Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Quem é você? Diga logo que eu quero saber. Já passou o carnaval, tire a máscara social. Boi, boi, boi, boi da cara preta, tire essa menina que tem medo do capeta. Então você é isso, um rosto sem riso e se quer ser meu inimigo, junte suas armas inúteis, pois eu conheço seu calcanhar de Aquiles e não vou te polpar. Seus poemas de escarnio morrem ao virar a página e é perigoso a você achar que eu sou frágil. E se falo em solidão é porque no meu mundo não cabe seu jogo sujo, que quer me calar covardemente. Pegue seu capital cultural, e dele se desfaça, veremos que sobra uma farsa de um comediante sem graça. Eu nasci pobre e doente, mas não me tenho medo do seu ódio. Eu te amei de graça. Acertei no amor, só errei no alvo. Tire a máscara e mostre também sua fragilidade ou vai viver eternamente essa personalidade falsa, que em meio à sensibilidade deixa escapar cruel sua própria destrutividade. Você não vai me calar, nem a loucura me calou. Eu já sofri tortura. Você tem palco e aplausos, eu tenho uma pele marcada por violência. E você ainda acredita que pode me diminuir. Eu conheço a escola da rua e das grades, e nenhas não há consolo nem apoio. Apena uma instituição sem rosto. Meu sofrimento é a doença que sua soberba ignora. Não, não é serventia da casa, é um coração em brasa. Coma seus privilégios e deixe em paz meu vazio e minha solidão. Eu que te amei em vão, desconheço desilusão e tenho uma voz farta que não cabe na sua sala. Tire a máscara e fale olhando nos meus olhos, sei que vai se calar, pois quem é você sem palco? Sapo cururu na beira do rio, quando o sapo canta maninha, é porque tem frio. Gélido coração é o seu e se um dia você ganhou minha confiança, hoje perdeu minha esperança do ser que eu pensava que você era, em meu estado de primavera. Eu amo João, você ama Maria. Quadrilha. Ciranda, cirandinha vamos todos cirandar. Não, não tire a máscara. Não quero ver seu rosto. Suba no palco com seu novo projeto. Eu te conheço no palco da vida. E você tem sido meu professor, me ensinando lentamente a te odiar. Mas vou simplesmente esquecer. Você passará. Mascarado passou. Meus versos continuarão se sei bem a pessoa que sou. A canou virou, quem deixou ela virar? Sou o avaro burguês que não soube remar. Tire de perto de mim a palavra amar. Eu não te odiar. Escreverei mil versos enquanto a vida for testemunha da minha existência. Eu sou resiliência calada. Essa é a serventia da casa. Meu peito, meu lar.
Quando se confia, abre-se a porta da alma; a decepção nasce quando quem entra não está à altura do lugar que recebeu.
Quem se permite adoecer por qualquer coisa, não se cura por coisa alguma. Mas, quem se permite curar-se por qualquer coisa, não adoece por coisa alguma.
Eu amei — e afirmo sem hesitação — amei com a inteireza de quem compreende que certos fenômenos da experiência humana não se submetem à trivial aritmética do tempo.
Dizem: acabou.
Permitam-me a devida vênia lógica — não acabou.
O que eventualmente se extingue é a configuração circunstancial do vínculo, jamais o fenômeno afetivo em sua inscrição psíquica profunda.
O amor, quando autêntico, não é evento episódico; é estrutura.
Não é mera contingência emocional; é ocorrência real, empiricamente verificável na consciência.
Pode cessar a convivência.
Pode dissolver-se a proximidade física.
Pode, inclusive, o silêncio ocupar o espaço outrora preenchido pela presença.
Mas o amor — o amor verdadeiro — não se submete à categoria vulgar do ‘foi’.
Porque aquilo que verdadeiramente é não se converte em nada por simples decurso temporal.
O que muitos chamam de fim é, na verdade, limitação perceptiva.
É incapacidade metodológica de distinguir entre a cessação do fenômeno relacional e a permanência da marca afetiva.
E aqui reside o ponto nevrálgico:
O amor constitui fenômeno real cuja projeção na consciência não apresenta, em si mesma, termo final intrínseco necessário.
Negá-lo é confundir transformação com inexistência.
É tomar a mutação da forma pela aniquilação da essência.
E isso — permitam-me a franqueza — não é rigor lógico.
É apenas imprecisão interpretativa.
Gosto de quem sabe que a evolução é um caminho solitário, mas que fica muito mais interessante quando cruzamos com alguém que lê a vida na mesma frequência que a nossa."
A verdadeira coragem de vencer revela-se em quem aprende com as correções da vida e transforma o conhecimento académico e espiritual em movimento consciente da própria existência.
Sonhe!
