Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

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Tiro sua roupa


Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.


Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.


Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.


E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.

Caso Encerrado


Fecho a porta do peito como quem arquiva um processo antigo:
teu nome vira poeira nos autos do silêncio, as provas — beijos, promessas, noites acesas —
descansam em caixas de papelão, carimbadas de saudade.


Te amei como se ama um incêndio mal contido, jurando que o fogo aprenderia limites; mas o amor é juiz sem rosto, e sempre absolve a chama que fere.


Agora assino o fim com
a tinta do aprendizado:
não é derrota, é sentença ao
coração cansado; o amor segue livre,sem algemas nem culpa,
enquanto eu sigo quebrado.

Cantarei o teu amor


Cantarei o teu amor
como quem descobre
o sol depois da mais longa noite,
como quem encontra no deserto
uma fonte escondida sob
a areia do medo.
Teu nome é primavera em minha boca, é brisa que desperta jardins adormecidos no peito que
já se dizia inverno.


Cantarei o teu amor
como o mar insiste em beijar a areia,
mesmo sabendo que a maré o afastará outra vez.
Teu olhar é farol em minhas tempestades,
é bússola apontando para casa
quando me perco em mim mesmo.
Em teus braços, até o silêncio floresce.


Cantarei o teu amor
enquanto houver céu
para sustentar estrelas
e vento para carregar promessas.
Se a vida for estrada de pedras,
farei de cada passo um verso teu.
Porque amar-te é transformar cicatrizes em asas
e aprender a voar
dentro do impossível.

⁠Ainda guardo teu nome nas dobras do tempo,
como quem esconde uma carta nunca enviada.
Era um amor simples, quase tímido,
mas grande o bastante para caber em mim inteiro.

Lembrança de um amor antigo


Guardo teu nome como
quem guarda uma carta
dobrada no bolso do tempo,
amarelada, mas intacta,
com cheiro de ontem e
promessas não ditas.


Teu riso ainda atravessa minhas noites, feito luz que insiste em janelas fechadas; foi pouco tempo, eu sei, mas alguns instantes
nascem eternos.


Aprendi teu corpo como quem aprende um caminho
sem mapa, só intuição e medo;
erramos muito, amamos torto,
e mesmo assim foi amor
— do mais verdadeiro.


Hoje sigo em frente, mas levo contigo uma saudade que não pede volta nem perdão; é só memória serena, lembrança viva de um amor antigo.

Beija-me com teus beijos de amor,
como quem ensina o coração a respirar,
demora teus lábios no meu silêncio
até que toda ausência aprenda a ficar.


Beija-me com teus beijos de amor,
e que o mundo pause no meio do gesto,
que nossas dores se esqueçam do nome
e virem abrigo no calor do teu peito.


Beija-me com teus beijos de amor,
não como promessa, mas como verdade,
pois quando tua boca encontra a minha
até o tempo se rende à eternidade.

como quem encontra abrigo depois da tempestade,
teus lábios sabem meu nome antes mesmo de eu dizê-lo,
e no silêncio do toque, o mundo aprende a respirar outra vez.

⁠Há quem diga “eu te amo”
só para preencher o próprio vazio,
confundindo ilusão com carinho —
e deixando quem acredita recolher os cacos sozinho.

Amigo é quem fica quando faltam palavras,
quem entende o caos sem pedir legenda,
quem segura o riso e a queda
com a mesma lealdade simples e rara.

Carrego um vazio


Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.


Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.


Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.


Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.

Que eu devo seguir



Eu sinto sua falta como quem
sente o corpo falhar,
não é saudade bonita,
é ausência que pesa.
Quero você de volta,
mas não aquele que prometia,
quero o que ficou preso nas lembranças
e não soube ficar.


Dizem que o tempo cura,
que eu devo seguir,
mas ninguém ensina como
soltar quem virou casa.
Como se abandona o riso
que salvava dias ruins,
os planos sussurrados no escuro,
o amor que parecia verdade?


Às vezes te amo com raiva,
outras com silêncio.
O ódio é só defesa para
não chamar seu nome.
Doeu acreditar, doeu mais
perceber que alguns
“eu te amo” não tinham raiz.


Se te deixei ir,
não foi por falta de amor,
foi por excesso de dor.
Amar também é escolher sobreviver,
mesmo que a escolha que fique
seja a que mais machuca.

Não importa quem eu sou —
o nome dorme na boca do mundo.
Importa o gesto silencioso,
a escolha que não pede aplauso,
o passo firme quando ninguém olha.


