com juras de amor que não se realizaram
e sonhos perdidos que voltam a estampar
os jornais imaginários, que guardamos em gavetas mofadas,
repletas das lembranças
daqueles que sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é imaginária, quase tanto quanto eu.
Ensolaradas e sem óculos escuros.
Impossível de enxergar, impossível de não se ver.
Se move em um vai e vem descontrolado e descontrola-se
batendo a cabeça no som do rock que toca em sua alma
e não se perde, não se deixa ir, se faz voltar e
fica e sente, sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é descontrolada, quase tanto quanto eu.
Tão serena,
como se o próprio clássico aplaudisse
em suaves estalos uma sinfonia grave
e como eram.
Seus problemas intermináveis, em viagens de barco não saiam de sua maré.
Sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é grave, quase tanto quanto eu.
E eu sou grave
como o surto ensurdecedor de uma arma com silenciador,
a qual não deixa resíduos a não ser suas vitimais infiéis,
morreram e levaram, levaram ao além,
para o além, vão além do que a própria e mísera vida
pode proporcionar e sentem,
mais que alívio, mais que salvação,
mais que perdição e arrependimento,
sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é infiel, quase tanto quanto eu.
Como propina a almas desvalidas da própria crença pela vida,
que insisti em se torturar e voltar,
retornar sem deixar para trás o futuro que nunca chegara,
a não ser pelas contradições
que chegam e sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é contraditória, quase tanto quanto eu.
E crentes não acreditam que possa haver vida,
naquilo que vivem e torcem, rezam, cantam
e fazem ritos, sambas, bossa-nova e velha,
apenas bossa sem idade ou sentimentos,
sonhos ou razão só fazem e sentem que voltaram a mesma contradição,
a mesma condição, ao mesmo sonho desvalido de qualquer crença reprimida
e sentem sede, vontade, preguiça, de ida e vinda, vinda e volta, volta e ida e assim vai. Vai e fica, fica e permanece a insistir em teclar o mesmo erro.
A vida é reprimida, quase tanto quanto eu.
