Recados de Amor
Eu a amaria mesmo se ela não me amasse,mesmo que a falta de amor me machucasse e mesmo se ela não me conhecesse eu a amaria , pois nem todo amar tem que ser correspondido.
Capítulo — O amor que não pediu que eu me perdesse
Os dias foram passando, e eu comecei a sair cada vez mais. Não por carência, mas por retorno à vida. Foi no terreiro que eu o conheci — como se a espiritualidade, mais uma vez, soubesse exatamente onde me colocar.
Ele era tímido. Respeitoso. Trazia sempre um sorriso sereno no rosto, desses que não pedem nada, apenas oferecem calma. Alto, cabelos pretos como a noite, cheios de cachos, como se guardassem segredos. Meu coração dizia: vai em frente. Minha cabeça, ainda ferida, sussurrava: foge. Não vale a pena perder o rumo outra vez.
Dessa vez, eu queria. Mas fui devagar. Pé no freio, cinto de segurança, marcha lenta. Eu já sabia que amar não precisava ser queda — podia ser escolha.
Apresentei-o à minha filha como meu amigo. Ele se aproximou com cuidado, sem pressa, sem invadir. Ele e meu pai se tornaram amigos de imediato. Em pouco tempo, ele chamava meu pai de pai, minha mãe de mãe, como quem entende que família é vínculo, não contrato.
Eu gostava de tudo aquilo, mas mantinha o coração em retranca. O medo ainda morava ali, atento, desconfiado. Ainda assim, as atitudes dele falavam mais alto. Quando ia à minha casa, fazia de tudo para me agradar e agradar minha filha. Era carinho constante, cuidado natural, presença sem esforço.
Ele me levou para conhecer a mãe dele. Nos tornamos amigas com uma facilidade quase absurda. Tudo parecia encaixar. Era um sonho. E sonhos, eu sabia, também podiam doer.
Chegou o Carnaval. Ele não pôde viajar comigo — havia conseguido um trabalho. Ainda assim, me incentivou a ir, a me divertir. Na viagem estavam meus pais, minha irmã, minha comadre com seus dois filhos, minha filha e eu. Uma pequena multidão de afetos.
Fui.
E falávamos todos os dias por telefone.
Numa noite de folia, minha mãe nos deu um vale-night. Disse que ficaria com as crianças para que eu e minha comadre fôssemos curtir um pouco do Carnaval de Rio das Ostras. Fomos. Rimos. Sambamos. Bebemos. Bebemos demais.
Minha cabeça girava, mas meus pensamentos só tinham um endereço: ele. E, guiada pelo álcool e pela verdade, acabei contando para todo mundo o quanto eu gostava dele. Foi aquele porre em que a dignidade escapa, mas o sentimento decide aparecer.
Quando voltei para casa, ele estava no meu portão. Me esperando. Carregou as malas, entrou, fez almoço para mim e para minha filha. Como se aquilo fosse simples. Como se cuidar fosse seu idioma principal.
Naquela noite, a luz acabou. O calor era insuportável, e eu precisava trabalhar no dia seguinte. Ele passou a noite inteira me abanando com um leque, em silêncio, sem reclamar, sem dormir. Quando acordei pela manhã, ele ainda estava ali, repetindo o gesto.
Foi nesse instante que eu soube: ele me amava.
Não com promessas. Com presença.
Algum tempo depois, veio a notícia. Ele havia passado em um concurso para outro estado. Estava sendo convocado para tomar posse. O futuro o chamava.
Saímos juntos na noite seguinte. Foi uma noite linda. Intensa. Silenciosa. Nós dois sabíamos: era despedida. Não havia drama, nem cobrança. Só um amor adulto o suficiente para não pedir sacrifício.
Levei-o até o aeroporto. Ali, combinamos que viveríamos nossas vidas da melhor maneira possível. Que não ligaríamos. Que não escreveríamos. Porque às vezes, para não se perder, é preciso soltar. E insistir só criaria fantasmas.
Ele foi o maior amor que já vivi. Sem interesse. Sem cobrança. Sem dor. Só carinho, cuidado, alegria e amor.
Até hoje, de vez em quando, ainda penso nele.
E o pensamento vem manso, sem culpa.
Às vezes me pergunto:
e se ele não tivesse ido?
e se eu não tivesse cumprido o acordo de não ligar?
