Quero Alguém que Me Dê Flores

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Não importa que te achem um bobo, vai, ela já sabe que roubaram as flores.

Paremos de odiar as mulheres, ou seremos galhos de árvores secas e sem flores.

"Há Flores em tudo que eu Vejo"


Até na pedra fria mora um ensejo.
O olhar que planta é o que colhe cor,
quem semeia dentro, floresce ao redor.

TRISAL


Três flores se encontram num só jardim,
amor não divide, só cresce assim.
Três luas acesas no mesmo luar,
nenhuma se apaga, só faz brilhar.
Três mãos entrelaçam, ternura em ação,
na dança da vida, só pulsa o coração.
E quem desse laço quiser duvidar,
que prove rimando o poder de amar.

As pessoas passam quando veem flores.
Param quando há festa, riso fácil, promessas leves.
Mas desviam o olhar diante da cadeira, do silêncio,
do corpo que pede cuidado e não encanto.
Fico.
Não por vocação ao sacrifício,
mas porque amor não negocia presença.
Ser só eu e ela pesa,
não pelo caminho em si,
mas pela constatação de que poucos sabem caminhar
quando o chão exige firmeza.
Aprendi a ser suave sem ser frágil,
a seguir sem plateia,
a entender que quem vai embora
não falhou comigo,
apenas revelou seus limites.
E sigo.
Com menos mãos ao redor,
mas com a consciência limpa
de quem não trocou amor por facilidade.

A saudade costuma mostrar as flores e esconder os espinhos. O coração sente falta do amor, mas a memória precisa lembrar por que aquilo terminou.

Floresça dentro de ti uma orquídea, onde a força, beleza e a natureza, cultive na medida certa, água e terra, na real fonte do prazer e o brilho da inspiração humana, florescendo amor sem limites!

O canto dos pássaros,
O mel das abelhas ,
O colibri e as flores ,
Sol e lua em sintonia !
Tantos milagres em toda natureza ,e o homem desperdiçando tempo e vida pra se jogar no abismo, onde arde a falsa ilusão que corrompe o que há de mais puro e essencial para vivermos : o Amor !
João Batista Barbosa

AS FLORES NASCEM MESMO SOBRE OS SEPULCROS.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Há dores que chegam silenciosamente.
Não quebram portas.
Não anunciam despedidas.
Apenas entram.
Sentam-se dentro do peito.
E começam a transformar a alma em um inverno sem aurora.
Foi assim com certas perdas.
Primeiro veio o vazio.
Depois o eco das lembranças.
Depois aquela sensação insuportável de caminhar entre pessoas enquanto uma parte inteira do espírito permanecia enterrada em algum ontem inalcançável.
Existem lágrimas que nunca descem pelos olhos.
Elas descem pela existência.
Transformam o modo de olhar o céu.
O modo de ouvir músicas.
O modo de tocar objetos antigos.
O modo de suportar a própria noite.
E durante muito tempo pensamos que jamais iremos sobreviver à ausência.
Porque há pessoas que se tornam estruturas internas.
Elas não ocupam somente espaço em nossa vida.
Elas sustentam partes inteiras de nossa sensibilidade.
Quando partem, o mundo perde equilíbrio.
As manhãs tornam-se pálidas.
As madrugadas parecem corredores infinitos.
E o coração passa a respirar como uma casa abandonada coberta de poeira e memórias.
Mas existe algo que a própria dor ensina lentamente.
Nenhum amor verdadeiro desaparece completamente.
Ele muda de forma.
Aquilo que antes era abraço torna-se lembrança.
Aquilo que antes era voz torna-se presença invisível.
Aquilo que antes era convivência transforma-se em permanência espiritual dentro da consciência.
E então compreendemos algo profundamente humano.
As pessoas que amamos não vivem apenas ao nosso lado.
Vivem dentro daquilo que nos tornamos depois delas.
Há uma espécie de eternidade escondida no afeto sincero.
Por isso algumas lembranças doem tanto.
Porque ainda possuem vida.
Contudo, até os jardins devastados pela tempestade conhecem novamente a primavera.
Mesmo depois do luto.
Mesmo depois das noites insones.
Mesmo depois das despedidas que pareciam destruir completamente a alma.
A esperança retorna devagar.
Não como euforia.
Não como esquecimento.
Mas como uma pequena luz humilde atravessando as frestas da escuridão.
E um dia percebemos que já conseguimos olhar o céu sem chorar imediatamente.
Conseguimos ouvir aquela música sem desmoronar por inteiro.
Conseguimos recordar sem morrer junto da lembrança.
A cicatriz permanece.
Mas já não sangra da mesma maneira.
Porque o tempo não apaga o amor.
Ele apenas ensina o coração a carregar a saudade sem transformar-se em sepultura.
E talvez seja esta a maior dignidade da alma humana.
Continuar amando.
Mesmo depois da dor.
Continuar acreditando.
Mesmo depois da ruína.
Continuar florescendo.
Mesmo tendo conhecido profundamente o inverno.
Porque algumas flores mais belas da existência nascem exatamente sobre os sepulcros que imaginávamos eternos.

“O beija-flor rompeu a corrente invisível que o mantinha cativo junto à mais formosa das flores. E, ao afastar-se, descobriu que certas belezas não aprisionam pelo perfume, mas pela ausência que deixam no espírito.”

" Com a alma em flores e paz só gentileza nasce dos passos que ficaram para trás. "

Que o sol ilumine o seu caminho, que as flores perfumem o seu dia, que o seu sorriso continue sendo a minha paz, e que o nosso amor floresça mais bonito a cada amanhecer.

Entre sorrisos e flores, a felicidade desabrocha suavemente no jardim da alma.

Pétalas que guardam o beijo da manhã,
flores que falam sem nada dizer:
a beleza está em ser simples,
em desabrochar, viver, e florescer.

Te trago flores para colorir o teu sorriso e toda a minha ternura para aquecer a tua alma.

Em cada pétala destas flores que te trago, escondi um pedaço da minha ternura para enfeitar os teus dias.

Flores abrem o peito ao sol, pétalas sopram segredos ao vento — cada uma é verso, cada uma é vida, beleza que nasce, brilha e se faz eternidade no momento.

“O mundo oferece flores passageiras. A sabedoria cultiva árvores.”

" Há palavras que chegam como flores.
Outras, como estrelas.
A tua chegou como um jardim inteiro com um universo a disposição,
lembrando-me que a gentileza é uma das mais raras formas de beleza. "

Diante do túmulo, todo o remorso se transforma em flores; todas as lágrimas que nunca caíram dos olhos, em um gesto de condolências. Toda a bondade que nunca foi compartilhada se transforma em elogios. Ah, se o cadáver falasse! Ele certamente diria: "Guarde para o seu orgulho, já não me serve, pois já não existo."