Quem sou eu nesse Mundo Tao Confuso
Eu não imploro amor.
Meu coração não sabe rastejar
por quem escolhe não ficar.
Amor de verdade tem peso,
tem nome dito sem medo,
tem presença que não vacila
quando o silêncio tenta enganar.
Não peço atenção.
Quem sente, oferece.
Quem quer, permanece.
Quem ama, não faz do sumiço
um teste de resistência.
Cansei de esperar por gestos mínimos, por palavras atrasadas,
por afetos que chegam cansados.
Meu amor é grande demais
para caber em descaso.
Se preciso pedir, não é amor.
Se preciso insistir, é ausência.
E ausência não se romantiza,
se enfrenta ou se deixa.
Prefiro a dor limpa da despedida
à esperança enganosa de quem nunca vem.
Porque amar não é implorar para ficar, é ser escolhido sem pedir.
Sou intenso, sou inteiro,
sou feito de sentimento verdadeiro
e por isso mesmo não aceito migalhas disfarçadas de amor.
Clayton Leite
Quem luta por herança também, talvez diga: O amor não foi o suficiente. O oposto disso seria: Eu entendia que não valia a pena lutar por herança, pois o amor que recebi foi mais do que o suficiente
Dizem que para ser feliz temos que encontrar a felicidade. mas quem disse que eu quero encontrar a felicidade.eu só preciso encontrar você!
Eu sei que a culpa é da filosofia que não explica direito a quem não entende o que seja essa tal filosofia. – mas a filosofia é pessoal e cada pessoa deve buscar o seu ápice pessoal de entender, primeiro, sua filosofia de vida, depois, se caso possa, se for capaz, integrar as outras filosofias de vida na sua vida, mas, de maneira que se acrescente para somar, não para saquear, furtar, roubar ou destruir. – será que isso é possível? – se é possível eu não sei. – o que sei é que, se você continuar acreditando nas suas próprias convicções, quem poderá dizer que você não há de conseguir? – eu pessoalmente não chegarei a tanto. – não ousarei em dizer. – mas posso dizer; quem falou que você não consegue?
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar.
A escolher quem eu quero do meu Lado.
A me distanciar de quem não me faz bem.
A separar o que é verdadeiro do que é apenas interesse.
A viver de forma digna mesmo tendo pouco.
A nunca querer muito para ser feliz.
A encontrar prazer nas pequenas coisas e acontecimentos.
A valorizar somente aqueles que também me dão valor.
A nunca simular afeição por ninguém.
A viver é proceder conforme minha consciência.
A nunca prejudicar ou fazer mal a quem quer que seja.
A confiar em Deus e nunca duvidar do poder da fé.
Não te esqueças, meu amor
Que quem mais te amou, fui eu
Sempre foi o teu calor
Que minha alma aqueceu
E num sonho para dois ( a criação)
Viveremos a cantar
A cantar o amor, Diana
Nos teus braços, sem querer
Quase sempre vou parar
Não consigo te esquecer
Oh, Diana, vem sonhar
E eu te quero, meu amor
Vem trazer-me o teu calor
Vem viver pra mim, Diana
Carlos Gonzaga
Diana
Eu não lembrava quem era, criei uma realidade no modo aleatório de frequências, até eu juntar todas e lembrar de mim, conforme cada um me entregava algo em meio aos cenários da vida.
Agindo no modo aleatório comigo, cada um uma bagunça cósmica de frequências.
Com isso, não sabia o que era amor. Completo, nem que eu sou Eros e ela é Psyque.
Eu já cai, e quem nunca caiu?
Eu já me parte em muitos pedaços, todos nós somos frágeis com vaso de barro, E quem nunca se quebrou e ainda está completamente inteiro sem nenhuma rachadura?
Eu levei meus pedaços a Deus, e ele não só me restaurou como me fortaleceu e protegeu, me revestiu de uma armadura. E quem crê clame a Deus só Ele restaura, fortalece e junta cada pedacinho seu! Louvado seja Deus!
