Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
A menina sonhadora
Eu era uma menina sonhadora.
Daquelas que acreditavam
que o amor era capaz de unir tudo.
Por amar demais minha família,
guardei meus próprios sonhos
na última gaveta do coração.
Sendo filha única,
fiz do cuidado minha missão.
Enquanto muitos corriam atrás da própria vida,
eu estendia as mãos
para segurar a dos meus pais.
Mas havia segredos...
Segredos antigos,
guardados pelo tempo e pelo silêncio.
Meus pais se casaram depois de dezoito anos,
e eu...
nem sequer fui convidada.
Conheci aquele dia
pelas fotografias.
Aos vinte e dois anos,
construí minha própria casa de boneca.
Casei, tive uma filha,
e acreditei que ali
morava a felicidade.
Então a vida virou a página.
Meu pai adoeceu.
Minha mãe carregava feridas
que nunca cicatrizaram.
E aquela menina,
agora mulher,
voltou para a casa onde nasceu,
com uma filha pela mão
e um filho crescendo no ventre.
Descobri também
que meu casamento estava desmoronando.
Era dor demais
para um único coração.
Perdi meu pai
quando meu menino tinha apenas um ano.
Depois veio a separação,
as discussões,
as ausências,
e o silêncio de um pai
que deixou de estar presente.
Aos trinta e seis anos,
eu era filha,
era mãe,
era pai,
era abrigo.
Enquanto enfrentava
a Síndrome do Pânico,
levantava todos os dias
como quem veste uma armadura invisível.
Criei dois tesouros:
uma menina
e um menino.
Cuidei da minha mãe,
forte e rígida,
mas também guerreira.
Aprendi que, às vezes,
a força nasce
quando ninguém mais pode nos sustentar.
Vieram críticas.
Poucas mãos estendidas.
Mesmo assim,
eu continuei.
Houve uma chance
de recomeçar no Sul.
Mas o amor pelos filhos
falou mais alto.
E eu fiquei.
Mais tarde,
conheci outro homem.
Sabia que ele não seria
a rocha firme dos meus sonhos.
Mas ambos carregávamos
nossas próprias tempestades.
Talvez não fosse amor perfeito...
Talvez fôssemos apenas
duas pessoas tentando sobreviver.
Os filhos cresceram.
Construíram suas histórias.
E eu...
perdi minha mãe para a COVID.
Perdi muito também
do que havia construído.
Ainda assim,
não perdi tudo.
Porque ninguém consegue arrancar
de uma sonhadora
a capacidade de sonhar.
Hoje,
eu não imploro mais por amor.
Aprendi que a paz
vale mais do que qualquer companhia.
Minha casa ficou silenciosa.
Meu coração,
mais reservado.
Mas existe uma diferença.
Antes,
eu sonhava pelos outros.
Hoje,
eu finalmente começo
a sonhar por mim.
E talvez...
esse seja o sonho
mais bonito de todos.
Não transformar aquilo que eu desejo que seja verdade em aquilo que afirmo saber.
Eu posso acreditar em Deus e dizer:
“Eu creio na vida eterna, mas não consigo demonstrar empiricamente como ela funciona.”
Também posso dizer:
“Tenho dúvidas sobre a existência da consciência depois da morte, mas continuo acreditando em Deus.”
E posso ainda dizer:
“Não sei.”
“Eu acredito em Deus, mas às vezes considero intelectualmente possível que a consciência termine com o corpo.”
Hoje eu tive uma crise de ansiedade. E o que mais doeu não foi só tudo que estava acontecendo dentro da minha cabeça. Foi olhar ao redor e não saber para quem contar. Não tinha alguém para abraçar. Não tinha alguém para me acolher. Não tinha alguém para simplesmente ouvir...
Então eu fiquei ali, tentando atravessar aquilo sozinha. E talvez essa seja uma das partes mais difíceis da ansiedade: quando tudo dentro de você pede ajuda, mas você não sabe para quem pedir... Olhei ao redor, tinha você, mas mesmo assim me senti só e não tive a quem pedir um abraço. Infelizmente, você foi a causa desse gatilho...
Você pode pensar:
“Eu não quero frequentar uma igreja.”
Isso é uma escolha.
