Reflexões
Na travessia do barco que chamamos vida, nem sempre escolhemos o que carregamos no porão. Algumas lembranças pesam como âncoras, apertam o peito e silenciam a alma; outras, leves como vento manso, empurram-nos adiante e nos lembram quem somos. Ambas existem para nos ensinar: a dor mostra profundidade, a alegria revela sentido. Navegar não é esquecer as tempestades, mas aprender a usar até as cicatrizes como bússola, seguindo em frente com mais consciência do que esperança ingênua — e com mais verdade do que medo.
Nunca estive tão ruim em minha vida. Um dia o suicídio passou pela minha cabeça. Rapidamente. Queria tomar alguma coisa para desmaiar. Não sentia prazer em estar vivo. Nunca entendi o suicida. Achava uma covardia. Aí eu entendi.
"Há momentos em que me pergunto se realmente estou a fazer diferença na vida das pessoas"
– Lee Know
A vida me fez ver que fragilidade é força para enxergar o que a maioria ignora, que força é a coragem de se mostrar por inteiro, que felicidade é caminhar com a alma em paz..
Se você chegou num ponto da sua vida que não confia em ninguém, que acha que não existe amizade, que não tem com quem contar ...Pare e pense ...Será que o problema está no mundo?! Tem gente que passa a vida olhando o próprio umbigo e um belo dia se descobre sozinho.
Bondade se faz diariamente, amizade se cultiva com o tempo, para contarmos com os outros precisamos nos doar e para ser lembrado por alguém precisamos lembrar dos outros ...Pare de reclamar do mundo faça sua parte !!!
Assuma sua responsabilidade assim não terá quem culpar...
ÚLTIMO SUSPIRO
Até o meu último suspiro em vida,
quero aprender a viver.
Quem sabe, não aprenderei sobre coisas que me faria viver,
pelo menos mais um dia?
Aprender e viver é uma ideia única.
Não se vive sem aprender,
e se deve aprender para bem viver.
Aprender a construir o destino,
destinar-se a viver bem.
Bem vividos os dias são bons.
Os dias são contados e corridos.
Segue-se vivendo e aprendendo...
Já que se morre aos poucos.
seguir em frente
o que passou, passou.
a vida é hoje
e ontem foi aprendizado.
o que houve foi superação
diantes do obstáculos vencidos
e mesmo perdendo alguma coisa
tudo serviu de exemplo.
na vida perdemos e ganhamos
faz parte da evolução
cada dia que passa
ficamos mais fortes!
É uma pena que eu não tenha um botão de delete pra tirar você da minha vida, do meu coração e da minha cabeça.
Somente ofereça aos abutres que sobrevoam sua vida o necessário, afinal de contas, carne podre só servirá de isca a quem se alimenta de rejeitos
Disseram-nos a vida inteira que o amor é uma construção, um edifício que se levanta tijolo por tijolo. Mas ninguém avisa que, quando um grande amor se vai, a estrutura não desaba de uma vez. Ela fica lá. A casa esvazia, as luzes se apagam, mas as paredes continuam de pé, guardando o eco de uma voz que já não mora ali.
A dor de perder um grande amor não é a ausência física; é a insistência da memória. É você pegar o telefone para contar uma piada boba e lembrar, no meio do caminho, que aquele número mudou de dono, ou que aquela tela já não vai acender com o nome que te fazia sorrir na correria do dia. É ir ao supermercado e, por puro automatismo, pegar o doce favorito do outro, para depois devolvê-lo à prateleira com um nó na garganta.
A gente tem a tendência de achar que a superação é uma linha reta, um processo bonito onde cada dia dói um pouco menos. Não é. Tem dias em que você acorda se sentindo o rei do mundo, pronto para recomeçar. E há tardes de domingo em que o cheiro da chuva ou uma música qualquer no rádio te jogam de volta para o fundo do poço. E tudo bem. Sentir essa oscilação não é fraqueza; é o preço que se paga por ter tido a coragem de amar de verdade num mundo onde quase ninguém se arrisca.
A verdadeira motivação depois de uma perda dessas não vem de frases de efeito ou de conselhos clichês de quem vê de fora. Ela vem de um pacto silencioso que você faz com o espelho.
O amor que você dedicou a outra pessoa não sumiu no espaço: ele voltou para a fábrica. Ele ainda está aí dentro de você. Toda aquela capacidade de cuidar, de rir, de planejar o futuro e de se entregar... aquilo é seu, sempre foi seu. O outro foi apenas o canal por onde você jorrou a sua própria luz.
Perder um grande amor rasga a nossa pele, expõe as nossas fragilidades, mas também limpa o terreno. Você não precisa esquecer o que viveu, nem fingir que não importou. Importou sim. Foi lindo, foi gigante e agora faz parte da sua história. Mas é apenas um capítulo, não o livro inteiro.
Vencer essa dor não é encontrar alguém na semana seguinte para tapar o buraco. É olhar para o vazio, entender o tamanho dele e ter a paciência de ir preenchendo o espaço com amor-próprio, com café fresco pela manhã, com novos projetos e com o silêncio que antes assustava, mas que agora passa a acolher.
Você vai voltar a sorrir sem peso na consciência. Vai voltar a olhar para o futuro sem medo do fantasma do passado. O amor da sua vida não era o outro; o amor da sua vida é a sua própria capacidade de continuar vivo, sentindo e pulsando, mesmo depois de ter o coração partido.
Respire fundo. A vida continua te esperando lá fora, e ela ainda tem coisas muito bonitas para te apresentar. Dá tempo ao tempo. Você vai ficar bem.
Feche os olhos, respire fundo e agradeça por Deus ter te livrado do passado. O melhor da sua vida ainda está por vir.
Mas saibam que a franqueza é a primeira virtude de um defunto.
Na vida, o olhar das opiniões, a diferença de interesses, a luta das cobiças, nos obrigam a esconder, disfarçar, enganar os outros e a si mesmo.
A vida nos ensina a dura lição de que o chão nem sempre estará firme sob os nossos pés quando mais precisarmos. Haverá momentos em que a queda será inevitável e o impacto contra a realidade parecerá definitivo e esmagador. O milagre não está em evitar a queda, mas na teimosia quase sagrada de se levantar e tentar mais uma vez.
- Tiago Scheimann
Santificação não consiste em retirar-se da vida quotidiana no mundo. Em cada época tem havido aqueles que acreditam que retirar-se em reclusão do mundo é uma estrada para a santificação. Mas onde quer que vamos, nós carregamos conosco a fonte do mal – os nossos corações. A verdadeira santidade não é uma planta frágil que só pode sobreviver em uma estufa, mas é forte e vigorosa e pode florescer na vida normal diária. A verdadeira santidade não faz o cristão evitar a dificuldade, mas enfrentá-la e superá-la.
