Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

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Quem te trata como se fosse invisível só abre espaço para você enxergar horizontes maiores (Nelson N. Locatelli)

A traição revela quem o outro é.
A sua reação revela quem você é.
Porque, você não controla as ações dos outros e nem a lealdade alheia, não controla o coração de ninguém...
Mas, controla absolutamente como você responde e reage....

⁠A traição so dói porque vem de quem menos esperamos.

⁠Quem gosta de passar por santo é o diabo.

Quem é do bem reflete LUZ através da alma, e almas iluminadas progridem sempre a favor da verdade, crescimento e da humildade.

Flávia Abib

Quem sabe numa dessas voltas que a vida dá...
Você não volta...

Flávia Abib

Quem te deixou à deriva não merece saber como você sobreviveu.

A vida se deixa amar por quem não perde a coragem de tentar mais uma vez.

Só quem trata sua própria ferida aprende a não apertar a do outro.

Só é vitima quem não luta.
Quem luta é guerreiro.
Quem morre lutando é herói.

​“O perdão não é a medalha de quem venceu. É o resgate de quem está perdido.”

— Douglas Santos, em O Paradoxo do Tribunal

Liberdade...


Liberdade é pouco para quem deseja ter o mundo inteiro.
Às vezes penso que o que procuro ainda não tem nome.
É só vontade de sentir, de estar onde o coração se reconhece, mesmo sem entender por quê.
Queria o cheiro, o toque, o aconchego.
Quero risos e aquelas risadas sem graça.
Quero braços apertados, com gosto de mistério, como se guardasse promessas que se recusam a ser explicadas.
Quero abraços que desarmam o dia e olhares que ficam mesmo depois da conversa.
Quero tudo.
Quero sempre. E, às vezes, só um pouco.
Um pouco de aventura, de ternura, de você e de nós, aqui, agora. Sempre!


Janete Galvão

Nenhuma reza, oração, dedicação, esforço ou vontades são grandes o suficiente para ajudar quem não quer ser ajudado!

função de poeta


poeta é quem revela
os ângulos íntimos da linguagem
arranca sentido até do que é bobo
superestima o fundo do poço
imortaliza mulheres em poema

Sou de quem tiras o teu sustento;
Sou quem te permites ficar de pé;
Sou quem não podes subjugar;
Sou aquilo que estava antes de ti;
Sou quem estará depois que for;
Sou através de quem o teu veículo se fez emprestar, e para quem a qualquer custo será devolvido;
Sou a quem pensas não tem valor, mesmo a insignificância estando em ti;
Sou a paciência no tempo sem fim;
Sou o que sabe tudo tem tempo;
Sou a história contada e a que nunca se contou;
Sou todos os elementos juntos;
Sou para o dia que amanhece, e para a tarde que cai;
Sou para a noite do teu sono e para o brilho do sol;
Sou a tua maior dependência, para que se faça existir;
Sem eu, tu não és!

A luta é incessante e o maior inimigo é este, o próprio corpo. Este pede como quem manda e nós, aquilo que existe para além do corpo, quando preocupados com a vida em sociedade, em comunhão, sofremos, sofremos por recusar o pagamento à obediência, porque recusamos prazer.

Não ganha a vida, não ganha na vida quem é muito feliz tendo apenas conforto, mas sim quem consegue alcançar e ter a felicidade como sua companheira, ainda que nada mais tenha.

O ofício do sofrimento

Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.

Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.

Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.

Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.

O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.

Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.

À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.

E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:

quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.

Porque é que te vivi?
E deixei de ser quem eu era
Para nunca mais o poder ser?
É quando eu acho que tenho tudo sob controlo
Que controlar-me é suficiente
Que me perco
Acho que esse é o problema do fogo
Tu não te queimas a menos que acredites que ele não te vai magoar
Quando te aproximas o calor é conforto
Mas só quando entras é que percebes quе também ardes
Ardemos os dois
Será quе ele percebe que me queima?
Será que é só a mim?
Será que também sofre por não saber o porquê da cinza?
São estas dúvidas que me agarram a mão
Onde acaba ele e começo eu
Quando é que deixa de arder?
Se arde espera que cure
Mas mesmo o que cura deixa cicatrizes
Eu não tenho ar para todas neste ato.

Certas coisas que escrevo não fazem sentido algum, aos olhos de quem lê, mas sim aos corações que sentem.