Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
DEUS,O TEMPO E A VIDA
É o tempo, é a vida,
é a pedra no caminho.
É o tropeçar e cair, é levantar sozinho.
É o sorriso, a alegria,
é a tristeza no fim do dia.
É o sonho perdido
que não se conseguiu conquistar.
É o enxugar das lágrimas
pra novamente sonhar.
É sentir-se sozinho,
sem ninguém pra ajudar,
ou ter um amigo bem pertinho
pra no ombro chorar.
É o tropeçar no caminho
que se está a seguir.
É sacudir a poeira,
levantar e prosseguir.
Seja rico ou seja pobre,
tudo é igual por aqui.
Se tem o dia do choro,
também se tem o dia de sorrir.
E no final desta vida,
o que realmente nos resta?...
É sempre servir e temer a Deus,
pra não perdermos a sua festa.
Cícero Marcos
"Seja como a pedra que guarda sua luz e transcende sabedoria; porque a imbecilidade é pertencente ao ser humano."
A confiança pode ser tão forte quanto uma pedra de diamante, ou tão frágil quanto uma taça de cristal…
Todo aquele que a merece não precisa se esforçar para continuar merecendo, pois sua essência já sustenta o que construiu.
Mas, uma vez que se desvia dela, seja por qualquer motivo, não é o tempo que a restaura, e sim a verdade, a constância e a coragem de reconstruir aquilo que foi quebrado.
Lamente a perda, porém somente o tempo necessário, após a superação coloque uma pedra e mude suas atitudes, seu modo e jeito de viver.
A tumba está vazia…
Ele vive!
Não mais preso à pedra,
mas habitando em corações limpos, livres de maldade
e cheios de amor verdadeiro.
Entre Delírios e Suavidades
Estrada de Chão Batido
Pedra quente de Assuntá
Como eu posso estar atrasado na vida
Se a vida é só minha
Não há atraso onde não há relógio, nem mapa pra chegar antes do vento
A vida é um rio que inventa seu curso, e eu, barco sem pressa, desenho meu tempo
Alguns correm na pista, outros voam sem asas
Planto sementes no chão da demora
O sol da pressa não queima minha pele, minha colheita é feita de agora
Não me digam que perdi passos, quando cada ausência foi um encontro
A estrada não é linha reta, é o desvio que trouxe meu canto
Se comparo meu ritmo ao dos outros, perco o compasso do meu próprio passo
Não há dívida no voo das andorinhas, nem calendário pro brotar dos mangues
Sou tarde e sou madrugada, o fruto que cai quando pesa
Minha vida não cabe nos ponteiros, ela dança onde o tempo não pressa
Não me medem por horas, mas por raízes e horizontes
Pois quem chega "tarde" demais
É
Quem traz as flores mais belas
Do seu andarilho lento
Que
Escreve versos no caminho
PEDRA & MAR..
Você se faz pedra, eu me faço mar.
Contra você me choco, explodo
e por suas imperfeições
me ponho a deslizar..
A dor é o peso que nos curva, mas também a pedra que afia nossa resistência.
Tatianne Ernesto S. Passaes
Ode a Xangô Agodô
Xangô, Senhor do Trovão,
pedra que ressoa justiça,
voz que ruge no coração das montanhas,
equilíbrio das balanças eternas...
Teu machado de dois gumes
corta as correntes da mentira,
derruba tronos injustos,
ergue os que vivem na verdade...
Agodô!
O fogo dos céus te saúda,
a pedra sagrada te reconhece,
e o som dos atabaques anuncia
a tua presença firme e reta...
Rei de Oyó,
Senhor das tempestades e dos raios,
teus olhos são relâmpagos
que iluminam os caminhos escuros,
teu coração é tribunal
onde só a verdade se assenta...
Xangô Agodô,
força que equilibra,
justiça que não falha,
pedra que sustenta,
voz que ecoa no vento,
e guia os filhos de fé...
Kaô Kabecilê!
Kaô Kabecilê, Xangô!
Que tua justiça nos ampare,
que tua força nos guie,
que tua luz nos proteja
neste mundo e além dele...
Kaô Kabecilê!
Eis que a terra estremece ao teu brado,
e o céu se rasga em trovões,
quando teu machado flamejante
desce sobre a mentira...
Xangô, Senhor dos relâmpagos,
juiz supremo dos vivos e mortos,
tuas mãos são rochedos incandescentes
que esmagam os falsos,
que sustentam os justos...
Agodô!
Teu fogo não perdoa,
teu raio não hesita,
tua pedra é sentença
que ninguém ousa contestar...
Rei que governa com justiça,
tua ira é purificação,
tua força é espada de luz,
teu nome é eco que dilacera o silêncio
nas gargantas do tempo...
Kaô Kabecilê!
Kaô, Xangô Agodô!
No teu tribunal de trovões,
as lágrimas viram rios de libertação
e o grito do oprimido
se ergue em vitória...
Xangô,
quando a chuva cai serena
e o trovão murmura no horizonte,
sinto tua presença
como um abraço de pedra e vento...
Teu machado não me assusta,
ele me consola:
sei que corta apenas
o que não é verdadeiro...
Agodô,
és justiça que acaricia,
és força que embala,
és rocha onde posso repousar
meu coração cansado...
Kaô Kabecilê, meu Pai,
teu raio me guia,
teu trovão me embala,
teu silêncio é o templo
onde descanso minha fé...
No altar das pedras,
acendo minha gratidão:
por tua retidão que me ensina,
por tua firmeza que me sustenta,
por tua luz que me ampara...
Kaô Kabecilê!
Kaô Kabecilê, Xangô!
✍©️@MiriamDaCosta
*Xangô Agodô é uma qualidade antiga e elevada de Xangô, o Orixá da justiça, do trovão e do fogo, sendo considerado o "Xangô velho" e o mais antigo e sábio rei. Ele representa a justiça divina e ancestral, governando com equilíbrio e firmeza, e é frequentemente associado a pedras, pedreiras e ao poder da escrita e das leis.
Quando a pedra do passado repousa no rio do presente, a sabedoria flui como as águas, moldando um futuro sereno."
Às vezes, me sinto um talvez
uma hora vaga,
uma pedra perdida
algo que tiraram do lugar que encontraram.
E por uma péssima escolha,
acarretou péssimos resultados.
Eu desisti dela
E desisti do mundo.
Dessa selva de pedra
Onde o absurdo é natural
Mas até o amor virou pecado.
Eu desisti porque cansei
De limpar as minhas feridas
E de observar todo o horror
Naturalizado no mundo que destruímos
Mesmo ele sendo
A nossa única casa.
Eu sinto demais
Para sobreviver a esta barbárie.
Não quero mais ser forte.
Não quero sarar outra ferida.
Não quero outra decepção.
Simplesmente cansei da vida.
- Marcela Lobato
A natureza nos ensina a contemplação; por vezes, tropeçar na pedra que está em seu caminho pode não ser apenas coincidência.
Reno Fioraso
"Eu cunhei numa pedra o que meu espírito inflamava,
Como fingir que a verdade rabisca
A noite veio, em meu peito , mentindo ser meio dia,
Para que o fogo em cinza renuncie.
Renuncie o passo de quem se pôs longe, mesmo antes estando tão perto
Quando a fonte seca, o ídolo quebra
Então fiz do meu cuidado o silêncio de um monge,
Então minha alma no escuro celebrou
Celebrou o ciclo que a luz justificou,
Um retorno sagrado que o tempo concede.
O que foi sombra, em primavera desabrocha,
Em Deus que escuta quem sem timidez lhe implora."
Frei Douglas Xavier . Abril de 2026.
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