Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Hoje eu me peguei pensando na gente..
Hoje eu me peguei com o coração pequenininho ... Apertado e triste...
Lembrei de quando a gente era um casal... Quando éramos felizes... Lembrei dos sorrisos bobos e das brincadeiras sem noção dessas de casal apaixonado..
Cartas e mais cartas de eu te amo pra sempre... E o sempre onde ficou nessa história? O pra sempre se quebrou na primeira desilusão amorosa.. e eu nunca mais fui a mesma... Eu nunca mais amei outra pessoa...eu nunca mais sorri diferente.... Me fechei pra tudo , pro mundo e pra mim mesma...perdi a fé nas pessoas ...perdi a razão e o colorido da vida... Até respirar dói ..
Me vi sem chão , sem rumo e sem você ... Não era pra ser o fim do mundo mas quando se ama tanto a ponto de viver intensamente aquilo... Se torna o fim ...de qualquer forma..
Nunca mais olhei pra ninguém com os mesmos olhos... Nunca mais ouvi músicas com a mesma intensidade...eu nunca mais entreguei meu coração novamente ... Eu nunca mais te esqueci...
Se titubeaste ante a imensidão do meu ser, projetando no meu suposto eu razões, ações e competências inexistentes ou inverossimilmente interpretadas, não há com o que sobrecarregar minha consciência, pois o problema consome e existe apenas em tua simplória consciência. Vede que as minhas obras entregam diversas e aparentemente distintas dimensões; é justamente nesse "aparente", portanto, que subjaz a profundidade de cada uma das dimensões do caleidoscópio do meu ser, porquanto jazem integradas.
Eu vivi teu sorriso, mas a tua alegria,
ah, meu Deus, não me quis!
sem morrer nos teus lábios,
só me fiz infeliz.
Não perdoo nem parente, quem dira os da rua. Mal se paga com mal e na primeira oportunidade eu me vingo!
Se eu tivesse que explicar você
Se alguém me perguntasse
o que exatamente aconteceu comigo
depois que conheci você,
eu provavelmente não saberia responder.
Porque não foi uma coisa.
Não foi uma palavra, um gesto,
um momento específico.
Foi um conjunto de detalhes
que, separados, talvez não significassem nada...
mas que, juntos,
fizeram você se tornar você para mim.
E talvez seja isso que torna tudo tão difícil de explicar.
Como explicar que uma pessoa
pode se tornar importante sem pedir para ser?
Como explicar que, em algum momento,
a gente percebe que já não está apenas conhecendo alguém...
está conhecendo um mundo.
Um mundo com histórias que eu ainda não conheço,
com cicatrizes que não vi,
com sonhos que talvez ainda nem tenham nome,
com medos que você talvez esconda,
com desejos que ainda vou descobrir.
E eu não quero conhecer esse mundo de uma vez.
Quero descobrir aos poucos.
Quero conhecer a mulher que você é
quando está feliz,
a que aparece quando está cansada,
a que ri das próprias bobagens,
a que fica teimosa,
a que muda de ideia,
a que se irrita,
a que sonha,
a que às vezes duvida de si mesma...
Quero conhecer até as versões suas
que você talvez ache difíceis de amar.
Porque gostar de alguém
pelas partes bonitas é fácil.
O que me interessa é conhecer o conjunto.
A pessoa inteira. Sem recortes.
Sem precisar transformar você
em uma versão perfeita
para caber no que eu sinto.
E talvez seja essa a minha maior declaração:
eu não quero uma personagem sua. Quero você!
Com suas certezas e contradições.
Com aquilo que mostra
e aquilo que ainda não conseguiu mostrar.
Com os dias em que tudo parece simples
e aqueles em que nem você consegue
entender o que está acontecendo aí dentro.
Quero continuar descobrindo.
Porque quanto mais eu conheço você,
menos vontade tenho de encontrar uma definição.
E talvez eu finalmente tenha entendido:
algumas pessoas não foram feitas
para serem explicadas.
