Raios
Como o vento eu destruo, mas também ajudo. Como os raios eu reluzo a minha luz, com o sol queimo as vosas peles, como o oceano, não tenho limites e sigo minha própria profundidade
1
Ontem,
o céu desabou em fúria ⛈🌧🌩
raios, trovões, trovoadas
e o silêncio forçado
de dez horas sem luz.
Acendi velas
para enfrentar a noite,
sentei na varanda
e deixei o frescor
e o cheiro da chuva de verão
me atravessarem.
Foi então que a infância voltou.
Ó, infância!
Tão rica em gestos pequenos
e mundos imensos.
Quando a luz faltava,
inventávamos imagens nas paredes:
dedos, mãos, sombras vivas
dançando à chama da vela.
Éramos felizes
com tão pouco.
E nem sabíamos.
2
A tempestade levou a energia
e trouxe lembranças.
À luz frágil das velas,
a noite deixou de ser escura
e virou memória.
Na varanda, a chuva de verão
cheirava a ontem.
Lembrei da infância,
quando a falta de luz
era brincadeira,
e as mãos criavam mundos
nas paredes nuas.
Éramos felizes
sem nomear a felicidade.
Ela apenas existia.
Faltou a luz.
Sobrou a infância.
Uma vela,
uma parede,
duas mãos
e o riso fácil
de quem ainda não sabia
o peso do tempo.
3
A chuva caiu como quem bate à porta do passado.
E, sem pedir licença, entrou.
Na penumbra da casa sem luz,
as velas acesas abriram frestas no tempo.
Sentei-me em silêncio,
ouvindo o sussurro do vento
e respirando o cheiro morno da chuva de verão.
Foi ali que a infância me encontrou.
Inteira.
Descalça.
Com as mãos pequenas desenhando mundos
nas paredes insones da noite.
Não havia pressa.
Nem medo.
A escuridão era brincadeira
e a simplicidade, um milagre cotidiano.
Éramos felizes,
não porque sabíamos,
mas porque vivíamos.
Hoje, a memória acende
o que o tempo apagou.
E, por instantes,
à luz frágil da lembrança,
volto a ser casa.
✍©️@MiriamDaCosta
Flor De Uma Estrela.
Uma flor amarela acorda com o Sol.
Nos primeiros raios de sua luz.
As suas pétalas de um jeito delicado começam a sentir o toque de uma luz conhecida.
Uma flor perfumada é gentilmente cumprimentada pelos ventos das manhãs.
Uma pequena flor.
Com um amarelo brilhante nas suas pétalas.
Sensíveis ao Sol.
Com os ventos uma flor gira.
Vendo o Sol e a sua grande beleza.
Deslumbrante no céu entre os ventos.
Com uma coroa flamejante que desabrocha sobre si.
Com uma velocidade iluminada por seus poderosos impulsos,a sua luz reflete os dias.
Sendo mais uma manhã.
Brilhante nas pétalas de uma flor.
Que gira sob a sua luz.
Uma pequena flor amarela e bonita.
Com o Sol acima das nuvens.
Nos campos azuis do céu nasce uma luz e agradáveis maravilhas.
Com pétalas de fogo o Sol se transforma com a própria luz.
Iluminando ao seu redor e mais distante.
Até que a sua luz chegue a uma flor amarelada mais uma vez.
Com pétalas contornadas pela sua alma estelar.
Uma pequena flor gira,como o Sol também faz.
Em cada manhã em jardins iluminados e até além,uma flor amarela gira como o Sol.
Semeando mais brilho nos ventos que voltam.
Como as manhãs que procuram as pétalas de uma flor amarela.
Assim como o Sol em cada manhã que ele traz.
A tarde ensina o crepúsculo nos últimos raios do pôr do sol, quando pássaros distantes se acomodam no céu do dia, que passa lento no domingo pleno de paz e esquecimento. A cidade silencia a máquina no dia das mães e comemoro os filhos que eu não tive a habitar os espaços com uma doce ternura de ausência. E não há arrependimento se muito se sabe das escolhas da vida. Estou viva e não há na sala nenhum ser que fala. Nas linhas de minha mão encontro o meu mapa, que afirma que tudo tarda e nada indaga. Penso em você que pode ser qualquer pessoa que a câmera enquadra. Sua figura em imagem que menos diz do que uma cantiga passada. Porque tudo é contemplação se os pés serenos pisam o chão da história construída com a memória de dias leves que deixam sua marca no destino, se o passado e o agora faz o futuro. E sinto algo dúbio entre uma saudade vaga e a vontade de não revistá-la. É como querer e não querer simultaneamente. Uma figura que mais bela se faz no passado e no presente encontra pouco espaço. E se demora além da hora, se ainda falo e digitam os dedos. E penso em uma calma certa, que nada me falta, se te ver deixa minha alma atravessada, mais procuro minha voz encarnada. A calma e o tédio cruzam um limiar, que é justamente onde te encontro em minhas lembranças. Tudo é pura distância se desconheço o passar dos instantes e habito o tempo psicológico que muito mais é relativo, se memórias esquecidas ainda povoam o presente e se senta em minha frente. O encanto se perte no palpável. As coisas findas, muito mais que lindas ficarão. Ouço murmúrios de poetas antigos que na sala conversam comigo. E cito seus versos como se fossem meus, já que em meu ser floresceu. E muito além vou quanto mais autêntica me faço e poemas revoltosos são mais teatro do que verdade, se me tenho contida e mais me abro para a vida. Também não me calarei, mas que minhas palavras sejam sucintas e não se demorem, pois que o verso chore calado e se vai fatigado quando se alonga em controversas que não acrescentam cores a minha tela. Mais um domingo se passa e no silêncio de minha casa tenho um coração em brasa, que é intenso quando fala e é intenso quando cala. Senhora Dona Sancha, coberta de ouro e prata, mostre a felicidade rara. Queremos ver sua cara. Logo vai raiar a madrugada. Fui no tororó, beber água não achei, achei a Mona Lisa, cujo sorriso não me esquecerei. A renascença chove em meu rosto e haja vista o que já está posto. Fui no tororó, beber água não achei, de sede de amor eu não morrerei.
