Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Eu jamais trocaria uma tarde de perguntas, uma tarde de risos que me perco dentro dos seus sorrisos. - Mãe, tô com fome!
"Enquanto muitos tendem a pensar em como resolver seus problemas, eu apenas desejo acordar e sentir que minha convicção está ao meu lado. Tenho muitos pensamentos sobre diversos assuntos e considero importante tratá-los como perguntas prioritárias. Porém, nem sempre quero encontrar uma resposta."
"Aquilo que o tempo ensina"
Eu tinha dificuldades em superar desafios e ser resiliente, mas, ao decorrer do tempo, percebi que, aos poucos, estava aprendendo a ser resiliente e a manter a calma quando as dificuldades da vida se aproximavam.
Hoje em dia, aprendi que posso não ser forte o tempo todo e nem sempre conseguir suportar o peso da vida. Mas, com maturidade e equilíbrio, consigo me manter de pé e continuar.
É tão estranho perceber que, às vezes, precisamos passar por algo ruim para alcançar um crescimento maior.
Com o momento e o entendimento certos, conseguimos ultrapassar aquilo que antes parecia impossível. Isso só mostra que nossos esforços valem mais do que apenas palavras.
Tomar atitude é importante para conseguir aquilo que desejamos, mas ainda não conseguimos alcançar.
O tempo passou tão rápido que nem parece que um dia eu fiquei tão mal por ser assim.
"Eu ainda estou aqui"
O tempo me mudou,
e me transformou.
Tornei-me
uma versão melhor de mim.
Ainda lembro
das minhas versões antigas.
E nelas eu vejo
a mudança.
Aprendi a amadurecer,
mas sem esquecer
aquilo que já vivi.
Talvez isso
demonstre mais
o meu crescimento.
Não sinto falta
de quem eu era,
e talvez esse seja
o motivo
de eu ainda estar aqui.
"Meu desejo"
Queria ser poeta,
mas poeta não sou.
Pois poeta sabe muito,
e eu aprendo com o tempo.
Sou escritora poética,
penso, sinto, digo e não falo.
Todos os poemas escritos
contêm meus sentimentos.
Escrevo muito
para não falar,
pois o silêncio
é a minha resposta.
Alguns querem reconhecimento,
e eu quero conhecimento.
Muitas palavras
e poucos lábios.
Observo atentamente
antes de dizer uma palavra.
Depois interpreto,
até compreender.
E isso me torna
uma pensadora.
"O que eu sou?"
Sou uma pessoa,
sou humana.
Sou uma poeta,
sou uma filósofa.
Não,
sou alguém
que, por alguém,
se tornou alguém.
Perguntei tanto,
e descobri.
Hoje sei quem sou,
ontem imaginava.
O que sou
é profundo
e cheio de intensidade,
repleto de pensamentos.
Acho que sou
pensar.
" Cada pessoa é um mundo"
Eu vejo,
você vê.
Eu sinto,
você sente.
Mas não somos iguais,
somos diferentes.
Faço uma escolha,
você toma uma decisão.
Reflito sobre mim,
você reflete — ou não.
Você é um mundo,
eu sou mudo.
Faça acontecer
o que aconteceu.
Há uma razão
para cada solução.
Há um exemplo
para cada explicação.
Há pensamentos
para todos os pensadores.
Eu juro pelos poetas mortos que lembrarei do teu rosto e dos sonhos nos quais você aparece. Cada detalhe em você levarei comigo, para manter a convicção de que, mesmo que não tenha dado certo, quero carregar esse sentimento ao meu lado.
Enquanto faço uma viagem para longe e para distante, estarei em um lugar onde saberei que “tudo passa; e, se não passar, levo comigo para ser enterrado.”
O juramento da minha lealdade a alguém que eu gostaria de ter por perto será cumprido, mesmo sem ter você comigo.
Você será feliz quando se curar daquilo que ninguém sabe ou ouve. Encontrará alguém capaz de agir com responsabilidade em um relacionamento, e isso lhe fará bem. Se você tivesse aprendido a soltar a mão de quem não te quer, talvez não tivesse sofrido tanto. Porém, eu entendo. E acredito que, futuramente, você poderá se libertar de carregar um sentimento que somente você sente.
Todas as noites, eu pensava em você e no quanto queria que fosse real. Agora penso no quanto esse sentimento trouxe maturidade e reflexão para o meu mundo. Por isso, você me traz uma paz inexplicável.
Encontrarei minha felicidade nas alturas e nelas permanecerei. Vou olhar para cada face da sua vida, mas você não me verá.
Sinto-me distante daquilo em que acredito e angustiada por não ter feito aquilo que sempre quis. Em certos momentos da vida, deixei de ser quem eu era para ser aceita pelas pessoas. E isso apenas mostrou como a realidade pode nos encurralar e nos fazer tomar decisões sem pensar em nós mesmos.
Deliberadamente, vou.
E assim nasceu uma poeta morta.
Carpe diem.
