Raízes
"Prata que Ilumina: Raízes do Tempo"
Os cabelos brancos não são apenas marcas do passar dos anos, mas fios de prata tecidos pela vida. Cada um carrega histórias silenciosas: noites em claro, amores perdidos, triunfos discretos, feridas transformadas em cicatrizes luminosas. São mapas ancestrais que guiam os passos dos que ainda não sabem que a estrada é feita de quedas e recomeços.
Os mais jovens, ágeis na inquietude, devem aprender a ouvir o sussurro dessas crinas prateadas. Não é submissão, mas reverência à sabedoria que não se encontra em livros ou telas está nos gestos calmos, nas pausas entre as palavras, na coragem de sorrir mesmo quando o mundo pesa. Cada fio branco é um verso de um poema que ensina: a verdadeira força mora na resistência suave, como o rio que esculpe a rocha sem pressa.
Respeitar os mais velhos é honrar a própria origem. Eles são as raízes que sustentam as asas dos novos sonhos. Afinal, um dia, a prata também coroará os que hoje correm, e então entenderão: o tempo não apaga, ilumina.
Mãe: A roseira que doa as pétalas, o caule e as raízes, muitas vezes sem retorno, O Jardineiro a transporta para um solo eterno, deixando-nos apenas sua indelével fragrância.
A vida é cheia de altos e baixos; o que nos mantém de pé são nossas raízes firmes, a fé que carregamos no coração e a esperança que nos impulsiona a seguir.
Nos meandros da lei e da terra, é quem entende o solo e seus limites que fincará raízes no mercado do futuro.
MARGARIDAS NO PEITO
Fincou raízes na poesia,
dela, somente dela se nutria.
Via beleza na gota perdida em uma folha na calçada,
sorria.
Sentia a tristeza do asfalto cinza,
chorava, se condoia.
Trazia em seu ventre um amargor pelas ausências,
e pelas coisas que nunca seriam,
pelo dia feliz que se perdeu no caminho,
pela dureza do talvez,
pelo botão que secou sem ser flor.
De seu peito brotavam margaridas,
bem nutridas pelo esterco da dor que sentia.
Regadas por lágrimas que teimavam em seu peito chover,
fosse manhã, ou já fosse tarde demais.
🌳 Tempo de Raízes
Por Joaquim Luzano
Há estações em que a árvore não dá frutos.
O tronco parece cansado, os galhos se curvam
e as folhas, antes vivas, se despedem levadas pelo vento.
O impulso natural, tanto na árvore quanto em nós
é o de tentar resistir florescendo —
mostrar vida, mesmo quando por dentro tudo está em silêncio.
Mas há momentos em que crescer para fora
é menos sábio do que mergulhar para dentro.
Quando a chuva demora e o sol castiga
a árvore sabe: é hora de investir no invisível.
Ela não se preocupa em parecer bonita.
Ela não compete com outras árvores.
Ela simplesmente desce.
Fortalece aquilo que os olhos não veem.
Ela mergulha suas forças para baixo, para dentro da terra.
Para as raízes.
É ali, nas profundezas, que ela se sustenta.
É ali que ela bebe, em silêncio, a água que outros não alcançam.
É nas raízes que a vida continua — mesmo quando o exterior parece sem vida.
Assim também somos nós.
Há dias em que parecer forte não é o mais importante.
Há fases em que a luta é subterrânea.
Em que não se trata de mostrar frutos,
mas de não deixar a alma secar.
Não é fraqueza recuar.
Não é derrota se recolher.
Às vezes, é apenas tempo de raízes.
Porque quando o vento vem — e ele sempre vem
o que nos mantém de pé não são os aplausos
nem os galhos vistosos.
É aquilo que está debaixo da terra.
Aquilo que ninguém vê.
A árvore que resiste ao deserto
é a que, um dia, escolheu investir naquilo que não aparece.
Que você tenha coragem de fazer o mesmo.
De crescer para dentro.
De fortalecer sua base.
De cuidar do que sustenta tudo — mesmo em silêncio.
Porque o tempo de raízes
é o que prepara a árvore para a próxima estação.
Silêncio, presença, raízes e movimento.
Às vezes, é só sentando com a gente mesma que percebemos o quanto já florescemos mesmo nas curvas mais difíceis da vida.
Hoje, só desejo isso: viver o máximo de mim, com verdade, com inteireza, com leveza.
E da vida só quero a plenitude de saber que vivi o máximo de mim.
Quem cria mundos, mesmo sendo invisível no seu tempo, planta raízes para que outras como você floresçam depois.
"Há quem quer criar raízes, existe quem quer criar asas, não importa a versão, o importante é se sentir bem."
