Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Ah, pode me chamar de louca, insana ou desvairada eu não ligo. Prefiro ser assim desse jeito que ser oca como muitos que se dizem normais. Amo demasiadamente, sofro por mim e por todos, não sou e nunca serei santa, porque além de amar e sofrer, eu também tenho dentro de mim um desejo incontrolado de mudar certas atitudes que hoje me fazem mal, e, diante disso, sofro de ódio de ser um nada e nada poder fazer.
Eu sou a consciência, sedimentada por um legado de pertencimento, que se fundamenta em atitude e se firma numa conduta esteticamente politica.
Eu sou uma flor negra, transpiro orvalho com o aroma de melanina, transformei por resistência a delicadeza de minhas pétalas em aço, mas sem alterar a originalidade... E os espinhos que carrego por todo meu legado de consciência, feri! Toda tentativa discriminatória de opressão ou invisibilidade que se processe contra minha identidade, eu sou também ornamento no jardim da diversidade.
Eu e os livros,
mares de encontros que me atravessam,
ventos que me levam a navegar saberes.
Cada página acende em mim
a chama esquecida,
essência adormecida que desperta
no entrelaçar de vidas,
na confluência dos caminhos
que me habitam.
Ah! Meu amor, tu apresentaste-me os demónios que te habitavam e que te causavam terror; eu dei-lhes um novo lar dentro de mim e fi-los amigos dos meus. Foi aí que cometi o meu tão grande pecado, pois, quando notaste que estavas livre, abandonaste-me.
Ah, querida, embora os teus demónios se tenham sentido em casa, estou a mandá-los de volta ao verdadeiro dono: tu.
Incredulidade
Talvez de incredulidade eu me afogue
Não por estar num mar de solidão
Mas por não ver no próximo a consideração devida
O respeito necessário
A valorização merecida
E a gratidão esperada
Pergunto-me quantos dígitos mais se acrescentarão aos anos
Quantas luas, marés e estações virão
Pra que percebas que é teu o egoísmo e a arrogância
Que são tuas as sementes que geram esse caos no cais da esperança
E não somos mais nós que padecemos de amor
Mas o amor que padece dessa nossa aspereza
dessa nossa efemeridade
dessa superficialidade reverberada
Mas que o tempo se compadeça de mim
E me conceda a força para águas turbulentas atravessar
E ainda que tu, meu querido, não me dês o trato digno
Caberá ao meu coração tua crueldade perdoar
Porque de paz estou cheia e somente paz quero entregar
Sobre as demais coisas:
Não será o esquecimento justificativa
_ O que plantas terás em colheita
E não precisas minhas flores com tuas lágrimas depois regar.
Sábado à Noite
Hoje eu tô triste.
É sábado à noite, e não tem para onde ir.
Os amigos estão longe, e o silêncio aqui parece ainda maior.
Meu pai e minha mãe já dormiram, e eu fico pensando se devo fazer o mesmo.
Lá fora, o som toca alto, lembrando que o mundo continua, mesmo quando a gente para.
E eu aqui… parado, sem saber o que fazer.
Pensando em você.
—Ivo Mendes Morais
Hoje eu queria escrever algo maior, algo melhor… mas só me veio o simples. Mesmo assim, deixo aqui estas palavras, sabendo que você está lendo. Simples, sim, mas sincero, e isso já vale muito.
Antes eu brigava por política e futebol. Hoje, aprendi a brigar pelo que realmente importa: eu mesmo.
Eu sei que penso em você sem parar, mas hoje a saudade apertou ainda mais, como se meu coração chamasse por você em cada detalhe do dia.
Pensando aqui… se cada abraço que ganhei nesse fim de ano valesse uma nota de 200 reais, eu já estaria milionário 😅💰
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