Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar

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Enquanto eles preparam os ouvidos para o seu grito, desarme-os com o seu olhar de quem já venceu.

“Sou um produto onde o rotulo identifica quem sou”.

“Há quem ache no barulho, um ritmo para dançar.”

"Quem tem alma de palhaço, qualquer lugar vira um circo."

⁠“Há quem desafie os raios para dançar na chuva.”

⁠“Quem desperdiça o conhecimento nunca fica rico.”

Quem teme a verdade vive metade.

O sucesso chega pra quem carrega coragem no peito, constância na mente e fé no coração.

Feridas são de quem vai, traumas ferem quem chega.

Engane-se quem julga que os agentes da autoridade protegem os desordeiros, pois alguns "pulhiciais" *), por transtornos psíquicos (descompensados), preservam apenas a desordem.


* Obs.:

Pulhiciais deriva do adjectivo pulha para qualificar alguém ou alguma atitude como desprezível, baixa, vil ou sem caráter.

⁠⁠Me diga: quem te constituiu juiz sobre a vida de alguém?
Por que acreditas que podes abrir tua boca e proferir qualquer julgamento sobre o outro?
De longe és a pessoa mais imperfeita. A começar por se importar tanto com a vida alheia que esquece da sua.

⁠Quem me dera pudesse preencher esse vazio comigo mesma.

Engana-se quem julga a Depressão como doença de alguém frágil. Muitas vezes, ela habita justamente quem suportou demais em silêncio, quem guardou dores para si, acumulou cansaços, varreu feridas para debaixo do tapete e colocou a própria dor no bolso para cuidar depois.


A Depressão costuma chegar como um grito silencioso, um pedido de socorro daquilo que foi negligenciado por tempo demais. Surge como limite, convocando a pessoa a reorganizar a bagunça emocional acumulada dentro de si, quando o corpo e a mente já não conseguem sustentar tanto peso calado.


É invisível aos olhos de muitos, mas profunda e devastadora para quem a enfrenta. A Depressão é como um câncer na alma: silenciosa, corrosiva e, muitas vezes, letal em seus efeitos.


Por isso, não é fraqueza, não é drama, não é falta de vontade. É sofrimento real que precisa de acolhimento, escuta, cuidado e tratamento.

As pessoas inteligentes promovem o ambiente e conquistam com quem querem celebrar a vida. ⁠

Quem tem cicatrizes
Sempre terá perguntas
Que por mais que anseia ter respostas
Tem também o medo de saber.

Quem tem cicatrizes
Tem também respostas
Que jamais quer externar.
Preferindo o silêncio
E o marejar das lágrimas.

Quem tem cicatrizes
Tem perguntas
Tem respostas
Tem saudades da sanidade
Da vida sem medo.

Num mundo frio, de amizades por dinheiro, saber quem é verdadeiro, são os nossos grandes desafios, amigos são aqueles que te acolheram quando seus bolsos eram vazios.

⁠"Quem ama de verdade vai embora?"

Essa pergunta fica na minha mente enquanto tento entender as reviravoltas dos meus sentimentos. Amar de verdade significa ficar, enfrentar os desafios, perseverar juntos, certo? Ou será que, às vezes, amar de verdade implica deixar ir, afastar-se para permitir que ambos cresçam e se encontrem de novo, ou talvez para sempre?

Eu me pergunto se aqueles que realmente amam podem partir, não por falta de amor, mas por excesso dele. Pode ser que o amor verdadeiro seja capaz de perceber quando a presença contínua causa mais dor do que alegria. Pode ser que amar de verdade envolva ter a coragem de reconhecer que a distância, embora dolorosa, é necessária.

Penso nas histórias que conheço, nas pessoas que amaram intensamente, mas que, em algum momento, sentiram que era preciso partir. Seria falta de amor ou uma expressão profunda dele? Amar alguém significa, antes de tudo, querer o bem dessa pessoa. E se o bem dela não incluir a minha presença constante? E se minha ausência abrir espaço para algo melhor, mais saudável?

Às vezes, acho que insistimos em ficar porque temos medo da solidão, do desconhecido, de enfrentar a vida sem a pessoa que amamos. Mas o amor verdadeiro não deveria ser altruísta, colocando as necessidades do outro à frente das nossas próprias inseguranças? Talvez partir seja um ato de amor tanto quanto ficar, quando ficar significa sufocar o crescimento, a felicidade e a liberdade do outro.

Essa dúvida persiste e me faz refletir sobre a natureza do amor. Será que aprendi que o amor verdadeiro é sinônimo de permanência porque é mais reconfortante acreditar nisso? Porque é mais simples pensar que o amor é uma força que supera tudo, sem exceção? No entanto, a realidade é complexa, cheia de nuances que desafiam as definições rígidas.

Concluo que, talvez, amar de verdade seja aceitar que não há uma resposta única ou simples. Cada relação, cada circunstância é única. Às vezes, amar de verdade pode significar ir embora para permitir que a vida siga seu curso natural, para que ambos possam encontrar a paz, a felicidade e o crescimento que merecem.

E assim, me encontro em meio a essa reflexão contínua, sem respostas definitivas, mas com uma compreensão mais profunda de que o amor verdadeiro pode, sim, implicar em deixar ir. Amar é um ato corajoso, seja na permanência ou na partida. Amar é, acima de tudo, sacrificar.

Mas quem nasceu pra lagartixa
Nunca chega a jacaré,
Eu já gastei todas as fichas
Por causa dessa mulher
Ela não gosta de samba,
Ela não anda a pé,
Ela é bonita pra caramba
E não dá mole "pra ralé"
(Tô em liquidação)

Soneto do Teu Corpo

Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.

Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas
Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Como em teus bosques. bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos.
Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca.
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso

Quem vai te abraçar?
Me fala quem vai te socorrer
Quando chover e acabar a luz
Pra quem você vai correr?

E quem vai me levar
Entre as estrelas, quem vai fazer
Toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?