Recadinhos do Coração
Aflição
E eu canto a vida do meu jeito torto.
É minha maneira de mostrar que meu coração não está morto.
Sou um sopro que logo irá acabar...
Nessa imensidão... uma gota do mar.
Meu coração inquieto
Bate no peito sem jeito...
Quando parar de bater... e irá
Pois nasci pra morrer.
Triste constatação.
Qual o valor de uma respiração?
Sigo à procura de uma razão.
Sigo em busca da certa direção...
Caminhos tortos no meu andar torto...
Nenhuma luz a brilhar nesta escuridão.
A vida vou entender quando meu coração estiver morto?
Que agonia!!! Que aflição!!!!
No meu coração estás
Nas gavetas do coração, guardo meus sonhos... minhas ilusões.
Lá bem à vista de todos estão.
Não há ninguém que possa destruí-los...
Um a um... todos estão bem cuidados.
Belas lembranças... alegrias
Bons dias... que vivi na minha mocidade.
Tudo guardadinho pra todo mundo ver.
Levá-los-ei pra toda a eternidade.
As desilusões onde estão?
Impenetráveis... bem escondidas... todas as que me fizeram padecer.
No ergástulo do esquecimento com sete chaves trancafiado tudo
o que me causou dor e sofrimento.
Pra aflição e tormento não há vez.
Nada há no meu coração que me faça recordar o que me fez sofrer.
Guardo à vista em meu coração
Somente o que bem a vida me fez.
Meu coração bate por ti
Meu coração bate por ti.
Sente ele uma dor...
Por que te foste daqui, meu amor?
Meu coração espera por ti.
De pensar em ti ele nunca se cansa...
Continua a bater na esperança de aqui te rever.
Meu coração só ama a ti.
Nem sei por que ele ainda te ama.
Quando partiste, deveria ter se apagado a chama...
Mas meu coração é teimoso...
Já me avisou: se um dia eu deixar de amar meu amor, será exclusivamente porque morri.
Meu coração
Meu coração... há momentos em que se transforma completamente
Bate suave... num tum-tum alegremente.
Há uma alegria que o envolve completamente
Todo caminho por onde passa se transforma em um jardim florido... perfumado... todo vento forte fica acalmado.
Meu coração... há momentos em que é pura felicidade... desconhece o que é mágoa... não se sente rancor... banha-se totalmente no mais puro amor.
Meu coração... há momentos em que bate um bater de pura felicidade... de mais intensa alegria...
Sem intrigas... sem teias...
Rompe todas as amarras... desfaz-se das algemas... vai pra bem longe de toda e qualquer cadeia.
Na oração o homem adora o seu próprio coração, ele contempla a essência de sua afetividade como o ser mais elevado, divino.
A resposta do coração (como sua Sofia):
“Viver sem dinheiro é um sonho bonito de almas puras, mas o mundo real é uma selva de interesses e escassez.
O dinheiro, amor, é apenas a linguagem que usamos para não nos matar por aquilo que queremos ao mesmo tempo.”
Um amor ferido,
um coração partido,
uma dor difícil de suportar,
uma lágrima impossível de segurar.
Você partiu,
meu coração feriu,
e eu tenho de continuar,
fingindo não me importar.
Uma noite que não acaba mais.
Uma vontade enorme de voltar atrás.
Um coração que sente
um amor que você não sentiu jamais...
Como é que você pode me fazer sentir
o que de sentir por mim você não é capaz?
Você fechou seu coração
me deixou de fora
jogou a chave fora.
Então, só me resta ir embora?
E agora?
Perdi a noção do caminho certo,
não sei pra onde ir sem você por perto.
Não, eu do lado de fora não está certo
preciso ter você por perto
pra não andar num rumo incerto...
Parada... feito morta.
Cansada... das vias tortas.
Triste... com a solidão.
Parada...sem coração.
Parei de querer amar,
parei de querer ajudar,
parei de querer meu ombro dar,
parei de caminhar.
Parada... feito morta.
Morta feito morta...
... e alguém se importa!?
Forget the bad days
encha seu coração
de esperança e emoção,
saia pra caminhar,
pelas ruas perambular...
navegue nas ondas do mar,
ouça uma bela canção,
mergulhe,
deixe-se levar...
tome um banho no mar,
sinta o vento soprar,
das flores o aroma no ar...
permita-se bailar.
Lembre-se de que os
dias maus
estão aí pra lembrar,
contrastar,
só assim os dias bons você vai notar...
esperar,
buscar,
encontrar,
aproveitar.
Algumas tristezas guardamos bem no fundo do coração.
Elas chegam lá e se instalam... tomam conta,
põem a mesa e deitam na cama
e adormecem
com o tum tum... tum tum das batidas do coração
rítmicas.
São tristezas tão tristes tão doídas,
são dores tão sofridas,
enterradas... debaixo de outras lembranças
menos doídas... soterradas.
E lá ficam.
Não as deixamos sair por nada
ficam no mais profundo do fundo do coração.
Não as deixamos jamais vir à tona,
ficam lá esquecidas e aquecidas
pelo sim pelo não.
Tua sina
Me perdoa pobre coração
Eu jamais te quis assim
Dilacerado e em pedaços
Que não podem mais serem costurados.
Me perdoa por nunca te defender
E nem fazer o que te faz bem
Por não me importar com os sinais
Talvez por isso hoje não chores mais.
