Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Para os políticos, a verdade e a mentira não são importantes. Então eu nunca poderia tornar-me um político.

Eu acredito que cada direito implica em uma responsabilidade, cada oportunidade em uma obrigação; e cada posse, um tributo.

Eu sou da cor daqueles que são perseguidos.

Eu fecho meus olhos para ver.

Vem morte, tão escondida, / que eu não te sinta chegar, / para que o prazer de morrer / não me dê novamente a vida.

Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço. Esta é a verdadeira sabedoria.

Eu odiaria morrer duas vezes. É tão chato

São inúmeros os que se parecem comigo e eu no entanto permaneço único.

Canção de Primavera

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.

Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.

Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.

Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.

Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?

José Régio
Filho do Homem

Se perdi os meus dias na volúpia, ah! devolvei-los a mim, grandes deuses para que eu volte a perdê-los.

Eu preferiria ter uma mente aberta pelo mistério que fechada pela crença.

Sem que o discurso eu pedisse,
Ele falou; e eu escutei,
Gostei do que ele não disse;
Do que disse não gostei.

Eu estou-me sempre a enganar, como Deus.

Havia o escuro
mas eu não sabia onde;
teu rosto era sol.

Meus filhos nunca gozaram de um privilégio que eu tive: nascer pobre.

É verdade: eu sou uma mulher dura cercada de homens meigos.

E o que era "eu"
É uma simples palavra
Na boca das trevas de Dezembro

Eu nunca entendi por que as pessoas consideram a juventude como um tempo de liberdade e prazer. Provavelmente porque elas esqueceram as suas próprias.

O poema não é feito dessas letras que eu espeto como pregos, mas do branco que fica no papel.

Onde é que se pode encontrar o teu próprio eu? Sempre no mais profundo encantamento que experimentaste.