Ainda Vou Me Lembrar de Você
Quando o tempo apagar as feições que eu decorei,
e a poeira dos anos cobrir as estradas que andamos,
quando os dias passarem depressa sem nos importarmos
com os mapas rasgados e os sonhos que eu desmontei.
Mesmo que o mundo dê voltas que eu nunca previ,
e o destino me leve pra longe de onde te conheci,
ainda vou me lembrar de você.
Vai ser numa tarde qualquer de um outono distante,
ou talvez no acorde de uma velha canção esquecida.
A memória virá como um vento furtivo e constante,
trazendo um recorte de quando você preenchia a vida.
O cheiro do café quente pela manhã na cozinha,
ou o eco de um riso perdido no meio da rua vazia,
farão com que a mente, por um segundo sozinha,
retorne ao exato cenário da nossa antiga alegria.
Lembrarei de como a sua voz acalmava a tormenta,
das noites de insônia trocando palavras banais.
O tempo é um rio que corre de forma violenta;
arrasta as presenças, mas não lava os nossos sinais.
As coisas miúdas, que pareciam não ter importância,
serão os gatilhos que vão encurtar a distância:
o jeito que você olhava antes de confessar um medo,
a mania de guardar cada dor como um grande segredo.
Não será com a angústia de quem perde e não sabe aceitar,
nem com o pranto de quem implora pro passado voltar.
O luto da despedida, com os anos, se torna semente,
e o que era vazio floresce de um jeito indulgente.
Eu serei outra pessoa, com outras marcas no rosto,
construindo outras casas, descobrindo outro gosto,
mas um pedaço de mim estará para sempre ancorado
naquela versão de nós dois que ficou no passado.
A ausência, aos poucos, se veste de paz silenciosa;
já não corta como o vidro, nem fere feito navalha.
Ela vira um farol de uma luz solitária e formosa,
que não guia o meu barco, mas ilumina a batalha.
E assim seguirei, colecionando novas chegadas,
cruzando outros mares, trilhando outras estradas,
vivendo o milagre comum que é sobreviver.
Mas saiba que, no fundo do peito de quem se entregou,
a marca deixada é profunda, não pode ceder.
Quando os invernos pesarem e o meu passo cansar,
quando o último brilho do mundo ameaçar se apagar...
Ainda vou me lembrar de você.
Antônia,
por que fostes
se perder?
Eu que não dependo
de ti
mas infeliz
á bons
e indiferentes olhos;
Me chama,
me ama,
me perturba,
com ou sem torpor
da ganância típica
de um jovem sonhador.
No que amo! Eu amo da terra as estrelas que me cobrem,Amo a montanha que se assanha ao ver o mar que em teus pés dorme,Amo a beleza que vejo na flor,Amo o néctar que ela produz,Amo a abelha que suavemente chega de repente,E rouba o doce que ela induz,Eu amo o amor do dia a dia,Para realizar o que assedia numa proposta de luz,Mas eu amo também amo as artes humanas, que por muitos são soberanas,No teatro da vida que se faz jus, Amo o toque suave e alegre do vento nos cabelos,Que dançam sem ninguém dete-los,Contudo ainda eu amo o amor que me vem da vida,na chegada ou na partida,Mas o que importa é firmar os passos,E ir viajar nos espaços,Que à mão é prometida,Tocar os cabelos de JESUS,E por ESTE MESTRE eu amo tudo,O que Ele me tira o que Ele me dá,Sei que por muitas vezes sem merecer,Mas eu amo sem reclamar,Porque não posso descer,Quando estou a voar,E entre todas as coisas perfeitas,Que pelas Mãos Sagradas são feitas,E delas não posso me furtar,Eu amo reconhecer nos religiosos ou nos ateus,Quando sinto e comprovo,Na energia em que me renovo, Na constante Presença de DEUS!
QUANDO EU SENTI JESUS, ELE ME VIU POR INTEIRO.
Eu estava longe.
Não longe no espaço,
mas longe de mim mesmo.
Meus passos já não sabiam voltar.
Minha voz se calara há muito tempo,e eu me confundia com o pó dos caminhos que escolhi.
Eu havia gasto tudo: as forças, as crenças, a alegria.
E quando já não havia mais nada,
nem mesmo orgulho,foi ali nesse vácuo de mim que algo suave e luminoso me envolveu.
Era Ele.
Não disse nada.
Não exigiu promessas, nem juramentos.
Apenas me olhou... e me viu.
Por inteiro.
Viu os cacos, os erros, os retornos interrompidos,
os muros que eu mesmo ergui.
Mas também viu, por trás de tudo a criança que um dia sonhou com o céu,e que ainda existia em mim.
Não me perguntou onde estive.
Não quis saber o porquê da demora.
Apenas sorriu com os olhos,
como quem diz: "Você sempre foi esperado."
E naquele instante,todo o tempo perdido se desfez como névoa.
As feridas não desapareceram,
mas deixaram de doer.
Porque eu compreendi: não era eu quem voltava para Ele.