Outra pessoa pode pensar:
“Eu encontro minha espiritualidade justamente na comunidade da igreja.”
Também é uma escolha.
“Se você estiver no inferno, eu desço para buscar você.”
E talvez seja essa uma das formas mais assustadoras de amar.
Porque descer ao inferno por alguém não é uma metáfora pequena.
É aceitar o fogo.
É entrar onde dói.
É caminhar por lugares dos quais talvez não exista caminho de volta.
Só sou chata com quem me preocupa. E só me preocupo com quem me importa. Então, quando eu deixar de ser chata, você já sabe: parei de me preocupar e, principalmente, de me importar.
Nada mais sentindo do que vc
Quando me chama em pensamento sussurra baixinho
Hj eu vou homenagear vc
No tom coral
Preferi neon
Uma joia no para choque
Há como tem uma imaginação fértil qual seria o filme hj
"Eu gosto de dizer o seguinte: eu coloco para assar a comida no forno,certo? Se elas assar, eu como. Se ela não assar, eu devolvo para a geladeira."
"Sinto dó,
Um sentimento de marcha ré.
Talvez eu sinta por este papel,
Que deve se arrepender por não ser um origami.
Talvez eu só pense assim no sofá.
Será que algo muda se eu vir o nascimento do Sol?
São tantas coisas que só acontecem lá...
Para, no fim do dia, só pensar em si.
Só sentir dó.
E, por isso,
Sinto dó."
Até uma mosca sabe quem ela é, eu ... Infelizmente nem sei onde devo pisar. Sim! Sou pior que um louco.
Amor é dar, compartilhar, deixar... E quem revela isso não sou eu, é a morte, pois quando morre, fica em vida o amor que deu, compartilhou, deixou.
Eu perdi o medo de perder pessoas quando aprendi que aquilo que é verdadeiro não precisa ser segurado.
Quem realmente gosta, permanece.
Mesmo quando a distância se alonga,
mesmo quando o tempo passa,
mesmo quando a vida coloca obstáculos no caminho.
Porque quem carrega afeto de verdade
sempre encontra uma fresta por onde a presença possa entrar.
Aprendi que amor não se sustenta em cobranças,
amizade não sobrevive de insistência,
e reciprocidade não precisa ser implorada.
O que é verdadeiro flui.
Não exige esforço de um só lado,
não transforma presença em obrigação,
não faz você se sentir sozinho enquanto tenta manter alguém por perto.
Quem quer estar, encontra um jeito.
Quem se importa, demonstra.
Quem valoriza, cuida.
Quem ama, permanece — ainda que precise atravessar quilômetros, silêncios e tempestades.
Por isso, já não tenho medo das partidas.
Algumas pessoas chegam para ficar.
Outras chegam para ensinar.
E algumas simplesmente seguem outro caminho.
E tudo bem.
Porque aprendi a abrir as mãos sem amargura
e deixar partir aquilo que já não escolhe permanecer.
No fim, descobri que não precisamos correr atrás de ninguém.
O que pertence ao coração não precisa ser perseguido.
O que é verdadeiro encontra o caminho de volta.
E quem realmente deseja permanecer
não precisa de motivos para ficar —
transforma o próprio desejo em presença.
"TALVEZ UM DIA, EU TENHA QUE REUNIR OS MEUS FILHOS E LHES DIZER QUE FOMOS DERROTADOS, MAS NÃO PODEREI OLHAR NOS OLHOS DELES E LHES DIZER QUE VIVEM NA MISÉRIA PORQUE O SEU PAI NÃO TEVE CORAGEM DE LUTAR" Mahatma Gandhi
A maior tristeza de um homem altivo é ver os seus filhos na miséria. Ademar de Borba
Um hOMEM me perguntou isso:
Por que todos normalizam o feminismo, mas sempre jugam o machismo?
Eu tenho que responder isso?
Eu podia escrever aqui muitas coisas. Até podia escrever neste espaço todas as palavras do mundo. Mas hoje não me apetece.
Prefiro pensar fora da caixinha,
busco caminhos que eu mesmo decidi seguir,
Isso inclui ficar fora de grupos vazios
que me lembram manadas em que precisam de uma voz de comando para se locomover ou tirar seus cérebros das gavetas.
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