Os princípios são raízes que não se dobram ao vento. Os valores, folhas que dançam conforme a estação. Entre o imutável e o mutável, cresce a árvore do discernimento.
Nenhuma árvore sobe até o céu, sem que suas raízes toquem no inferno.
Não importa quantas vezes cortarem o seu tronco, se você estiver com as raízes interradas, lá no fundo, na escuridão, abafado, o peso do mundo de oprimindo, muitos nem se lembraram mais que ali era uma árvore linda, que desenvolvia seu propósito com êxito, levava alimentos para vários, protegia os do sol, trazia oxigênio e sombra para os dias de sufoco.
Porque você está lá enterrado, sufocado mas por dentro você começa reviver mesmo que tenha se afundado cada dia mais.. ai vc começa a entender que toda essa história de dor não teve fim, que mesmo machucado, cortado, ignorado , esquecido.
Você entende que voce merece renascer, agora sim com as raízes aprofundadas, com suas feridas curadas e se encontrou e preferiu viver. Então renascer novamente uma árvore linda, com mais cor, melhores os frutos, com uma sombra fresca, trás um acalento, uma sensação de paz e aconchego.
Muitos sentaram novamente a sua sombra, comeram do seus frutos e ainda se te cortarem novamente, você já não se importa mais porque suas raízes já estão a um manancial de água pura, águas que te farão reviver, ainda que abstratante caso vc não brote mais.
Porém nunca se esqueceram de uma árvore que foi tão forte, que resistiu tanto, sentiram falta do seu fruto, da brisa leve das suas folhas nos dias de calor, e o principal que você era a árvore que fazia a fotossíntese acontecer, que um pouco daquele oxigênio era você quem levava.
E essa árvore depois de tantas cortadas acabou sendo dizimada..
Texto escrito por: Cleber B Siscato Jr.
“Aceitar um presente de quem te deseja mal é permitir que ele plante raízes em sua mesa. Depois, ele exigirá colheitas no seu coração”
O vício não prende as mãos, mas corrói as raízes invisíveis que sustentam quem você sonhou ser.
EduardoSantiago
O Peso das Raízes e dos Frutos
Tu que carregas o nome de Filho,
Diz-me: fizeste da tua alma um altar suave
Onde queimaste cada desejo jovem,
E ergueste, em silêncio, a oferenda do teu ser?
Diz-me: caminhaste sobre as pedras agudas da obediência,
Molhando o chão com o orvalho das tuas renúncias,
Acreditando que o amor se tece com fios de sacrifício?
Ah, filho... o altar queimou até cinzas,
E as pedras deixaram marcas mais profundas que o dever.
Tu que carregas agora o nome de Pai,
Diz-me: moldaste os teus braços em colunas fortes,
Pensando que a força bastaria a conter o vento?
Diz-me: semeaste no jardim do outro
As flores que nunca brotaram no teu próprio deserto,
Regando-as com a água acumulada das tuas lágrimas não choradas?
Ah, pai... os ventos sopram de lugares desconhecidos,
E as raízes alheias bebem de fontes que não controlas.
Mas, eis o Desamparo:
Entre o altar extinto e o jardim insondável,
Há um vale silencioso.
Não é de ingratidão, nem de fracasso.
É o vale primordial, onde ecoa o primeiro grito
Que nenhum sacrifício de filho acalma,
Que nenhuma promessa de pai preenche.
Chamas-te "bom" e carregaste a coroa de espinhos da expectativa,
Tua própria mão a tecendo, fio a fio de ansiedade.
"Fiz de tudo", dizes, e é verdade!
Fizeste do teu sangue uma ponte sobre o abismo.
Mas o abismo não se preenche com pontes, apenas se atravessa... nu.
O desamparo que sentes não é falta de amor dado ou recebido.
É o eco daquele primeiro instante em que o mundo te viu
E tu viste o mundo,
E percebeste, na carne frágil da alma,
Que nascer é chegar estrangeiro a um lar terreno,
Que gerar é enviar outro estrangeiro à mesma terra estranha.
Sábio é quem, no fim das pontes construídas,
Se ajoelha diante do vale primordial e diz,
Eis o solo sagrado do humano...
Nem meu pai o preencheu para mim...
Nem eu o preencherei para meu filhos..
Aqui, na vastidão deste desamparo,
Encontro-te, ó estrangeiro que sou em mim mesmo, amigo companheiro...
E te saúdo. Juntos, sob o mesmo céu desconhecido,
Respiraremos a liberdade terrível de sermos apenas...
"O que somos."
Te amo eternamente meu pai.. "Demóstenes Carvalho de Toledo"
André Vicente Carvalho de Toledo.
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