Quero Alguém que Me Dê Flores

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Hoje eu consegui me olhar,
e enfim, eu me vi.
E dentro desse meu ver,
vi teu olhar me acenando.
Olhos de saudade,
calmos, fundos,
e as meninas dos teus olhos
bailando só pra me chamar atencão.
Não era mais espelho,
era encontro.
Eu me olhando,
e você morando no meu olhar.
(Saul Beleza,)

A realidade é um espelho,
e nele eu me vi inteiro:
você desconta em mim
a saudade que sente dele.
Eu detesto esse instante
em que seu olhar atravessa o meu
procurando outro rosto.
Acho que sou remédio
para tua memória.
Você me toma quando a falta aperta,
mas não é a mim que você quer curar.
(Saul Beleza)

Quando dá essa saudade dele,
ocê lembra de tudo, tintim por tintim.
Lembra onde foram,
o que beberam,
o que comeram,
até a data na ponta da língua.
Cada detalhezinho vivo na tua boca.
E sempre me dizia,
com essa cara de saudade enrustida,
que num foi nada importante.
Se num foi nada,
por que ocê guarda tudo
e se esquece de quem está ao teu lado?
(Saul Beleza)

*Dilurido de dor*

A vida é um ispêio truviscado, visse?
E eu tô aqui, dilurido, com o peito rasgado,
que ocê pega essa saudade que é dele
e desconta todinha em cima de mim.
Dói, dói que só uma peste.
Ocê me abraça chamando outro nome
com os zóio.
Eu num sou gente pra ocê não,
sou remédio amargo,
sou chá do mato pra curar
uma dor que num é minha.
Tô loco, tô tonto, tô dilurido de dor,
bebendo tua saudade que num me pertence.
(Saul Beleza)

Eu me rendo,
não tenho renda
pra te cobrir de rendas.
Não tenho ouro, não tenho seda,
só tenho esse peito matuto
dilurido de amor.
Se eu tivesse, te vestia de renda fina,
mas como não tenho,
te cubro de ternura, carícias e
de versos e de carinho.
Que no fim, minha riqueza
é só me render pra você.
(Saul Beleza)

Não procure em mim
o que você não quer encontrar aqui.
Se quem você procura
tá por aí, nos mesmo lugar de sempre,
não me faça de ponte
pros teus pensamento longinco.
Aqui num tem aventura,
aqui é só ternura.
E essa ternura, eu sei,
é justo o que não te agrada, sou esse sentimento que você busca longe.
(Saul Beleza)

Saia da minha vida com dignidade,
e não por não saber explicar teus devaneios.
Vai limpo,
vai inteiro,
sem rastro de promessa no bolso.
Não quero saber por onde anda teu pensamento,
nem quem mora nele agora.
Se for pra sair,
sai sem fazer alarde na minha paz.
(Saul Beleza)

Porque o amor que dura pra sempre
não precisa de todo dia.
Ele não vive de mensagem, de toque, de presença.
Ele vive de ter acontecido de verdade.
Uma vez que duas almas se reconhecem,
não existe mais longe.
Existe só saudade.
E saudade é só o jeito que o amor tem
de provar que ainda tá lá,
batendo.
Tem gente que passa a vida inteira do lado
e nunca se toca.
E tem gente que se tocou uma vez só,
e nunca mais se largou por dentro.
Esse é o amor que perdurou.
Ele não acabou.
Ele só mudou de lugar.
Saiu do mundo e entrou na eternidade.
(Mario Valen/Saul Beleza)

Se for guerra, que seja assim:
Me rende com teus beijos,
me desarma com teu cheiro,
me deixa sem defesa nenhuma
no teu abraço.
Me explode o coração,
mas de amor,
me tortura,
mas de saudade quando você não tá,
me faz rastejar,
mas pra te alcançar mais depressa.
E no fim,
suados, rindo,
a gente pede clemência um pro outro,
e assina a paz
na beira do Rio verdao.
(Saul Beleza)

Vem.
Não pra me tirar do escuro,
pra acender comigo.
Minha cama é simples,
mas tá limpa,
tem cheiro de saudade arrumada.
Se quiser vir,
eu te dou a cama.
Eu fico na rede.
Me contento em saber
que teu roncar tá perto.
Não precisa grito hoje.
Só tua paz.
Só teu sorriso de manhã
me dizendo "tô aqui".
Os lençóis eu já troquei.
A noite tá mansa.
Falta só você pra aconchegar nela.
Vem?
(Saul Beleza)

*Galho*

No móvel do quarto
só tua imagem em uma foto 3X4 cabe inteira de saudade
ocupando o cômodo todo.

