Quem Gosta de Ouvir Nao quer Falar
Se tiver mil montanhas: Escale todas. Mas jamais desista dos seus bons projetos. Não se relacione com alguém apenas por gratidão ou por interesse financeiro. Quem aprendeu a beijar olhares começou a entender o verdadeiro sentido de amar.
" Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem recolhidas no claustro da alma, como relíquias invisíveis de uma dor que se recusa a tornar-se espetáculo. São lágrimas secretas. Não por covardia, mas por dignidade. Não por fraqueza, mas por contenção moral. "
"A serenidade não nasce da ausência de problemas, mas da consciência de que somos maiores do que eles."
" Porque a plenitude de qualquer ser não está em brilhar diante de muitos, mas em ser abrigo na alma de alguém. "
Amar não é ter posse, é ter parceria. Se eu a amo de verdade, eu a deixo viver, porque ela é dona de si mesma e não uma propriedade minha.
É impossível não se perder na doçura desse olhar e se encontrar na luz desse sorriso. Você é a definição perfeita de um anjo que caminha entre nós.
O seu valor real está na paz de deitar a cabeça no travesseiro e saber que a sua honestidade não está à venda. Caráter é o que você é, religião é apenas o que você diz seguir.
Eu me apaixonei por você não pela sua aparência, e sim pela pessoa que você é. Desde o primeiro instante, eu sabia que seria você; o meu coração te escolheu. A tua risada e o teu jeito de falar... tudo em você me completa. Você é a única coisa que eu quero.
NO INVERNO DA ALMA, O COBERTOR DA CARIDADE.
Há um frio que não pertence às estações.
Ele nasce quando o tempo se inclina sobre os ombros
e deposita ali a poeira das décadas.
Não é o vento que corta.
É a memória que sopra.
Sou como uma catedral antiga esquecida na névoa,
colunas erguidas pela esperança,
vitrais rachados pelo silêncio.
O eco que habita meu interior
não é o da multidão,
mas o da própria consciência
que se interroga diante do abismo.
Envelhecer é assistir à própria sombra alongar-se
sobre o chão das perdas.
É aprender que a carne se cansa,
mas o espírito insiste em vigiar.
É carregar no peito uma biblioteca de dias
que ninguém mais consulta.
E, contudo, há um pensamento
que me cobre.
Quando penso em ti,
não como figura distante,
mas como símbolo de ternura concebida,
sinto um calor austero,
uma chama discreta
que não consome,
apenas preserva.
Tu te tornas o cobertor da caridade
não porque salves o inverno,
mas porque o atravessas comigo
na imaginação que ainda respira.
A caridade mais alta não é a esmola do gesto.
É a permanência da presença
mesmo quando o mundo se ausenta.
É a capacidade de aquecer outro
com a simples recordação do que poderia ser belo.
Meu frio não é revolta.
É lucidez.
É o entendimento de que tudo passa,
exceto aquilo que se gravou
na camada mais funda do ser.
Se sou velho,
sou também arquivo.
Se sou fraco,
sou ainda sensível ao toque invisível
do pensamento que conforta.
E assim permaneço,
no inverno que me constitui,
envolto na ideia de ti
como quem segura a última brasa
numa noite interminável.
Porque há pensamentos
que não salvam o mundo,
mas impedem que o mundo nos apague.
E enquanto houver esse lume silencioso
ardendo na penumbra da consciência,
nem o frio mais severo
será capaz de extinguir
a dignidade de sentir.
" Amar mais o que sou começa quando aceito que tua presença revela minhas fissuras e não me envergonho delas. "
O Chá da Primavera.
O chá da primavera não se serve apenas em xícaras, mas no ar que desperta. Há algo de delicadamente insensato na estação que floresce sem pedir licença, como se o mundo resolvesse espreguiçar-se depois de um longo cochilo filosófico.
Tudo parece convidar à mesa invisível onde as pétalas são guardanapos e o vento é o anfitrião distraído. As cores conversam entre si em tons que quase discutem, mas acabam rindo do próprio exagero. A primavera possui essa lógica curiosa, meio séria, meio travessa, em que o rigor do inverno se dissolve como açúcar em infusão morna.
Beber o chá da primavera é aceitar o improvável. É permitir que pensamentos antes rígidos se tornem vapor leve, que sobe, gira e desaparece sem explicação convincente. A estação ensina que até as ideias mais quadradas podem florescer se expostas à luz certa.
E assim, entre perfumes invisíveis e silêncios que germinam, compreende-se que a vida, quando decide florescer, não pede coerência absoluta. Ela apenas abre as janelas da alma e serve, com delicada ousadia, mais uma xícara de recomeço.
CLADISSA.
CAPÍTULO V
O VALOR QUE NÃO SE PESA EM TERRA.