Era Ele quem nunca havia me deixado.
Conclusão:
Há um lugar dentro de nós que jamais será esquecido por Jesus.
Mesmo que nos afastemos mil léguas da luz, o Seu amor nos reconhece no escuro.
E no instante em que O sentimos mesmo que seja entre lágrimas, no fundo do abismo ou do arrependimento descobrimos que jamais deixamos de ser filhos.
Jamais deixamos de ser amados.
Jesus não espera a nossa perfeição.
Ele espera apenas que aceitemos ser amados de verdade.
E quando isso acontece,
não é o passado que nos define.
É o abraço que nos redime.
Marcelo Caetano Monteiro.
“Enquanto todos viam apenas minhas falhas, meus filhos jamais souberam quantas dores eu enterrava para lhes oferecer um pouco de paz.”
AMOR,EU SEI QUE TU ESTÁS AÍ.
Catarina Labouré.
Filho é para ti que insuflo estas palavras empregnadas de amor e o amor é inegavelmente coragem para todos os momentos.
Recorda-ti desse sentimento no âmago do teu íntimo e diante da dor mais profunda que te faz verter lágrimas dorídas, mergulhes na solidão que sentes em teu inexprimível sofrimento para dizeres: _ Amor! Eu sei que tu estás aí. Vem ser minha companhia visível.
No momento da raiva incontrolável que fadiga as fibras de todo o teu cérebro à afetar teu corpo o entorpecendo em dormência estática. Vai no teu íntimo e evoques esse puro sentimento inato a todos,mas tão postergado,o amor, digas tu em profunda e emocionada rogativa: _ Amor, eu sei que estas aí.
Diante da ofensa que lançan-ti sem misericórdia na face vos procurando fulminar maldosamente os teus sagradas idéias refugia-ti no pensamento próprio procurando se firmar vai secretamente em teu caminho entronizado ainda pela luz que tu amas sem ser enfadonho e grite para dentro de ti: _ Amor, eu sei que estás aí.
Quando as perseguições te espreitarem por onde quer que vás, nutra-ti de coragem,siga adiante mal grado os perigos penses alegre e evoques as figuras dos perseguidos injustamente e aparentemente vencidos, libertes junto as vozes e exemplos desses mártires repetindo--lhes a inolvidável vivência e cantes junto a esse coral: _ Amor, eu sei que estas aí.
Na alegria que vives mesmo que embora poucas vezes,pois a presença da solidão não vos esqueces, não olvides a missão da simples flor que mesmo na escuridão e esquecida não deixa de evolar a beleza e o perfume que lhe faz sobrepor o desprezo e com a mesma resiguinaçao fazes emitir de tua fala tristonha,mas confiante no porvir: _ Amor,eu sei que estas aí.
Segue meu filho! Redimido porque em todos os instantes nunca permitista estares só e revoltado.O amor te acompanha e vos atende. As noites poderão ser solitarias,exteriormente frias mas em ti fostes fiel e o amor vos dirá:-Amado,eu aqui em tua porta,ansioso para que tu a abras para mim e ser contigo.
Votos de muita paz.
"Eu ri como todo mundo do Espiritismo, mas o que eu considerava como o riso de Voltaire não era mais que o riso do idiota, muito mais comum que o primeiro."
Eugène Bonnemère.
ESPELHO QUE SUSSURRA O AMANHÃ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Do Meu Eu.
O pronunciamento na frase: " Exatamente! Bom seria se ao olharmos no espelho e o reflexo nos dissesse te vejo ainda amanhã. " invocamos um desejo antigo como a própria consciência o de que a alma encontre permanência dentro do próprio corpo. O espelho torna_se então uma fronteira silenciosa entre o que somos e o que tememos deixar de ser. Diante dele o rosto não é apenas rosto é memória condensada é promessa que tenta sobreviver ao esquecimento.
Há instantes em que o reflexo parece perguntar:
_ Quem és tu? Quando ninguém te observa e em outros murmura quase como confidência: _ Vejo-te cansado mas não vencido. Porém o que verdadeiramente nos comoveria seria ouvi-lo afirmar com ternura: _ Te vejo ainda amanhã como se reconhecesse em nós uma centelha que resiste apesar das sombras que recolhem nossos passos.
Amanhã é palavra que se curva ao tempo mas aqui assume outro significado torna se permanência íntima fidelidade a nós mesmos. O reflexo que promete reencontro não fala da matéria mas da lucidez do caráter da chama que não deseja se apagar. E assim contemplamos o vidro como quem se inclina diante de um oráculo discreto buscando nele não a vaidade mas a continuidade do espírito.
O espelho nos é sempre este guardião que nos recorda que não estamos fragmentados, que o nosso melhor não se perdeu na noite e que o nosso amanhã ainda nos espera com a dignidade de quem confia em nossa própria luz renovada. Pois quando a alma reconhece a si mesma nada lhe rouba o brilho da sua permanência sutil e inexaurível.
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