Na última página do caderno,
escondido como quem pede socorro,
um rabisco insiste:
"... de um galho nasce o bem querer,
e eu te quis como um louco."

Do galho torto da lembrança
brotou essa febre mansa.
Não escolhi. Nasceu.
E quis. Como quem não tem escolha.
(Saul Beleza,)

*Raízes e Asas*

Um sorriso que não esconde a tristeza,
um olhar que busca o infinito
e uma lágrima que escorre
para molhar a semente plantada.

Um futuro que ainda não chegou
e um passado que se faz presente,
raízes e asas no mesmo peito,
esperando a hora de florescer.

Saudade que virou solidão,
palavras que perderam a chance de serem ditas
e promessas que o dia vai nascer
mesmo que a noite insista em não ter fim.
(Saul Beleza)

Às Eras da História Humana (Idade Antiga até hoje):
Após o surgimento da escrita (por volta de 4000–3500 a.C.), a história humana é dividida em:
• Pré-História: Período anterior à escrita (Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais).
• Idade Antiga: Da invenção da escrita até a queda do Império Romano do Ocidente (476 d.C.).
• Idade Média: De 476 d.C. até a queda de Constantinopla (1453) ou a chegada a América (1492).
• Idade Moderna: De 1492 até a Revolução Francesa (1789).
• Idade Contemporânea: De 1789 até os dias atuais.
. Em breve estaremos na idade das migalhas, vamos sobreviver das sobras do Governo, e o pior, vamos ser gratos por isso.

Expedito Lascado da silva

Entender é pra livro. Gostar é pra vida.
Você não precisa entender o rio Verdão pra tomar banho nele. Você só entra.
Eu só aprendi a te gostar, te entender eu nunca entendi.
Mas aceitei teu jeito de ser,
e foi assim que te amei até aqui.
(Saul Beleza)

Ninguém aprende na calmaria. A calmaria é só o prêmio.
Foi a turbulência que te ensinou a segurar o leme. Que te mostrou quem fica no barco quando balança.
Agora você sabe:
Na turbulência a gente descobre.
Na calmaria a gente segue.
E cada um com seu destino, mas o seu barco, continua a flutuar no Rio Verdão. Firme. Cortando água mansa, porque já aguentou água brava.
(Saul Beleza)

Existem vários tipos de amores:
Amor bandido.
Amor gostoso.
Amor que amamos
Amor que assusta
Amor que se foi
Amor que não veio
Amor que se confia
Amor que trai
E o pior dos amores é aquele que não vivemos, não brigamos por ele, deixamos passar sem perceber que esse era o amor verdadeiro.
(Saul Beleza)

Mulheres que amei, sacanas, amigas, apaixonadas, volúvel, sincera e vadias, amadas e amantes, lindas e belas, sinceras e desonestas, vulgares e apreciadas com moderação, queridas ao extremo e odiadas antes da cama, e rainha após a luxuria, eternas e passageiras, mas todas com o maior conceito que possa ter esse ser. A você mulher do sorriso fácil e do choro comovente, das lagrimas falsas, que causaram calor e dor, mas que no dia a dia me fizeram tão bem que não consegui esquecer nenhuma de vocês.
(Saul Beleza)

*Hoje a minha maior disputa será eu versus eu, e em meus versos, só serei eu versus eu, eu criança versus eu adulto, eu longe de ti versus eu, assim me vejo versando sem lembrar do eu versus eu, até que!*
(Saul Beleza)

*É a última mensagem que te enviarei, te juro que é, mas te escrevo com sinceridade, te pensava todos os dias, ou até penso todos os dias, mas um dia tudo isso passa, te desejo um Feliz Natal, como se isso fosse possível, mas tente ao menos fingir não sentir minha ausência, eu farei o mesmo.
(Saul Beleza)

Em ti, tudo é convite e despedida,
Um abraço que aquece, um amor que arde,
Explode o desejo, apaga a noite fria,
E ao amanhecer, incendeia a alma e a tarde.

Teu amor é um fogo que me consome,
Me entrego a ti, sem medo, sem receio,
Pois sei que em teus braços, eu me sinto em casa,
E que a saudade é o preço do amor que sentimos.

Mas se a despedida habita nossos dias,
É porque o amor que sentimos é verdadeiro,
E que mesmo na dor, há uma alegria,
Que só o amor pode trazer, sem igual.

E assim, me entrego a ti, sem medo, sem dor,
Pois sei que em ti, meu amor, eu sempre estou em um eterno deleite.
(Saul Beleza)
essa é a tradução daquele meu cantar depois do prazer, e fico nos teus braços murmurando...gostou?