Foram feitas para serem conhecidas.
E você...
eu quero passar muito tempo,
mais 1000 anos fazendo exatamente isso.
Preciso me recompor. Sacudir a poeira e voltar ao centro da Tua vontade. Se eu não focar em Ti, Senhor, não chegarei ao meu destino final e não poderei dizer, como Paulo:
"Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia." (2Tm 4:7-8)
Tenho começado a discernir a sedução sutil do inimigo... Ele não vem com barulho, mas com distrações suaves, pensamentos aparentemente inofensivos, ideias ousadas que tentam se disfarçar de liberdade. Percebo agora como o pecado se forma: tudo começa na mente , uma sugestão, um desejo não confrontado , e quando vemos, ele já foi gerado, pronto para nascer e nos afastar de Ti.
Quão pequeno é o homem quando se deixa levar pelos desejos da carne. Mas eu não posso continuar assim. Preciso me levantar com todas as minhas forças e voltar para os Teus braços.
Não quero apenas começar a caminhada... quero terminá-la contigo, com fé preservada, com o coração limpo, e com os olhos fixos no Céu.
Ajuda-me, Senhor, a permanecer firme, porque sem Ti, nada sou.
Por toda a verdade que o Senhor me mostrou,
por todos os dias em que me guiou quando eu não sabia para onde ir,
por cada vez que me sustentou quando minhas forças chegaram ao fim,
por cada lágrima que o Senhor viu em silêncio,
por cada porta que fechou para me proteger
e por cada caminho que abriu para me ensinar.
Obrigada por nunca ter me abandonado, nem nos dias mais difíceis.
Obrigada por permanecer ao meu lado quando ninguém mais podia compreender o que acontecia dentro de mim.
Hoje eu entendo que muitas vezes o Senhor estava trabalhando justamente nos lugares onde eu só conseguia enxergar dor.
Meu eterno Pai, eu Te amo.
Amo a Tua presença, amo a Tua verdade e amo saber que a minha vida está em Tuas mãos.
Sei que ainda tenho muito a aprender, mas uma coisa eu sei: quero caminhar contigo até o fim.
Que toda a minha vida seja uma resposta ao Teu amor.
Por Ti, para Ti e contigo, para sempre. 🤍✝️
AO MEU ETERNO PAI 🤍
Senhor, por toda a verdade que me revelaste, eu Te agradeço.
Por cada dia em que me guiaste, mesmo quando eu não compreendia o caminho.
Por cada noite em que enxugaste minhas lágrimas, mesmo quando ninguém sabia que eu estava chorando.
Por cada batalha em que me sustentaste, quando minhas próprias forças já não eram suficientes.
Obrigada por permanecer.
Obrigada por me mostrar que, mesmo nos lugares mais escuros, a Tua luz nunca deixou de existir. Por me ensinar que algumas portas fechadas eram proteção, que alguns silêncios eram respostas e que algumas esperas estavam preparando o meu coração para aquilo que eu ainda não conseguia enxergar.
Meu Pai, eu olho para trás e percebo quantas vezes o Senhor esteve comigo.
Quando eu pensei que estava sozinha, Tu estavas ali.
Quando eu não sabia o que fazer, Tu me conduzias.
Quando meu coração estava cansado, Tu me sustentavas.
Quando eu não entendia os Teus caminhos, ainda assim a Tua mão permanecia sobre mim.
E hoje eu só consigo dizer:
Obrigada.
Obrigada por tudo o que me permitiste viver, por tudo o que me ensinaste, por tudo o que me livraste e até por aquilo que ainda não compreendo.
Eu não quero apenas receber as Tuas bênçãos.
Eu quero a Tua presença.
Não quero apenas conhecer as Tuas obras.
Quero conhecer cada vez mais o Teu coração.
Que a minha vida Te honre.
Que minhas palavras Te glorifiquem.
Que meus passos permaneçam no Teu caminho.
