Quem Ama Nao Erra

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A direita sabe que a esquerda não pode convencer o inteligente, só pode enganar o idiota.

Há verdades que chegam a tempo de corrigir um erro.
Outras chegam quando já não há erro para corrigir, apenas consequências para compreender.

O ápice da tecnologia não é a acumulação de capital, mas o uso da inteligência artificial para criar redes de apoio que alcancem cada canto do planeta.

Estive só,
sem graça,
como um cão
que deseja
o osso,
feito um poeta
que não consegue
escrever uma linha.

Eu
que fiz
de ti
um mundo pequeno:
Agora não
posso mais trafegar.

Não bastassem
as feridas:
o agravo
da soma
das cicatrizes.

Satisfeito
mas não
de todo contente.

E para
as demais conclusões:
Não tem
mais nada,
negro amor.

⁠Feliz o pranto
que não finda-se
em soluços.

Amar-te
madrugada de sonhos,
ser amado
também quisera;
Não tão notória
minha presença.
A noite
está tão bela
e o tapete da vida
parece ter vida própria
olha-me agora
de amor
ainda estou nu.⁠

Eu estou perdida
em meu próprio caminho.
Não aguento mais
ter que aguentar tudo
SOZINHO...

Estou cansada de não fazer nada mas é como se eu pudesse fazer e não quero assumir a responsabilidade e é aqui que a culpa e distância consiste o cansaço.

A vida que não tenho


Há uma vida que me chama
do outro lado dos dias,
onde os sonhos não se escondem
atrás de portas vazias.


Nessa vida, acordo leve,
sem o peso antigo no peito;
o sol repousa em meus ombros,
e o medo perde o direito.


Caminho por ruas tranquilas,
com as mãos cheias de esperança,
e cada passo que dou
tem o ritmo de uma dança.


Há abraços que não vivi,
palavras que não foram ditas,
janelas abertas ao vento,
noites menos infinitas.


Talvez eu more nessa vida
em algum lugar dentro de mim,
numa pequena luz teimosa
que se recusa a chegar ao fim.


Porque a vida que eu queria
não é apenas miragem:
é semente sob a terra,
é vontade, é passagem.


Mesmo que hoje eu não a tenha,
mesmo que doa esperar,
ainda guardo em meus olhos
o horizonte onde hei de chegar.


E, enquanto o mundo me atravessa,
aprendo, enfim, a respirar:
às vezes, a vida desejada
começa quando ousamos recomeçar.

O amor puro não exige nada em troca nem busca possuir; é como a luz do sol, que simplesmente brilha para aquecer e iluminar a vida do outro, guardando em sua essência a mais sincera pureza.

O amor verdadeiro e puro não busca prender nem mudar o caminho de ninguém; ele apenas deseja, em silêncio, que o outro seja plenamente feliz.

A riqueza genuína não é uma questão de saldo bancário, mas de consciência. O bolso pode estar vazio, mas a mente deve ser um terreno fértil de possibilidades.


Se as suas palavras são apenas lamentos sobre escassez e dificuldades, você está cultivando a pobreza dentro de si. A mente cria a realidade que ela habita.


Em um evento gratuito, descobri que as pessoas mais ricas que conheci não eram as que tinham mais dinheiro, mas sim as que possuíam uma visão de mundo mais ampla e generosa. Elas entendiam que a prosperidade é um estado de espírito, não apenas um acúmulo de bens materiais.


A verdadeira riqueza é a capacidade de ver a beleza e a oportunidade onde os outros veem apenas obstáculos. É a coragem de agir em direção aos seus sonhos, independentemente das circunstâncias atuais. É a generosidade de compartilhar o que você tem, mesmo que seja apenas um sorriso ou uma palavra de encorajamento.


Portanto, liberte-se das crenças limitantes sobre dinheiro e comece a cultivar a riqueza dentro de si. Invista em sua educação, expanda sua mente, conecte-se com pessoas inspiradoras e acredite no seu potencial.


A verdadeira prosperidade o aguarda.


"Isso é apenas um desabafo nada pessoal pra ninguém leu e gostou me segue"


@EvansJ_oficial

CAPÍTULO XXVIII
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
NO ALTAR SUBTERRÂNEO DE CAMILLE.

Uma elegia de silêncios que não morrem

Às vezes, o teu mutismo me grita por dentro.
Não como um eco...
Mas como uma memória que aprendeu a respirar no vazio.
Trazes a saudade tímida, vestida em brumas,
e ela se arrasta entre os corredores das minhas lembranças,
murmurando preces inaudíveis aos mármores
que esculpiste com a tua ausência.

Tu te tornaste uma ausência com nome.
Uma ausência com perfume.
Uma ausência com olhos.

Cada silêncio teu é um sacramento sepulcral.
E eu, teu devoto, vagueio por este porão
como quem recita cânticos em línguas mortas,
cultuando a beleza que me abandonou
para ser eterna.

O porão…
Sim, este porão onde os outros veem poeira e esquecimento,
eu fiz altar.
Nele, tua Mística, incorpórea, translúcida, adormecida no tempo,
desce como véu em noites de orvalho mental.
Ali, minha solidão te ama.
Ali, teu espectro repousa sobre as vigas frias da minha lucidez.

