Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Um sonho que vira pesadelo um lobo em pele de cordeiro uma riqueza limitada uma pedra nada rara, uma alegria passageira o porvir é a tristeza, uma presença solitária, uma boca que mesmo falando tudo não dizia nada.
Pedra de tropeço
Ninguém tropeça em montanha, tropeçamos em pequenas pedras.
Essas pequenas coisas podem ser: Falta de caráter, de humildade, de respeito, podem ser, arrogância, agressão, violência, preconceito,
Tronco de Solidariedade
Da pedra bruta ao bloco bem talhado,
Erguemos templos de amor, de lei e de verdade.
Mas no mais puro rito, no ato alado,
Nasce a essência: o Tronco da Solidariedade.
Não é só o metal, o que se deposita,
É um gesto mudo, de alma rara
Na mão que acredita,
Uma estendida e a outra ampara.
O tronco que gira, na penumbra branda,
Não busca aplausos, nem vaidade vã,
Mas o sustento a quem mais demanda,
O alívio a quem geme, ao cair da manhã.
É a viúva em luto,
O órfão sem norte,
O irmão que tropeça,
O fardo que oprime
Neste ato que se espressa
É a chance de vida, de sorte, em sorte,
O preceito que a cada um exprime.
Que a mão que recebe, ao abrir o obstáculo,
Não veja só o ouro, a moeda que cai,
No ato que faz sem báculo,
Do amor que une, que nunca retrai.
Entre Delírios e Suavidades
Estrada de Chão Batido
Pedra quente de Assuntá
Como eu posso estar atrasado na vida
Se a vida é só minha
Não há atraso onde não há relógio, nem mapa pra chegar antes do vento
A vida é um rio que inventa seu curso, e eu, barco sem pressa, desenho meu tempo
Alguns correm na pista, outros voam sem asas
Planto sementes no chão da demora
O sol da pressa não queima minha pele, minha colheita é feita de agora
Não me digam que perdi passos, quando cada ausência foi um encontro
A estrada não é linha reta, é o desvio que trouxe meu canto
Se comparo meu ritmo ao dos outros, perco o compasso do meu próprio passo
Não há dívida no voo das andorinhas, nem calendário pro brotar dos mangues
Sou tarde e sou madrugada, o fruto que cai quando pesa
Minha vida não cabe nos ponteiros, ela dança onde o tempo não pressa
Não me medem por horas, mas por raízes e horizontes
Pois quem chega "tarde" demais
É
Quem traz as flores mais belas
Do seu andarilho lento
Que
Escreve versos no caminho
Ela levantou-se em todas as quedas, nenhuma pedra no caminho a fez recuar.
Sorriu, chorou, perdeu, ela persistiu e não se rendeu.
Ressignificar é sua chave mestra para o todos os processos.
Eu desisti dela
E desisti do mundo.
Dessa selva de pedra
Onde o absurdo é natural
Mas até o amor virou pecado.
Eu desisti porque cansei
De limpar as minhas feridas
E de observar todo o horror
Naturalizado no mundo que destruímos
Mesmo ele sendo
A nossa única casa.
Eu sinto demais
Para sobreviver a esta barbárie.
Não quero mais ser forte.
Não quero sarar outra ferida.
Não quero outra decepção.
Simplesmente cansei da vida.
- Marcela Lobato
A Lapidação das Almas
Cada ser humano é uma pedra bruta.
Uns nascem como diamantes escondidos no carvão, outros como esmeraldas com rachaduras que contam histórias. Nenhum nasce pronto. Nenhum nasce polido.
A vida é o lapidador.
E cada golpe, cada perda, cada recomeço é uma passada do disco que remove as arestas.
Dói, sim. Mas é na dor que o brilho nasce.
É no atrito que a alma aprende a refletir luz.
Tem gente que brilha rápido. Tem gente que demora um pouco mais.
Mas brilho verdadeiro não é só reflexo — é resistência.
A pedra que suporta o processo sem se quebrar é a que mais vale.
Agora, tem algo que o mundo ainda precisa entender:
No mercado das pedras, o valor muda conforme a cor.
Na vida também.
Quantas vezes nossa cor, nosso jeito, nossa origem fazem o mundo tentar colocar preço onde devia haver respeito?
Mas a verdade é que cor nenhuma diminui brilho algum.
O brilho é interno. É alma. É essência.
E nenhuma mão humana pode apagar o reflexo de quem foi lapidado por dentro.
Somos pedras raras, moldadas pelo tempo, polidas pela dor e destinadas a refletir a luz que um dia tentaram apagar.
Uns tentarão nos comparar, mas o lapidador sabe:
não existe brilho igual — existe brilho verdadeiro.
E talvez ser lapidado doa, mas permanecer bruto custa o brilho que o mundo precisava ver.
