Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Eu sou um eterno escravo,
Escravo da minha liberdade,
Escravo da minha vontade,
Escravo da minha servidão,
Escravo de tudo,
Escravo da vida,
Escravo de mim mesmo.
Rogerio Germano
Antes De Eu Andar Como Um Playboy,
A Minha Filha Vai Andar E Viver Como Uma Verdadeira Patricinha!!!
“Perguntam o que eu gosto de fazer no fim de semana… eu só preciso disso: minha esposa, meu filho e a paz de tê-los comigo.”
As minha memórias se fundiram aos meus pensamentos, mais sujeitos a dizer o que eu sinto dentro de mim. Estou acumulado de paz de espírito ao seu lado, que agora posso contar com a sua companhia.
Eu a amo, ela me faz bem, mas não posso, ela não pode ser minha. Me mata apenas amar ela a distância tão perto, ao mesmo tempo tão longe.
A depressão é tão silenciosa que a minha família não viu onde foi que eu morri, mas meus colegas, que nem eram próximos de mim, viram, e não foi fisicamente.
você olhou na minha cara,
no FUNDO DOS MEUS OLHOS,
eu vi o brilho dos seus olhos
enquanto falava olhando diretamente
nos meus olhos,
foi mentira o BRILHO DOS SEUS OLHOS?
Era só uma voz
ecoando na minha mente,
dizendo mil coisas
que eu não queria ouvir.
Quando olhei,
a figura não tinha rosto,
nem boca,
apenas o silêncio rindo de mim.
Que sonho estranho,
que pesadelo besta.
E antes que eu despertasse,
alguém sussurrou:
“Vai mesmo ferir
quem sempre esteve por você?
Vai despedaçar sua própria alma
só por medo do que virá?
Deixe-se viver,
deixe-se sentir,
pare de temer
o pior que possa existir.”
Eu sinto uma profunda dor silenciosa...
Gosto do som da música, do percurso
da minha casa até o trabalho;
estou sempre ouvindo música.
Em casa e no trabalho, ouço o barulho
dos carros, dos comboios e de toda a gente.
Chego em casa, ligo a televisão e ouço o noticiário:
outra vítima do silêncio se atirou
nos ruidosos trilhos do trem.
No trabalho, ouço o rádio, que toca uma música ridícula, e
minh'alma sofrida dança desolada.
Gosto do som da chuva, lágrimas do céu;
até os homens choram, silenciosamente.
E o choro da terra é abafado
pelos nossos gritos ambiciosos;
ouço o barulho das fábricas, corro para o campo,
e a chuva, tempestuosamente,
em seu suave cair, encharca meu coração ressecado.
Gosto do canto dos pássaros;
da minha cama me levanto,
e nela me deito, ouvindo os tordos ao amanhecer
e os urutaus ao anoitecer que, calmamente,
levam distante meu espírito atormentado.
Gosto de deitar-me e dormir
com o barulho do ventilador;
porque gosto de barulho,
assim silencio os gritos sussurrados
em minha cabeça. E eu, que tenho sido tão quieto,
se os ouço e me falam, descanso resignado.
Não existe cansaço que impede eu expressar o que aloja no meu coração, 😘 a felicidade é minha eterna companhia...
As pessoas dizem que eu sou poeta; às vezes eu acredito.
Mas aí olho para a minha escrita e duvido.
Ela é simples e direta, sem a beleza dos grandes poetas, daqueles textos que despertam até inveja.
A minha escrita tem rima, tem honestidade — é a minha verdade, nua e crua.
São versos cheios de sentimento, alguns bons, outros ruins.
É arte de rua: sem frescura.
Eu pertenço a minha paz !
E não permito nunca mais
Ouvir alguém me dizer
que preciso chorar
para aprender a
recomeçar.
EU SOU A CONSCIÊNCIA PRETA RESILIENTE
No dia vinte de novembro, eu reflito a minha própria travessia. A jornada de uma mulher preta, de identidade quilombola, corpo-território que fez da formação uma ferramenta potente de luta.
Penso nos caminhos que trilhei, caminhos marcados por enfrentamentos, muitas vezes solitários, onde resistir era a única forma de seguir viva. Onde cada barreira erguida pela estrutura racista exigiu de mim esforço desigual, preparo, coragem, competência…
Mas nunca houve uma mão estendida, nunca houve um atalho. Eu tive que romper sozinha os bloqueios que queriam impedir minha passagem. E, nessa travessia, sempre a mesma contradição: de um lado, uma estrutura inteira dizendo que eu não deveria avançar; do outro, vozes repetindo que eu era forte demais para cair, forte demais para parar, forte demais para sentir.
A verdade é que, muitas vezes, minha humanidade foi sacrificada para que eu pudesse sobreviver. Ainda assim, nos momentos mais duros , quando a dor era insuportável e quase me desviou de mim foi a ancestralidade que me tomou pelos braços. Foi ela quem me restaurou, quem me recolheu do chão, quem me envolveu em cuidado e me lembrou quem eu sou. Foi ela quem me empurrou de volta para a vida, com afeto, para que eu continuasse não apenas reexistindo, mas existindo com dignidade.
E é assim , em nome dos que vieram antes e vingaram, e, sobretudo, pelos que estão chegando que eu sigo. Porque minha consciência, escrita em resistência. E resistência, em mim, é sempre caminho.
Na minha ansiedade tenha paciência e na minha loucura me traga paz e me perdoa se eu fingir demência mas tem assunto que machuca demais 💔
Minha tristeza era silenciada; tinha que ser. Se eu a enfrentasse com seriedade, realmente me afogaria.
Eu confio em mim;
Confio na minha capacidade, confio no meu esforço
Confio no meu conhecimento e confio que sou capaz
Se eu confio, eu sei que vou vencer
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