E quando chegar o último dia da minha caminhada nesta terra, que eu possa olhar para Ti e dizer, com toda a minha alma:
Eu Te amei. Eu confiei em Ti. Eu permaneci contigo.
Meu eterno Pai, meu refúgio, meu amor maior.
Por Ti, para Ti e contigo, por toda a eternidade. 🤍✝️
Se estou passando, é porque não é o meu lugar de permanência. Eu já atravessei dores que pareciam impossíveis e atravessarei esta também — sem me abandonar no caminho.
“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”
Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.
“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”
Hoje estás perto
e eu preferia que não estivesses.
Não porque não queira ver-te.
Esse é exatamente o problema.
Eu quero.
Quero olhar para ti,
falar contigo,
saber como estás.
Mas não vou.
Hoje passei por ti
e continuei.
Respirei,
não olhei,
não fiz nada para que reparasses em mim.
E custou-me mais do que devia.
Na sexta disseram-me que estavas aqui
e deu-me vontade de chorar.
Agora sei porquê.
Não foi porque estavas aqui.
Foi porque estavas aqui
e não me procuraste.
Eu sei que não tens de o fazer.
Não me deves nada.
Nunca me deves nada.
Eu só gostava
que tivesses querido.
Então vou evitar-te,
não para sentires a minha falta,
não para reparares,
mas porque neste momento
a distância dá-me paz.
Ainda te quero perto.
Só estou a aprender
que fico melhor longe
Glórias ao Rock In Rio
Demétrio Sena - Magé
Eu também estaria lá no Rock in Rio, se pudesse. Pelo menos hoje, quando me emociono, via tevê, com Vanessa da Matta, Roupa Nova, Guilherme Arantes, Luiza Sonza junto ao Roberto Menescal, e ainda o Gilberto Gil. Mais tarde verei o Elton John. Ontem, o Jota Quest me levou às lágrimas, quando convidou o Tony Tornado para dar um show de alegria, energia e talento, aos 96 anos. Alguém quer falar de bênçãos?
Todo mundo cantando o amor; celebrando amizades; de corações abertos gritando a paz. Isso para mim é culto; é a verdadeira religação com todos os possíveis sagrados que nenhum livro manipulado explica. E quando alguém decide protestar, é justamente contra maldades, guerras, injustiças, desigualdades sociais, preconceitos religiosos e domínios; escravidões ideológicas.
Não troco estes momentos por nenhuma sessão de homilias, orações e louvores denominacionais dentro de uma igreja. Porque lá nas igrejas, bem sabemos quais, estão promovendo corporativismo contra os menos favorecidos, dominação ideológica, religiosa, de proteção da bolha e ódio; perseguição contra o mundo restante. Pior de tudo, oferecendo palco a políticos extremistas e corruptos.
Rendo glórias ao Rock In Rio, na língua dos anjos! Aos que dão shows no palco e na plateia! Grito em silêncio, aqui dentro de mim, "ribalábalá" em homenagem aos momentos de arte, união, alegria, entretenimento e paz, nessa festa que me anima e renova minhas esperanças! Tudo por saber que nem todos estão nos templos onde os inimigos do povo se fortalecem para conspirar contra o nosso país.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
D pois acaba
Foi depois de um tempo;
Que eu te vi falando,
entendi que era certo
o que aos outros parecia errado.
Foi depois de um tempo;
Eu me vi te amando.
Boba, cantando, simples, sonhando.
Entendi que era óbvio o que me parecia errado.
E depois de um tempo;
Que entendi a vida.
Te desejei sorte e sorriso.
Te desejei abrigo.
E no seu olho entendi, que o coração
quase sempre... Tem que parecer errado
Eu prefiro a saúde, porque quando o jogo acaba o rei e o peão vão para a mesma caixa.
(Patrick Jane)
Coração de fogo
Coração de Luz
Coração que vive
Dentro do meu peito
Ainda que eu não queira viver
Cansado
Ele vive!
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