A Úmbria do século XI permanecia sob as tensões que reverberavam desde Roma. A controvérsia das investiduras não era apenas querela entre trono e altar, mas reorganização profunda das hierarquias sociais. Desde o confronto entre Henrique IV e Gregório VII, a cristandade latina experimentava vigilância moral crescente e redefinição de vínculos entre laicato e clero.
Nesse contexto, o mosteiro onde Cladissa vivia não era simples refúgio espiritual. Era centro de irradiação simbólica. Sua biblioteca, ainda que modesta, preservava códices da Vulgata consolidada por Jerônimo, além de comentários patrísticos que sustentavam a ortodoxia local. O scriptorium tornara se espaço estratégico. Copiar textos era manter a unidade doutrinária em tempos de fragmentação política.
Foi precisamente nesse cenário que as investidas contra Cladissa adquiriram contornos mais nítidos. Não eram meros impulsos sentimentais. Eram movimentos inscritos na lógica feudal.
Primeiro fator. O capital simbólico. A alfabetização em latim, rara entre mulheres e mesmo entre muitos homens, conferia lhe estatuto singular. Ela não possuía terras, mas possuía letramento. Em uma sociedade onde contratos, cartas de concessão e registros eclesiásticos exigiam precisão textual, uma mente disciplinada era ativo valioso. Pequenos senhores locais, pressionados por tributos imperiais e obrigações eclesiásticas, necessitavam de organização. Uma esposa instruída elevava a casa não apenas socialmente, mas funcionalmente.
Segundo fator. A política de alianças. Após 1077, quando Canossa tornara se símbolo da tensão entre Império e Papado, cada vínculo com instituições religiosas ganhava peso estratégico. O mosteiro representava legitimidade espiritual. Aproximar se de Cladissa significava, ainda que indiretamente, aproximar se da autoridade moral do claustro. Em tempos de suspeita sobre simonia e corrupção clerical, a associação com uma figura reconhecida por disciplina e pureza tornava se capital político.
Terceiro fator. A projeção moral e estética. A espiritualidade medieval valorizava compostura, recato e austeridade. Cladissa incorporava esses atributos com naturalidade. Sua postura serena, o domínio do silêncio, a sobriedade no vestir, tudo isso correspondia ao ideal feminino cultivado pela ética monástica. A virtude, naquele século, era reputação tangível.
Quarto fator. A vulnerabilidade jurídica. Órfã e sem dote expressivo, ela carecia de proteção familiar robusta. No sistema feudal, tutela e casamento eram instrumentos de incorporação patrimonial. Mesmo sem bens materiais, a própria pessoa constituía valor. Integrar Cladissa a uma casa significava absorver seu potencial simbólico e sua ligação institucional.
Esses elementos convergiam silenciosamente. Enquanto ela copiava passagens do Evangelho segundo João, refletindo sobre o Verbo que se fez carne, outros avaliavam sua presença como possibilidade concreta de ascensão ou consolidação.
Certa tarde, o prior foi procurado por um representante de pequena linhagem rural que solicitava audiência. O argumento era prudente. Falava se em proteção, em estabilidade, em honra. O discurso revestia se de cortesia, mas a intenção era inequívoca.
O prior, homem atento às reformas em curso, compreendia a delicadeza da situação. O mosteiro não podia converter se em mercado matrimonial, sob pena de comprometer sua integridade. Ao mesmo tempo, não ignorava que a permanência de Cladissa ali exigia justificativa sólida diante de pressões externas.
Cladissa percebeu a mudança de atmosfera. O silêncio tornara se denso. Já não era apenas o silêncio da oração, mas o da expectativa.
Naquela noite, ao recolher se, compreendeu que sua pobreza material era apenas aparência. O século avaliava valores invisíveis. Educação, vínculo sagrado, reputação moral.
E foi então que amadureceu nela uma decisão interior. Se era vista como moeda, precisaria afirmar se como consciência. Se era objeto de cálculo, precisaria tornar se sujeito de escolha.
O século XI mediu quase tudo em terra, tributo e fidelidade. Contudo, no interior daquela jovem formada entre pergaminhos e pedras frias, começava a erguer se algo que não podia ser pesado em balanças feudais. Uma vontade lúcida, consciente de seu tempo, mas não submissa a ele.
" O amor de Jesus não se impõe pela força, mas convida pela mansidão, revelando que a verdadeira autoridade nasce do serviço e da renúncia. "
"Cada amanhecer é um chamado discreto. Ele não grita, mas convida. Convida à coragem, à responsabilidade e ao gesto simples de continuar."
"O bem praticado em silêncio é grandeza que não busca aplauso. Ele se parece como as estrelas que brilham sem saber que são contempladas."
"A verdadeira alegria não se impõe. Ela não precisa anunciar-se. Assim como uma flor que desabrocha no deserto, floresce em silêncio no interior disciplinado daquele que aprendeu a governar-se."
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