Mas aprendi que alguns amores não existem para durar.
Existem para ensinar.
E ele me ensinou que eu podia amar sem me perder.
Eu, penso assim:
DEUS não atrai ninguém pela dor,
mas pelo amor.
Pela dor, a pessoa se converte,
depois que a dor passa,
ela se afasta de DEUS.
Pelo amor , mesmo na dor,
ela permanece,
na sua fé em DEUS.
Me encanto com flor e com gente que fala sobre o amor,pois amor cabe em qualquer coração,toda forma de amor é bem vinda quando há pureza e há muitos exemplos na natureza que é bela e nos dar muitos exemplos de amor em harmonia,tudo que é perfeito é obra do criador.
Ó meu ex-amor, meu caos e minha calmaria,
A ti não resta rancor, mas uma estranha gratidão.
Eu era a argila mole, entregue à tua alquimia,
E o teu adeus forjou a minha reconstrução.
Teu nome ainda ecoa, um sussurro na memória,
Mas já não é tormenta, é a marca que me fez.
A vida que findou, de luto e velha história,
Foi o solo onde floresceu a minha nova vez.
Obrigado por ter me transformado, sem querer,
Nesta alma de aço polido que hoje se levanta.
Eu sou a prova viva de que a dor pode vencer
E que a maior ferida é o que mais nos implanta.
Não sou mais quem te amava, a sombra submissa e frágil,
Sou a força que nasceu quando a ponte se quebrou.
O teu abandono, duro, frio e indizivelmente ágil,
Foi o preço que paguei pela pessoa que eu sou agora.
Fica o passado à deriva, a saudade que se esvai.
Eu sou o teu legado, a obra que a dor lapidou.
Vai em paz. Eu brilho sozinho, e isso me basta.
Fui destruído por ti, mas a ti, muito obrigado.
Se for para espalhar amor conte comigo...sou cheia de sorrisos não nego a ninguém,se precisar de um abraço acolhedor não falta pra ninguém,para uma palavra amiga tenho todo tempo do mundo,se for para ajudar ajudo em tudo que estiver a meu alcance e o que não posso ajudo com minha fé.
O Pomar do Nunca
Um amor perdido é fruto colhido cedo, Doçura estranha que o tempo não provou. É o nó apertado, o segredo, o medo, De um destino que a vida não completou.
A fruta na terra, o tempo a consome, Vira pó, vira cinza, se perde no chão. Mas esse amor não morre, nem perde o nome, Vive suspenso na curva da solidão.
É flor eterna de um fruto imaturo, Um ciclo parado, um relógio sem cor. Onde o passado é o único futuro, E a espera é o perfume da própria dor.
Não amadurece, não nutre, não finda, Permanece intacto como um cristal. É a beleza triste da saudade infinda, De uma colheita que nunca terá seu final.
AUTO AMOR
Não se lembra mais do que é isso, né? Vou refrescar a tua memória. "AUTOAMOR" é, dentre tantas outras coisas,a certeza de que você é a pessoa mais importante da sua vida, porque sim, você é. “AUTOAMOR” é agir de acordo com essa certeza em tudo na vida, e saber que isso como pregam alguns, não é egoísmo, é bom senso.
Tem gente que aquece com o olhar, com as mãos, com o corpo, com as palavras, com abraço, com amor, com ternura.
Gente que é chama intensa, aquecendo sempre o coração da gente.
╰☆╮
FranXimenes
14*08*2013
Quem uma vez conheceu o amor não tolera o peso da solidão;
e quem longamente habitou a solidão já não alcança o sentido do amor.
O amor afasta o homem da solidão,
mas a solidão, quando profunda, obscurece o entendimento do amor.
Porque onde tem amor, tem gostinho de paz...
Tem cheirinho de Deus.
_________________FranXimenes
23*01*2014
Se o amor não é mais servido, levante-se e vá embora. Se na sua frente não há respeito, imagine na ausência.
A distância não diminui o amor. Quem ama alguém que não vê sempre, demonstra que o amor está no sentimento, não na visão.
- Relacionados
- Frases de Amor
- Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida
- Carta de Amor: textos românticos para o seu amor se sentir especial
- Frases doces de amor para encantar quem você ama
- Textos de Amor
- Frases românticas com palavras bonitas de amor
- Poemas românticos para declarar todo o seu amor
