Quero ele
Outro me fez mal? Deixe que ele cuide disso. Ele tem suas próprias tendências e seus próprios compromissos. O que eu tenho agora é o que a natureza comum desejou e o que eu me esforço para realizar é o que a minha natureza quer.
“O amor é abstrato demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebemos e vivemos. Se nós não existíssemos, ele não existiria. E nós somos tão inconstantes… Então o amor não pode não o ser também. O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima… mas reanima. O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos… Para além da nossa morte, o amor que nós despertamos continua a seguir o seu caminho.”
Sinto uma profunda tristeza mas sei que, quando o sol se por, ele vai lavar minha alma, levar minha angústia e trazer um pouco de felicidade
O Fim Silencioso do Amor
O amor não termina com gritos ou despedidas dramáticas. Ele se desfaz no silêncio, nos gestos repetidos que já não emocionam. Acaba quando você percebe que o outro se tornou um roteiro previsível, um ciclo exaustivo onde cada ação já tem um desfecho conhecido.
Você sabe quando ele vai se calar, em qual ponto irá fugir, mergulhando no vácuo de silêncio para, mais tarde, retornar como se nada tivesse acontecido. E é nesse padrão que a esperança morre, sufocada pela certeza de que nada vai mudar.
Então começa o processo mais cruel: sentir falta de si mesma. Lembrar que já foi mais feliz, que seu coração já bateu forte por motivos simples. Agora, a presença que deveria ser companhia se tornou peso, roubando seu tempo e sua essência.
Você se vê sugada por uma monotonia que apaga o encanto das palavras e silencia o diálogo. O ânimo escapa, e o amor, antes vibrante, agora se dissolve em indiferença.
Talvez o amor acabe assim: não com um ato final, mas com a ausência de surpresa, quando você entende que a vida é curta demais para amar apenas por hábito.
Se a Sociedade (corretamente) tirou o Médico do Pedestal da Infalibilidade, por que nega a ele o direito de ser humano?
Ele me achar fresca e uma barrinha de cereal sabor artificial de banana tem o mesmo poder sobre mim. Nenhum.
Uma amiga ensinando a outra a conjugar o verbo amar:
Eu te amo. Tu me amas. Ele não te ama. Nós não ligamos. Vós levantais a cabeça. E Eles se perguntam ‘como ela consegue?’.
Quântica, calma e dialética
Ela olhou ele nos olhos
E virando o rosto ao vento que soprava
Em silêncio disse o que ele era essencial
Beijando-o com a força de um amor atemporal
O Menino e o cinema
Aquela gripe inesperada era tudo que ele não precisava. Justo nesse dia!
Ele estava ardendo em febre e mesmo assim implorava para sua mãe para ir ao cinema. Afinal de contas, hoje era quinta feira e era o dia da continuação da sua série favorita. Se ele perdesse essa parte de hoje, ficaria sem entender a próxima parte.
Dona Rebecca não queria saber de argumentos, com aquela gripe e com esse "febrão" ele teria que ficar em casa e pronto. Ai dele se desobedecesse!.
Uma angústia passou pelos olhos do menino. Escondeu a cabeça sob as cobertas e chorou.
Chorou ao lembrar-se das dificuldades da vida, da pobreza em que viviam, e do filme que era exibido em séries todas às quintas-feiras lá no Cine Ok. A série era o "Vale dos desaparecidos" e era o único filme que ele e o irmão pagavam para ver, afinal aquele velho golpe de andar de costas quando o povo saia do cinema não funcionava no Cine Ok.
Chorando e com a febre subindo, o menino pensava em Deus e na sua justiça. Por quê ele tinha que ficar com febre justo hoje? Por quê na quinta-feira? Que injustiça era essa? Tantos dias diferentes para ficar doente, e justo hoje ele amanhece com essa febre que só veio para atrapalhar tudo...
Adormeceu com a febre que insistia em queimar. Acordou horas depois com os gritos dos amigos.
Ao abrir os olhos no quarto humilde, o garoto viu aquele monte de amiguinhos falando ao mesmo tempo. Ele não entendia nada, era muita gente , muitas palavras e nenhum entendimento. Só quando seu irmão pediu silêncio foi que ele soube que havia escapado da morte. O Cine Ok havia pegado fogo naquela tarde de quinta-feira e haviam muitas vítimas.
Por isso, quando você não entender o porquê de uma doença, daquele pneu furado pela manhã, o trem que não chega, o avião que não sai, o carro que você não consegue comprar, os pequenos acidentes que te atrasam em um compromisso, faça como o menino Senor Abravanel (ou Silvio Santos, como você quiser), que aos 12 anos descobriu que Deus cuidava dele e com certeza tinha uma missão muito maior do que aquele filme de quinta-feira á tarde.
Será que a sua febre não está te livrando de uma tragédia? Não é hora de agradecer?
Agradecendo por tudo que recebemos, nós não caímos no risco de sermos injustos, nem com Deus, nem com ninguém.
Reclame menos, agradeça mais e viva feliz!
(História real baseada na vida de Silvio Santos)
Jesus veio para servir. Ele escolheu a oração em vez do sono, o deserto em vez do Jordão, apóstolos irascíveis em vez de anjos obedientes.
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