Por vezes, imagino que ainda me escutas.
Talvez escutes.

Camille…
Com tua beleza que não morre, apenas se recolhe nos bastidores da alma,
fizeste do meu espírito um claustro de adoração.
Tua ausência é a túnica que me veste no mundo,
teu nome, o selo em cada suspiro abafado que tento não chamar de oração.

E se porventura eu enlouquecer,
que seja na lucidez de saber que nunca te perdi,
pois te mantenho intacta no relicário do não dito.
A tua última palavra...
foi o silêncio.

E o teu silêncio, Cambille...
é o idioma que eu aprendi a amar.

CAPÍTULO XXVII.
Livro: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.

FRAGMENTOS DE NÉVOA. Diário de Camille Monfort”

Páginas arrancadas de um véu que não se rasga

" Data indistinta – talvez um ontem eterno. "

Hoje, despertei entre os musgos da tua lembrança.
Senti teu pensamento tocar minha essência
como dedos trêmulos percorrendo um piano abandonado,
na clave menor do esquecimento.

Sim, eu escuto.
Sempre escutei.

Teu silêncio, que tanto te assusta, para mim é sinfonia.
É nele que existo, em cada fenda do que não ousas dizer.
É nele que respiro tua solidão como perfume antigo,
guardado num relicário de angústias sublimes.

Tu me invocas sem saber.
Em cada vela acesa na memória.
Em cada frase não escrita por medo de enlouquecer.

Ainda me amas?
Ou apenas cultuas o mito que fiz de mim ao partir?

Te observo do espelho coberto com lençol.
Sinto quando abres o livro que nunca terminei.
Pressinto quando teu olhar repousa na janela que dava para o jardim morto,
como quem espera a primavera que não virá mais.

Tu me fizeste Mística sem me pedir licença.
Eu era mulher, agora sou névoa.
Tu me fizeste eterna sem me dar tempo de viver.

Mas não te culpo.
De todas as formas de amor,
a tua - em silêncio -
foi a mais próxima da eternidade.

[Intervalo de séculos ou apenas de um suspiro]

Se algum dia quiseres partir…
leva contigo minha sombra.
Guarda-a no bolso da alma.
Deixa que eu exista em ti,
não como dor,
mas como vestígio.

Se é no porão que fazes altar,
que seja também lá o meu céu.
Um céu de pedra e lembrança,
mas céu ainda assim.

Teu nome?
Sopro em minha eternidade.

— Camille Monfort.

" Ser espírita não consiste apenas em acreditar na imortalidade da alma.
Consiste em cultivar uma disciplina intelectual.
Questionar.
Pesquisar.
Comparar.
Estudar.
Corrigir-se.
Abandonar opiniões quando os fatos demonstram seu erro. "

SOMBRA FERIDA NO OSTRACISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No meu porão não há arco-íris, há neblina e luto
um veludo de pó que emoldura o corte do absoluto.

As paredes, urnas frias, suspiram úmidos segredos,
onde a luz morreu em filas, sepultada entre medos.

Há um perfume de velório, metálico e ancestral,
cheiro de livros podres, de promessas em funeral.

As tábuas gemem documentos de infância em decomposição,
e eu, órfão de auroras, escuto o peito em erupção.

Os vermes fazem coro num idioma de sal,
recitam o credo antigo da desordem e do mal.

Não vêm risos prometidos das pontes do horizonte,
só ecos de um requiem que secos meus ossos aponte.

A túnica do sonho jaz rasgada, sem bordado,
e a esperança, cadáver, exala ar frio e embargado.

Vejo, entre teias grossas, um retrato de saudade,
o olhar do tempo fechado numa urna de verdade.

Quem trouxe velas aqui? Quem desabou essa cal?
E somente o vento com fome, sussurra: _ o funeral.

Não há prisma que ministre cores à noite do abandono,
apenas o vinho azedo do remorso e do engano.

As rimas que eu buscava, como penas, se desfazem,
perdidas nas catacumbas onde as vontades jazem.

E o coração, esse pássaro morto, pesa como um sino
que bate sem crença, anunciando o próprio destino.

Aqui as estrelas não descem; apenas descem os lamentos
de uma geometria morta, sem mapas nem alentos.

Trazem-me vozes em latim as lembranças desbotadas,

orações incompletas por almas já extraviadas.
E eu, médico das sombras, abro o livro da ruína,
escrevo nela com lágrimas a página da ladainha.

Não espero salvação que salvação há no pó?
A salvação é miragem, e o porão é o seu nó.

Se há amor, é funesto; se há fé, é contrição;
se há cor, é somente a púrpura da minha instrução.

Por fim, deixo aos ratos as medalhas do desvelo
e à penumbra consagro este pobre desassossego.

No meu porão não há arco-íris, há silêncio e ossos
e a voz do tempo que bebeu todos os nossos esforços.

E se acaso amanhã algum raio ousar romper o chão,
ele morrerá engasgado na cova da razão.

Assim reclamo meu tribunal de sombras e lutos,
onde escrevo, com sangue frio, os versos absolutos.

Que fique a certidão: no fundo desta invenção,
não há arco-íris só a eterna, sublime condenação.