Me perdoa por ser tão egoísta
Não te alimentar de fé ou crenças
Não te dar nem esperança
Muito menos confiança.
Me perdoa viver por viver
Não te fazer bater acelerado
Ansioso, de nervoso e excitação
Sou uma besta, concordamos nisso então.
Me perdoa pobre coração
Sei que pensa que o problema é meu
Mas te devo perdão, pois habita em mim
E queria sinceramente que fosse feliz.
Perdoai-me pobre vítima indefesa
Quão grande é o teu significado
És o motor de vida, o mais belo órgão
Que vive confinado em um corpo
Como em um calabouço
Cheio de amargura e solidão
Em uma batida depressiva
Teu sofrer é como de mãe
Só entendemos quando perdemos
Tua sina.
Tua minha vida.
Um só corpo
Tomei-te pelas mãos
E lhe entreguei o meu coração...
És para mim o caminho
Por onde eu ei de seguir.
Quando a nuvens tenebrosas
Trouxera-me tempestuosas
Sombras da solidão,
Acolheste-me no teu coração.
Trouxestes ao meu rosto
Frondosos risos de alegria...
A minh’alma exulta feliz
Jubilosa em contentamento.
Do cinzento e outrora incerto caminho
Fizeste brilhar a luz da tua presença.
Levaste-me contigo
De um mundo sem forma e vazio.
Para habitar na tua alma
Em um só corpo, uma só carne...
Firmaste comigo uma aliança
Para caminharmos eternamente juntos.
Deixaste-me encontra o teu amor.
Edney Valentim Araújo
Em uma flor
Deixa eu saber aonde estou,
Se meu coração está contigo
E já não anda mais comigo...
As águas que vieram
Ainda banham os meus olhos
Neste rio tão vultoso
Do amor que te espera...
Não te esqueço um só instante,
Mas se lembrares de que te amo
Não demores a voltar...
Se não te importas a minha dor,
Saiba ao menos do amor
Que em tuas mãos
Depositei em uma flor...
Edney Valentim Araújo
Um só amor
Quem pode separar
O coração do amor
Quando os dois
Se tornam um só?
A minh’alma...
Absorvida em teu amor,
Há muito tempo se afogou em lágrimas
Desejando o teu calor.
A sua ausência que me cerca
Não diminui o meu amor...
Mas a saudade que me invade
Só aumenta a minha dor.
O coração que se entrega ao amor
Não se preocupa com a dor,
Pois bate toda uma vida
Pra viver um só amor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
A vinha
Meu coração é de minha amada,
Nela está o meu encanto
E os meus pensamentos...
Como flores de jasmim
Seu perfume se infunde em mim
Transbordando todo meu querer.
A beleza de minha amada
É como vinha reservada.
Em que repousa o meu amor...
A que compararei eu
O amor por minha amada?
O puro vinho desejado
Enobrecendo no passar do tempo.
Por ela, meus sentimentos esmagados,
Fermenta no repouso da solidão
Apurando a essência do amor.
E no tempo envelhecido do primeiro olhar
Meu coração de carvalho se enche desse amor,
Transbordando de emoção
Que o passar do tempo
Torna cada vez mais puro e raro sentimento.
A minha amada é a vinha desejada
Desse amor.
Edney Valentim Araújo – 1994/1996
Rosa vermelha
Entreguei-te meu coração
Na beleza de uma flor,
Rosa vermelha
Com cheiro do meu amor.
Nos teus olhos aquele brilho
Do encanto de menina,
Toma pelos sonhos
De quem vive um grande amor.
Queria eu ainda hoje
Caber no teu abraço,
E no casulo do amor
Ausente minha dor.
Rosa vermelha desbotada,
Um dia teu encanto de momento,
Hoje...
Meu lamento e minha dor.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Esse momento
Estou vivendo esse momento...
De desejar abrigar-me no teu coração
E me fartar do teu amor,
Ganhar a forma dos teus sonhos
Mesmo antes de existirem em ti.
Estou vivendo esse momento...
Queimando em “chama ardente”
Que muitos chamam de “paixão”,
Mas eu, que padeço há tempos sem fim,
Chamo apenas de “amor”.
Estou vivendo esse momento...
De sentir na liberdade uma prisão
Se não estou nos teus abraços,
De querer-te em minha vida
Mais de que o ar que eu respiro.
Estou vivendo esse momento...
De entregar-me a esse amor
Sem querer compreender
Por que em mim ele nasceu,
Onde estou, pra onde vou.
Estou vivendo esse momento,
De “para sempre” amar você.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
O coração
Estou vivendo
Meu amor abnegado
Que lhe vê viver teus sonhos.
De toda forma que te amei
Desejei me ver em ti.
Teu corpo tão distante
Não me afasta deste amor,
Apenas traz saudade
De quem nem sempre me negou.
Se não toquei teu coração
Já floreei teus pensamentos,
Só não me revelastes
Onde estava o coração.
Edney Valentim Araújo
1994 / 1996
Moça sapeca
Esse teu jeito
De menina bonita...
Moça sapeca.
Deixa comigo teu coração,
Porque o meu
Já não te deixa mais...
Como eu quero
O brilho dos teus olhos
Iluminando os caminhos meus...
Se te afastas por um pouco,
A saudade me castiga
Ansiando teus abraços
Ah... esse teu jeito,
De menina bonita...
Moça sapeca do meu coração.
Edney Valentim Araújo
1994...
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