Ser forte é olhar dentro dos olhos de quem nos decepcionou, e dizer com a sinceridade do coração: eu te dou uma chance e te perdoo! O forte desta atitude está na oportunidade que damos ao outro de retratar-se, acompanhado do perdão. Perdoar nem sempre é esquecer; é saber viver com o ocorrido e não deixar que isso torne-se sombra em nossa vida. Elias Torres
Deriva
Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.
Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.
Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.
Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.
Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.
Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.
Eu te desejo.
Mas não te desejo como quem tem fome.
Te desejo como quem deseja pele.
Pele que não é pele, pele que é carinho, cobertor.
Pele como a tua, que é o silêncio, a música.. pele que é dor.
Eu não desejo teu corpo, desejo tua presença.
Ouvir tua respiração, sentir o colchão afundar com teu peso ao meu lado.
Silêncio. Apenas silêncio..
Silêncio pesado, poético, como se o simples fato de existir junto contigo já fosse íntimo demais..
E talvez seja.
Não é sobre o ato.
Não é sobre querer-te nu.
É sobre fechar os olhos.
Não para imaginar o corpo,
Mas sim pra sentir
A ideia dele ali.
A proximidade. O toque. A respiração.
É bonito.
Melancólico.
Poético, quase erótico.
Não é por te querer por inteiro, mas sim, por te querer por perto.
E assim, eu deixo guardado no peito..
Esperando por um toque que nunca será feito..
Tudo fica estático.
E o que faz as coisas voltarem a girar é a tua imagem.
O ofício do sofrimento
Há quem trabalhe com ferro,
há quem negocie o trigo do dia —
eu assino recibos invisíveis
de uma dor que não tem firma aberta.
Bato ponto no escuro.
Pontual, o peito comparece
antes mesmo de mim.
Ele conhece o caminho.
Minha mesa é feita de memórias,
minha ferramenta, o silêncio.
Com ela aparo excessos de esperança,
lixo fino que insiste em brotar.
Aprendi técnicas:
respirar enquanto pesa,
sorrir enquanto rasga,
responder “tudo bem” com letra legível.
O sofrimento exige método.
Não aceita amadores —
cobra constância,
cobra presença integral.
Nos intervalos, tento descanso,
mas ele confere meus passos
como chefe antigo
que mora dentro da casa.
À noite arquivo o dia
em gavetas que nunca fecham.
O eco continua trabalhando
depois que o corpo desliga.
E ainda assim,
no rodapé de cada jornada,
há uma cláusula pequena:
quem suporta o peso
aprende secretamente
a reconhecer o leve.
Tem quem diga 'eu gosto de você', mas gosta pelo bem que recebe deste alguém, pois ao deixar de receber esse bem o gostar também se esvai. O sentido em gostar, cuidar e até amar não está só em receber, mas no quanto de bem nos dispomos a fazer por alguém a quem dizemos gostar.
Porque é que te vivi?
E deixei de ser quem eu era
Para nunca mais o poder ser?
É quando eu acho que tenho tudo sob controlo
Que controlar-me é suficiente
Que me perco
Acho que esse é o problema do fogo
Tu não te queimas a menos que acredites que ele não te vai magoar
Quando te aproximas o calor é conforto
Mas só quando entras é que percebes quе também ardes
Ardemos os dois
Será quе ele percebe que me queima?
Será que é só a mim?
Será que também sofre por não saber o porquê da cinza?
São estas dúvidas que me agarram a mão
Onde acaba ele e começo eu
Quando é que deixa de arder?
Se arde espera que cure
Mas mesmo o que cura deixa cicatrizes
Eu não tenho ar para todas neste ato.
Até quem torcia o nariz quando eu passava
Teve que ceder e me aplaudir
A melhor vingança foi a evolução
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