Quem Ama Nao Erra
Só quem conhece o Jogo de xadrez, sabe o prejuízo de mexer a pedra errada... A ação têm o mesmo reflexo à nossa vida cotiana, devemos pensar muito bem antes de tomar qualquer decisão; para que a mesma não seja precipitada. Pois nem sempre podemos reverter os atos errôneo que praticamos.
Só entenderá o quanto pesa um fardo de responsabilidade quem o carrega, quem estar apenas olhando o tamanho do volume, ficará apenas levantando hipóteses e julgando que é leve.
À medida que o tempo passa, descobrimos quem são os amigos de verdade e quais parentes realmente torcem pelo nosso sucesso. O tempo é o grande revelador, mostrando quem está ao nosso lado nos momentos bons e ruins, e quem verdadeiramente quer ver nosso crescimento e felicidade. Não há nada mais esclarecedor do que o tempo para expor essas realidades.
Todos temos as mesmas 24 horas, mas é a quem escolhemos dedicar nosso tempo que revela quem realmente importa para nós; onde não há dedicação, não falta tempo, falta interesse.
As Dores que Escolhi Carregar
Dizia que me amava, mas amava como quem repete um verso decorado, sem sentir o peso das palavras. Amava a ideia de me amar, mas não a mim. Porque, na prática, eu me deixava para depois. Quando choveu, encarei as gotas sem guarda-chuva, aceitando o frio como se meu corpo não merecesse abrigo. Quando a febre me queimou, deixei que ela ardesse, porque gastar com remédio parecia um capricho supérfluo.
E os sapatos que me feriam? Caminhei com eles, como quem carrega um fardo invisível, fingindo que a dor era pequena. Porque, no fundo, acreditava que suportar as feridas fazia parte de existir, fazia parte de ser eu.
Mas o que mais me machucava não era a febre, nem os sapatos. Era o silêncio que guardava quando alguém me feria. Eu calava e, pior, tentava compreender. Tentava justificar os golpes que recebia, como se fosse justo aceitar ofensas, palavras ríspidas e gestos que me cortavam. Perdoava antes mesmo que me pedissem perdão, carregando culpas que nunca foram minhas, tornando-me um depósito para dores que não me pertenciam.
Hoje, olhando meu reflexo, não vejo apenas um rosto marcado pelo tempo. Vejo uma pergunta que ecoa: o que é, afinal, esse amor que digo ter por mim mesmo? Será que amar-me é só esse hábito vazio, essa rotina de sobrevivência? Ou será que amar-me é algo maior, mais profundo?
Talvez amar-me seja o gesto simples de abrir o guarda-chuva na tempestade, de trocar os sapatos que me machucam, de tratar minhas feridas com o cuidado que sempre ofereci ao mundo. Talvez seja entender que minha dor também importa, que meu coração merece repouso, e que o amor que dou ao outro só tem valor se primeiro eu souber oferecê-lo a mim mesmo.
Se for isso, amar-me será um desafio diário. Uma escolha nova a cada manhã. Mas é uma escolha que preciso fazer, porque percebo agora: não sou terreno de passagem para o peso alheio. Sou uma casa que merece abrigo, uma estrada que também precisa de cuidado. Amar-me, enfim, é aceitar que eu não fui feito para ser silêncio, mas para ser inteiro.
Quem vive reclamando estaciona no problema e perde a direção da promessa. Enquanto a boca se ocupa em murmurar, os pés deixam de avançar. Reclamar é andar em círculos no deserto, é gastar energia falando do que falta em vez de construir com o que já se tem. Quem quer crescer troca a queixa por atitude e a murmuração por fé.
A multidão dos homens apregoa a sua própria bondade, porém o homem fidedigno quem o achará?
Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.
Romanos 14:4
Quem administra bem a adversidade demonstra inteligência, mas quem cuida das pessoas revela sabedoria.
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