Poderosa sincronia existente entre os raios de sol e uma natureza esplendorosa, rara euforia, pele iluminada, amor veemente de uma arte majestosa, sublimidade delicada, força na sua essencialidade, fervor em demasia na profundidade da sua alma, uma poesia calorosa, arte inspirada na liberdade, musicalidade sedutora, espontaneidade intensa, singularidade desafiadora por conseguir transformar em sonho alguns instantes da realidade, proporcionando uma brevidade emocionante através de curvas acaloradas, do brilho de uma essência singular, da sua verdade clara, do entusiasmo solar, o destaque celeste, viveza sincronizada, resultado imponente, que na mente se instaura e logo em certos pensamentos, aparece.
O Fôlego da Hora Dourada
O presente divino do final de tarde, os raios solares num tom dourado tingindo intensamente algumas nuvens e parte de um lindo céu vasto — a hora dourada que vale mais do que ouro; uma riqueza que deslumbra os meus olhos e conversa com a minha alma; portanto, é um fôlego aprazível de ânimo contra os problemas que desgastam.
O sol do entardecer
Os raios de sol alaranjados do entardecer
Varam o céu e causam belas listras nos objetos que tocam
As nuvens belas se revelam nessa hora
Um resplendor de milhares de quilômetros de água em vapor
O sol brilha infinitamente
A sua luz gira como fogo espiral
A rotação infinita da luz divina
Meus olhos se cegam ao olhar ou encarar
Mas é lindo demais para eu não o fazer
As cicatrizes são feitas na minha íris
Minha visão manchada é um prenúncio de que eu vou poder me lembrar disso
E que talvez possa
Só mais uma vez
Ver isso de novo amanhã
Com amor
Obrigada
No Oceano do Teu Olhar
Um oceano esplêndido, com os raios de sol refletindo sobre as suas águas — é o que eu vejo quando observo o teu olhar, os lindos espelhos da tua alma, reflexo de um universo emocionante, atraente, singular, onde poucos têm acesso; infelizmente, eu não sou um deles, mas, pelo menos, tenho o privilégio de poder observar através do meu senso poético e, assim, colocar essa observação profunda nesses versos.
TANKA 005
Os raios de sol
acariciam a pele
do meu bem-querer,
sem querer, me fazem ver,
o quanto és bela pra mim!
Chuva é orquestra.
Com seus ventos, raios, trovões ou mansidão, tem dias de Bach, Mozart, Vivaldi, Ravel...
Nesta apresentação de hoje ouço Choro número 1
do Villa-Lobos.
"" Algumas pessoas tem a essência perfumada, linda. Por onde passam deixam raios de luz e amor. São anjos à mostrar que a vida é bela... ""
Procuro você em mim
Te busco nas linhas do alcorão
Nos raios do luar
Na vastidão de estrelas
Em cada folha verde e seca
Em casa solo
Em cada raiz
Em cada planta
Em cada eu, dentro de você
Habita um nós.
"Costumam dizer que eu sou 'para-raios de doidos'. Até está certo, mas está resumido. Então, completo: não só de doidos, mas de carentes, de coitadinhos, de dissimulados. E também de descompensados, de levianos e de esquisitos! Enfim, para-raios pleno!"
0767| Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Eu brinco, mas não minto! Imaginem se fosse o inverso! Oh, Raios e Macacos vos Mordam, HeHeHe ou HaHaHa!"
Texto Meu 0928, Criado em 2018
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
0079 "Oh, Raios! Por que insistem quando eu já disse que não quero? Acham mesmo que tenho dúvida sobre o meu querer? Hum!"
Seu olhos brilham como o brilho das estrelas
seu corpo é quente como os raios solares
sua lagrima é como a chuva que cai no meu corpo
eu caminhando pelo seu corpo capotei no seu coração
a sua boca é doce como mel, e eu gostaria de beija-la
Olho para a janela, enquanto amanhece.
O sol bate sobre o vidro e se divide em múltiplos raios.
Na minha mente tento descobrir o que você me levou.
No meu armário tenho fotos nossas e uma carta de desculpas.
Eu poderia ignorar todo aquele seu egoismo, só para poder sentir o seu calor.
NASCENTE/POENTE.
Desponta o sol
Vem de brilhar pelos quintais do mundo
Raios atravessando vidraças e cortinas
Me despertando de um sono profundo
Trazendo inspiração para minhas rimas
Neste domingo de muita euforia
Ganho dos pássaros uma sinfonia
E apresenta-se uma brisa suave
Que com um afago me acaricia
O tempo passa e,vai chegando o meio dia
A tarde se apresenta e,o vento já traz
O perfume da noite,e ele,cumpriu sua missão
Agora vai levar a luz dos seus raios
Lá para os lados do JAPÃO...
