Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Toda santa noite a insanidade da minha alma te visita e te desnuda em sonhos tudo aquilo que a castidade condena.

Sou de fazer dramaturgia, respeite minha essência.

JUBILA CANÇÃO (soneto)

Bendito sejas o amor, ao coração meu
Que desnudou o breu da minha solidão
Em luz, das andas minhas na escuridão
Quando a sombra, me era o apogeu

Bendito amor, que me estendeu a mão
Como quem no amor oferta o amor teu
Sem distinção, pois, dele dor já sofreu
E então sabe aonde os vis passos dão

Bendito sejas, que no prazer plebeu
Trouxe amor à vida e, boa comunhão
Ao pobre pecante, dum âmago ateu

E então, neste renascer com gratidão
Que no peito uivou e angústias moeu
Do solitário pranto, fez jubila canção.

Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Janeiro, 2017
Cerrado goiano

Vidas que passaram pela minha,
paisagens que vislumbrei,
lugares por onde passei...
Tudo faz parte da minha história
que se encontra escrita, palavra por palavra,
no livro da minha alma.
Cika Parolin

POR DETRÁS DAS CORTINAS
E quando a noite cai
E se fecham as cortinas
Minha pureza se vai
E deixo então de ser menina

Por detrás das cortinas
Floresce a mulher que há em mim
E o que jamais pensei fazer na vida
Faço, se você está aqui

Nada consigo a ti negar
Se te vejo
Acendes meu desejo
E tenho pressa de amar!

Despertador tocou, cadê o meu amor
Pra me dar o primeiro beijo do dia?
Na hora do café, cadê minha mulher
Que os meu desejos, de cor sabia?

Eu tentei trabalhar, tá difícil concentrar
Fim de tarde é pior, ao se pôr o sol
Ela me esperava com o sorriso estampado na cara
Hoje o dia tá passando, a saudade apertando
E eu sozinho nessa casa

Ah, se essas paredes não falassem
Ah, se o travesseiro não contasse
Todas as noites de amor
Que eu vivi com você

Ah, se essa cama não lembrasse
Ah, se esse espelho mostrasse, você aqui
Pra eu conseguir dormir

Ah, se essas paredes não falassem
Ah, se o travesseiro não contasse
Todas as noites de amor
Que eu vivi com você

Ah, se essa cama não lembrasse
Ah, se esse espelho mostrasse, você aqui
Pra eu conseguir dormir

A minha fé é minha força!

Se aos vinte meu corpo falasse como hoje e minha alma cantasse como agora, diria que amaria voltar no tempo !

minha,sogra que vivia me enchendo o saco ,cala a boca ,e vem encher esse buraco

Se você não quer, meu carinho, meu amor e minha atenção
Continue a me ignorar
Talvez lá frente Quem sabe..caída eu possa te levantar.

Quando você deixou de sentir a minha falta! Compreendi! Pois dei todos os motivos para que acontecesse.

Prisão

Nos momentos mais escuros
A dúvida vela minha visão
E só consigo ver muros
Não sei o que é real...
Mas minha interna prisão... é muito real.

Olho para a minhas memorias
Mas eu não consigo ver nada
A não ser todos aqueles que se foram...
E só restou meu trono... num império de melancolia.
É que nesses dias minh’alma
Encontra-se tão atormentada
Cheia de pensamentos quebrados.

As noites são mais escuras
Os dias, bem, são tão reais quanto à porta de saída deste... loop do tempo.
As vezes penso que não passa de um pesadelo
E é por isso que me machuco, a dor será sempre real.

Queria ter dito-te que te amava... Que eras o meu protetor em meio a escuridão de minha infância! Queria ter abraçado-te a velhice mais bela que minha ávida imaginação de criança! Queria ter contigo chorado quando juntos estivemos em uma longa tarde de inverno, onde a ti deveria eu ter feito saber o quanto foi inspiração de doce melodia em meu sôfrego arfar. Tua força protetora de quem com asas voa como por liberdade dos mais tristes lugares comuns. Sim, queria ter dito o quando foste meu rosto amigo em momentos de solidão de outrora. E, assim tenho-te como eterno, sempre perambulando nas lembranças de um segundo furtivo que me varam as visões de um efêmero contemplador. Tua voz mais enevoada, que do terror libertava quando criança a minha alma infeliz. Que possam teus feitos emoldurarem as portas dos céus decaídos com pétalas de esperança. Que possa tua face servir de ornato vivo para meu coração já distante de todo cenário febril. Que possas estar no mais belo descanso da paz, como nos mais silentes campos nos aguardando, Jacob, meu irmão!

você é o meu sonho mais louco, o pensamento mais sombrio que está sempre em minha mente.

Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos diaslímpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

Houve um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Não me apaixonei pela simetria do rosto, me apaixonei por como ele inclinava em minha mão.Nem pela cor dos olhos mas sim pelo o que havia dentro deles.Não pelos cabelos mas por como eles escorregavam em minhas mãos.Não me apaixonei pelos braços, mas sim pelos abraços. Não me apaixonei pelas mãos mas sim como elas se encaixam nas minhas. Me apaixonei pelo interior, me apaixonei pela alma, me apaixonei pelo o que vi dentro dos olhos, pelo amor que vi, assim que olhei. Porque sabia, que o destino nos fez passar na mesma esquina, para que nossos corações se encontrassem

Silêncio.

O silêncio insuportável da minha alma.
Causa barulho em noite calma!
O sorrir da solidão.
Traz emoção ao coração!
Mas nem toda solidão é sofrimento,
Mas um prazer reflexivo ao firmamento.
O silêncio nos faz pensar,
Faz sorrir ou faz chorar.
Porem existe um silêncio que ninguém pode tirar.
É o silêncio do coração,
Pois dependendo, pode causar outro tipo de emoção .

"Teu corpo adoça o meu paladar,meu corpo e minha alma,encostei meu corpo no teu, lembro do prazer em dizer:Sou teu.As brigas foram postas de lado,demos fim ao celibato,uivos de prazer,na noite só existia eu e você...O nosso amor atravessa paredes,a tua boca ardente,nem tanto tempo faz,esquecer de você jamais"

Falta ainda a linguagem do gosto!
Que gosto terá sua boca quando
colada na minha?
Que indizível prazer devo sentir ao te percorrer?
Que doce delírio sentir tua boca,
todo o meu corpo morder...
Falta ainda a linguagem do tato!
Como será o entrelaçar das nossas
trêmulas mãos?
O abraço tão apertado que poderemos
ouvir nossos corações,
pulsando sôfregos e descompassados
em meio a tão arrebatadoras emoções...
Falta ainda a linguagem do cheiro!
Não o cheiro da minha ou da tua
preferida colônia.
Mas o nosso cheiro, natural,
hormonal, quase animal.
Falando da premência da entrega,
assim sem nenhuma cerimônia...
Porque eu já conheço a tua voz acariciante.
Porque eu já conheço a tua
melancólica expressão.
Porque eu já conheço o seu jeito complicado sentir.
Porque eu já conheço a tua férrea razão.
Mas que presunção a minha,
eu achar que te conheço.
Não porque falte o tato, o olfato e o paladar.
Eu só poderei dizer que realmente te conheço
quando, olhos nos olhos,
a tua Alma eu puder sondar.

Minha alma dança em paz, uma música clássica, jazz ou blues.