Mas não deseje ser quem você não é.
Isso é pesadelo
Almeje!
Mas não queira uma vida igual a de outrem.
Isso é morte.
Imagine!
Mas não fantasie com o que não pode ter.
Isso é loucura.
Dispute!
Mas não tente vencer o invencível.
Isso é suicídio.
Fale!
Mas não apenas de si próprio.
Isso é egoísmo.
Apareça!
Mas não se mostre com orgulho.
Isso é exibicionismo.
Admire!
Mas não se machuque com inveja.
Isso é falta de auto-estima.
Avalie!
Mas não se coloque como modelo de conduta.
Isso é egocentrismo.
Alegre-se!
Mas não em exagero e com alarde.
Isso é desequilíbrio.
Elogie!
Mas não se desmanche em bajulações.
Isso é hipocrisia.
Observe!
Mas não faça julgamentos.
Isso é baixa auto-crítica.
Chore!
Mas não se declare um ser infeliz.
Isso é auto-piedade.
Importe-se!
Mas não cuide da vida do próximo.
Isso é abandonar a própria vida.
Ande!
Mas não atravesse o caminho alheio.
Isso é invasão.
V I V A!
Feliz com o que pode ter.
Isso é Paz!
Não tenho medo de pesar o clima. Doa a quem doer. Se você precisar de limites, não vou exitar em impô-los a você. Não é audácia nem destempero, é excesso de caráter e senso de justiça!
(Aline M. Abdalah)
E se ela disser que quer você,
assim, sem rodeios, sem medo,
como quem abre o peito
e entrega o próprio segredo...
Você se assustaria ou se confortaria?
É tempestade que te assusta
ou brisa leve que te acalma?
Porque ser escolhido de verdade
não é só energia— é reflexo,
é alguém vendo em você
tudo aquilo que você escondeu por dentro.
E talvez assuste…
porque querer é ficar,
exige verdade, entrega,
exige não saber como vai terminar.
Mas conforta…
como um abraço no caos,
como finalmente perceber
que você também é lar de alguém.
Então me diga:
se ela disser que quer você,
você fugiria…
ou aprenderia, a ficar?
Eu penso em falar,
sou o que quer,
ajo como sou,
mas eu sou quem quer?
Me dita monstro,
Monstro não sou,
Mas monstro reconheço;
Pois dele sou vinda.
Seu jeito faz quem sou,
Sou triste pelo jeito,
Jeito esse sou,
De querer amor seu,
e não despeito.
Sou inocente,
sei que não sente,
mas sente quem eu sou,
E não acha coerente.
Amor sou,
Não sei do seu,
Mas sou mais,
Do que poderia dar.
O tempo de quem vem de longe parece não coincidir com o relógio dos que aqui já criaram raízes; a amizade é um fruto que, nesta terra, teima em não amadurecer.
Não é apenas sobre chegar até aqui…
é sobre reconhecer que foi Deus quem me sustentou em cada detalhe.
Hoje, minha conquista tem nome: fidelidade.
— Lílian Arriel
A beca veste o momento,
mas é o propósito que define quem eu sou.
E hoje, eu celebro aquilo que Deus já havia determinado.
— Lílian Arriel
Aproveite bem o seu tempo, a vida é real,
valorize quem está do seu lado, AGORA...!
O amanhã e o virtual são só incertezas....
(Guto Lopes)
Em tempos de pandemia cabe repensarmos sobre quem somos e de que forma estamos vivendo: como agregadores ou como destruidores? O Universo tem sua dinâmica própria, tal como o Planeta Terra, que independe de nossa existência. Lembremos que apenas fazemos parte da Natureza e não estamos acima dela, assim como os demais organismos, desde a mais simples colônia de fungos e bactérias. Não somos superior a "Gaia", pelo contrário, dela dependemos, do ar, da água, da terra, do fogo, dos minerais e todo alimento que ela produz. A espécie humana carece refletir urgentemente acerca do que tem feito da sua própria "casa". Uma hipótese, partindo da Teoria da Seleção Natural, é de que esse sistema ecológico tão rico e complexo está buscando alternativas de reequilíbrio e autorregulação frente ao excesso populacional, já somos mais de 7 bilhões, há tempos sobrecarregando os recursos naturais, devastando florestas, poluindo rios, lagos, exagerando no consumismo, produzindo montanhas de lixo, etc. As mudanças climáticas estão cada vez mais intensas e desajustadas, os ciclos irregulares. Até quando vamos tratar conservação e consciência ambiental como algo menos importante se é o que precisamos pra sobreviver? Se nós enquanto espécie somos tão egoístas a ponto de não sabermos preservar, então que ela mesma (mãe natureza) se regenere e faça o que for necessário.
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