É no escuro que o caráter acende.
Na mão que não rouba,
na palavra que não fere,
no “não” dito ao atalho fácil,
no “sim” dado ao que é justo.


Quando ninguém vê, eu me revelo.
Ali mora minha verdade inteira:
não o que digo ser,
mas o que faço em segredo
quando só a consciência assiste.

Insubstituível


Você chegou como quem não promete ficar, mas ficou em cada detalhe do meu dia.
No silêncio do meu quarto, no café ainda quente, no jeito que meu nome ganhou outro significado
quando saiu da sua boca.


Não foi escolha do coração —
foi reconhecimento.
Entre bilhões de rostos no mundo,
foi no seu que o meu descanso encontrou morada, como se amor fosse destino cumprido.


E se um dia me perguntarem por que você, não saberei explicar com lógica
— só direi que certas almas não se repetem.
Você não é opção, comparação ou acaso:


é aquilo que não tem cópia…
é simplesmente insubstituível.

“Quem acalma a própria mente transforma confusão em caminho.”

quebrando o que somos
para reconstruir quem
precisamos ser.

Entre meus erros e meus acertos,
caminho como quem aprende a andar na própria sombra.
Cada passo guarda uma história silenciosa, onde o passado sussurra lições que o coração ainda tenta entender.


Minhas atitudes carregam consequências, como pedras lançadas no lago do tempo.
As ondas se espalham além do que vejo, lembrando que toda escolha ecoa mais longe do que imagino.


Entre confiança e desconfiança,
o coração constrói e derruba pontes.
Às vezes a decepção me deixa em silêncio, caminhando sozinho pelas ruas da própria alma.


E nos pensamentos
sem posicionamento,
aprendo que o silêncio
também decide caminhos.
Porque até na solidão nasce um espelho, onde descubro quem fui…
e quem ainda posso ser. 🌙

"Onde está o futuro?
Bem aqui.
De quem é esta vida?
Minha.
Então, o que você vai fazer com ela? Vivê-la, custe o que custar."


- Raio Negro ( Jefferson pierce )

Ela chega como quem
não faz barulho, mas muda o clima inteiro do lugar.
No olhar, um universo tranquilo e profundo, onde até o caos
aprende a descansar.
Seus cachos dançam como versos soltos, e cada detalhe nela parece poesia querendo se revelar.


Há um mistério suave no jeito que sorri, como se guardasse segredos bonitos demais pra contar.
O mundo pode ser duro lá fora, eu sei, mas nela existe um refúgio raro de se encontrar.
E até o tempo, quando cruza seu caminho, parece diminuir o passo só pra poder admirar.


Se eu fosse escrever tudo que ela desperta, faltaria papel, sobraria sentir.
Porque tem gente que não se explica, se vive
— e ela é dessas que a alma escolhe sem pedir.
E no silêncio entre um olhar e outro,
é onde o amor começa, sem precisar existir.

Não são falhas —
São marcas que o tempo desenhou na pele como quem escreve cartas silenciosas pra quem soube ficar, mesmo quando tudo pedia partida.


Cada cicatriz guarda um pedaço de coragem, um “eu continuo” sussurrado entre lágrimas,
e foi no meio desses escombros
que você floresceu
— bonito de um jeito que só quem resiste consegue ser.


E eu te olho assim,
inteiro nas suas imperfeições,
como quem encontra poesia
onde o mundo viu erro,
porque amar você é entender
que suas quedas
foram só ensaios pra aprender
a me encontrar.


Então não esconda o que você chama de falha, deixa eu tocar
Cada história que te construiu
— porque é nelas que eu vejo
o milagre:


você ficou… e virou alguém impossível de não amar.

Que horas eu te pego?


Fico ensaiando o momento
como quem espera o pôr do sol,
olhando o relógio mais
do que deveria,
como se cada segundo sem você
fosse um pequeno atraso no meu próprio coração.


Te imaginar chegando
já muda o meu dia,
teu sorriso abrindo caminhos
Em mim, e eu aqui,
perdido nesse querer simples,
de só estar ao teu lado sem
pressa de acabar.


Não é sobre a hora exata,
nem o lugar marcado,
é sobre o jeito que você
faz tudo ter sentido,
como se o mundo se
organizasse em silêncio
só pra caber no espaço
entre nós dois.


Então me diz…
que horas eu te pego?
Porque qualquer minuto
contigo vira eternidade,
e eu só preciso de um instante teu
pra transformar o resto da minha vida em nós.