ReflexãoDaAlma LapidaçãoHumana EngenhariaDaAlma BrilhoInterior
—Purificação
"Meus olhos de pedra sangram
Flanela mergulhada em fantasmas
Meu sossego inquieto, desatino
Mesmo que for bom, transformo em nada"
(estrofe do poema: Medusa)
Deus não habita em templos ou igrejas de pedra feito por mãos humanas como se necessitasse de adoração e do dinheiro de quem paga o dízimo e faz as suas ofertas aos sacerdotes(líderes) ali naquele sistema.
A verdadeira pedra a ser polida não está no templo de pedra, mas no coração que aprende a brilhar no silêncio.
Existem pessoas que caminham pelo mundo como se fossem de pedra: não sentem dor, não sentem alegria, não sentem empatia. Para elas, lágrimas alheias são apenas água escorrendo, e sorrisos, nada além de gestos inúteis. O coração delas parece um vazio impenetrável, um espaço onde emoções nunca conseguiram morar.
Conversar com essas pessoas é falar com o vento: palavras passam, mas não deixam marca. Elas julgam, manipulam, decidem e ferem, sempre calculando o que lhes convém, sem qualquer peso na consciência. A ausência de sentimentos lhes dá força, mas também revela fragilidade: porque ninguém que não sente realmente vive, apenas existe.
E é aí que o mundo percebe: ter sentimentos não é fraqueza. A fraqueza está em não sentir nada, em reduzir a vida a números, vantagens e aparências, enquanto o restante de nós continua a sentir, a amar, a sofrer… e a ser humano.
Glaucia Araújo
A muralha imponente, de pedra e altivez,
Que o mundo enxergava em sua solidez.
Um sorriso sereno, um olhar a brilhar,
Ninguém via a guerra travada no lugar.
Pois dentro do forte, que a todos guardava,
Havia um silêncio onde nada restava.
Apenas ruínas, o eco de uma dor,
De um mundo que em cacos perdeu sua cor.
Por fora, um rochedo a enfrentar o mar,
Por dentro, a areia que o tempo vai levar.
Ainda ontem, menino, eu era porreta. Arremessava pedra no infinito, certo de que acertaria o impossível. Me encantava por qualquer menina que cruzasse meu olhar.Tocava campainha e voava, sem jamais olhar para trás.Rasgava o dedão ao chutar bola descalço,chorava o desprezo do dia,perdia o sono por causa do “não” da menina que eu gostava.Hoje, me cobro por não ser e por não poder mais ser “aquele menino” que outro fui!
Fé
Eu não vi a luz.
Mas caminhei.
Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.
A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.
Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.
O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.
E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.
Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.
E mesmo assim, eu disse: amém.
Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.
É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.
E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.
Mas o que pulsa dentro, não se apaga.
Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.
E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.
De pedra em pedra a gente vai se melhorando, com muito esforço e coragem. Cada erro ensina, cada queda fortalece. De passo em passo a gente chega lá, o segredo é não parar. Quem insiste, vence. Quem acredita, alcança. Tudo cresce com tempo e cuidado — inclusive você. A força vem dos dias difíceis, não desista agora. Tijolo por tijolo, a gente constrói um futuro melhor. Não precisa ser rápido, só precisa continuar. Mesmo cansado, vá, porque o cansaço passa e o resultado fica. Tudo que é bonito leva tempo pra florescer — tenha paciência e fé. O caminho é longo, mas cada passo é uma vitória.
Lapidação Humana
Nem toda pedra que brilha nasceu pronta.
Algumas precisaram suportar golpes, perdas e recomeços até refletirem luz.
A dor não apaga o brilho — ela revela.
Ser lapidado dói, mas permanecer bruto custa o brilho que o mundo precisava ver.
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— Purificação
O Alicerce Invisível
Não se trata de erguer muros de pedra, nem de vestir armaduras de metal, pois o que é rígido, no impacto, se quebra, e o que é fechado, se torna refém do mal.
A verdadeira força é silenciosa e interna, é o nó que não solta, a raiz que aprofunda. É criar em si mesmo uma morada eterna, que não se abala quando a terra inunda.
Saber quem se é, com sombra e com luz, é ter o mapa e a bússola na palma da mão. É carregar o próprio peso sem que ele seja cruz, é ser o mestre da própria embarcação.
Assim, o mundo pode soprar o seu vento, pode mudar a cor, o tom e a direção, que você transita, firme em seu movimento, inteiro no corpo, intacto no coração.
Com Deus ao nosso lado, cada pedra do caminho deixa de ser obstáculo e se torna alicerce. Juntamos uma a uma, com fé e perseverança, para construir o castelo da nossa vida, onde a Graça do Senhor é muralha que nos protege, e o Seu Amor, o teto que nos abriga todos os dias.
Há corações que se tornaram endurecidos como pedra. Mesmo diante dos milagres, permanecem cegos às maravilhas que Deus realiza todos os dias. No entanto, o Senhor, em sua Infinita Bondade, continua a derramar Graça, Amor e Misericórdia sobre aqueles que O reconhecem como Pai.
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