Recados de Amor
Poesia triste
Esperança ainda existe
De melhoria
Nos próximos dias
Procuro o amor
Dentro da dor
Não é cinema
Não escolhi o tema
Nasci dentro
Mas não lamento
Se é a missão
Busco a solução.
Poema - Declaração de Amor
Declaração de amor
Se precisar for
Faço um livro
Só de improvisos
Para te conquistar
Pode acreditar
Tu é maravilhosa
Mais linda rosa
De todo Jardim
Não sou sinal da Tim
Mas tenho umas recaídas
Por você vida
Gosto dessa princesa
Mais do que cerveja
Mais do que chocolate
Essa foi apenas a primeira parte.
Todo dia
Faço poema
Faço poesia
Para essa morena
Faço até arte
Te amo tanto
Minha cara metade
Você não é o Santos
Mas não sai da minha cabeça
Não sai do meu coração
Te quero dentro da igreja
Me dando sua mão
Trocando as alianças
Imaginando o futuro
Pets e crianças
Trabalho e estudo.
Poema - Amor Próprio
É tão lindo
O amor vindo
De outra pessoa
Sensação boa
Mas falta amor próprio
Como filho pródigo
Se entrega a perdição
Quando o coração
Não é preenchido
Amor não correspondido
Tudo isso passa
Mas amor próprio vem de graça
E não te faz sofrer
Só depende de você.
Poema - Por Um Mundo Melhor
Rimo a dor
Em busca do amor
Na terra
Se há guerra
Torço pela paz
Deus é mais
Faço poesia
Por mais alegria
Menos choro
Pelas crianças e os cachorros.
Pratique o bem
Não faz mal a ninguém
Jogar o lixo
Sempre nas latas de lixo
Cuidar da natureza
Acabar com a pobreza
Ajudando o próximo
Com o propósito
Por um mundo melhor
Ninguém faz nada só.
Saúde em primeiro lugar
Escolas para estudar
Mais trampos
Valorizar o campo
Mais respeito
Sem preconceito
Mais amor
Sem dor
Mais esperança
Sem intolerância.
Rimo a dor
Em busca do amor
Na terra
Se há guerra
Torço pela paz
Deus é mais
Faço poesia
Por mais alegria
Menos choro
Pelas crianças e os cachorros.
Poema - Prazo De Validade
Amor de verdade
Tem prazo de validade
Quando não é correspondido
Coração partido
O tempo cura
Alguns dias dura
Mas tudo passa
Tudo sara
O tempo é doutor
O tempo me mostrou
Que alguns fora foi livramento
Amor próprio medicamento.
O amor convenceu
Que sempre venceu
Seja na validade
Ou na continuidade
O que é preciso
Amor recíproco
Mas, se ame primeiro
O melhor tempero
Para uma vida saudável
Meu poema é recomendável
Uma atividade
Sem prazo de validade.
Amor de verdade
Tem prazo de validade
Quando não é correspondido
Coração partido
O tempo cura
Alguns dias dura
Mas tudo passa
Tudo sara.
Amor próprio é deixar-se florescer,
É ser oque é, buscando sempre o próprio caminho,
É sobre saber apreciar suas pequenas conquistas,
Sobre amparar-se no dia da angústia promovendo o auto cuidado,
Amor próprio vai além de uma foto, dizendo "me amo", ele começa de dentro, através do auto conhecimento, e esbarros deploráveis muitas vezes, com o próprio eu;
Amor próprio não é conformismo, ele anda de mãos dadas com a evolução pessoal,
E não confunda, Amor próprio com egocentrismo, é muito fácil escorregarmos para essa versão medíocre que está sempre acessível dentro de nós,
Amor próprio sobretudo é, respeitar-se, apreciar-se de forma genuína, pois a única aprovação da qual você realmente precisa é de si mesmo, de olhar no espelho e dizer, nossa bom trabalho, não chegamos no final da jornada ainda, mas estamos no caminho certo!
O amor não se resume em flores e apenas coisas boas, mas em conhecer o pior lado da pessoa e ainda sim permanecer.
Quando o amor chega, não há preconceito, não há medo, não há diferenças, há aconchego, há volúpia no olhar, no jeito de estar, nada consegue se disfarçar por mais que se tente ocultar. Os olhos a se cruzar, tudo denuncia - Viva o amor!
Ter brio não significa necessariamente ser radical, é ter amor próprio, diante de tantas traições e menosprezos. Vida que segue e sempre em frente.
LITURGIA DO AMOR QUE NÃO VOLTA.
Capítulo V - LIVRO: DOR DA MINHA DOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 1995.
Em minhas mãos há muitas mãos.
Nenhuma é inteira.
Todas tremem.
Escrevo como quem toca uma ferida antiga que jamais cicatrizou.
O amor não partiu.
Ele permaneceu distante.
E a distância é mais cruel que a morte.
Há um amor que não passa porque nunca se foi.
Ele apenas se deslocou para um lugar onde a memória não alcança e o corpo não suporta.
Desde então carrego no estômago um vazio que dói como fome etérea.
Não é ausência de pão.
É ausência de alma.
A noite entra pelos olhos, é linda.
Não pede licença.
Ela se senta ao meu lado e sussurra o que perdi, não, não foi um assassinato foi um suicídio.
Cada lembrança é um sino fúnebre tocando dentro do peito.
Cada silêncio é uma pergunta sem resposta, corta o segredo do nosso silêncio.
A tristeza aqui não grita, não é preciso é existência.
Ela se ajoelha.
Ela reza com palavras quebradas.
E eu me ajoelho com ela porque amar assim exige humildade diante do irreparável realizado por nós.
Meu amor não foi um erro.
Foi um excesso.
Amei com tamanha profundidade que o fôlego do mundo se tornou insuficiente para contê-lo.
Quando partiste algo em mim continuou indo ao teu encontro todos os dias,todos os dias...
Há dores que não querem cura.
Querem testemunho.
Esta é uma delas.
Carrego o amor como quem carrega um cadáver querido nos braços como judeu errante da profecia.
Não o enterro.
Não o abandono.
Aprendo a conviver com o leve peso.
O coração já não bate.
Ele ecoa.
Cada pulsar é um chamado que ninguém responde.
Sei que este amor não terá redenção no tempo e nem no vago.
Ele pertence ao domínio das coisas que só existem para doer com beleza.
E é por isso que volto a estas palavras.
E voltarei aqui quantas vezes me doer e me querer esse amor. Suas veias finas, lindas nessa pele translúcida, é nelas! É nelas que eu leio-as outra vez uma impossível esperança.
E outra vez.
E outra vez me perco de mim em teu roubo fácil de mim mesmo.
Não paramos esquecer, estranho, o nada não tem vez aqui.
Mas para manter viva a única forma de eternidade que me resta.
É admitir-me imortal em humilde homenagem a dor fiel que me ama mais, e sempre mais além de mim.
