Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida

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Eu sempre vou amar,
aquele que me amou primeiro,
JESUS!

Uma pena eu ter nascido na época da fotografia colorida. Pena eu ter nascido na época da “razão sintética”. Tempos em que os gurus não são mais velhos barbados repletos de filosofias de vida acumulada no decorrer de gerações inteiras, derrubando e erguendo conceitos. Tempos de "super-homens", tempos da autosuficiência e do egocentrismo. Tempos da banalização da razão e da emoção. Tempos em que a ousadia não mais existe. Tempos de gente que não se arrisca.
Quem me dera ter nascido na época em que eu seria classificado apenas como louco.
Mais o que mais lamento mesmo, é ter nascido na época da fotografia colorida...

Carta dum contratado

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta que dissesse
deste anseio
de te ver
deste receio
de te perder
deste mais que bem querer que sinto
deste mal indefinido que me persegue
desta saudade a que vivo todo entregue...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta de confidências íntimas,
uma carta de lembranças de ti,
de ti
dos teus lábios vermelhos como tacula
dos teus cabelos negros como dilôa
dos teus olhos doces como macongue
dos teus seios duros como maboque
do teu andar de onça
e dos teus carinhos
que maiores não encontrei por aí...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
que recordasse nossos dias na capôpa
nossas noites perdidas no capim
que recordasse a sombra que nos caía dos jambos
o luar que se coava das palmeiras sem fim
que recordasse a loucura
da nossa paixão
e a amargura da nossa separação...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
que a não lesses sem suspirar
que a escondesses de papai Bombo
que a sonegasses a mamãe Kiesa
que a relesses sem a frieza
do esquecimento
uma carta que em todo o Kilombo
outra a ela não tivesse merecimento...

Eu queria escrever-te uma carta
amor,
uma carta que ta levasse o vento que passa
uma carta que os cajus e cafeeiros
que as hienas e palancas
que os jacarés e bagres
pudessem entender
para que se o vento a perdesse no caminho
os bichos e plantas
compadecidos de nosso pungente sofrer
de canto em canto
de lamento em lamento
de farfalhar em farfalhar
te levassem puras e quentes
as palavras ardentes
as palavras magoadas da minha carta
que eu queria escrever-te amor...

Eu queria escrever-te uma carta...

Mas, ah, meu amor, eu não sei compreender
por que é, por que é, por que é, meu bem
que tu não sabes ler
e eu - Oh! Desespero - não sei escrever também!

Eu cai e tive que encontrar forças para levantar, eu subi mas de uma forma surreal tive que descer sem entender o por que, apenas desci. Eu ouvi coisas absurdas sobre minha personalidade - coisas essas desconhecidas até mesmo pelo meu inconsciente - e tive que ficar calado para não entrar em conflito comigo mesmo, tive que me matar para dar vida à outras pessoas, tive muito e hoje tenho quase nada. Desisti de sonhos para alimentar um sonho alheio, tive que sacrificar minha felicidade por algo aceito por várias mentes moldadas, gritei até ficar ficar sem voz e as respostas nunca vieram. Fingi que sabia quem eu era para que não me derrubassem sobre um penhasco profundo, andei sem rumo e hoje ando sem destino. Aceitei o inaceitável e não tive o mesmo respaudo quando precisei, aprendi o que se vai, vai mesmo, nem sempre volta, descobri que o "não" é algo advindo de negatividade e não de instabilidade. Tenho cicatrizes que não se fecharam, mas não por uma questão de não querer que se fechem, mais sim, porque ainda existira esperança, lutei desarmado com seres que estavam preparados até os dentes, usei frases prontas de grandes filósofos e elas não me trouxeram grandes mudanças além da reflexão que as mesmas trazem. Vi que recomeçar é bem mais complicado do que o começo e o fim nem sempre é percebido, insito. Enfim, com todo esse viver que resumo em existir não me trouxeram grandes aprendizados, apenas me ajudaram a secar toda a água que teimosamente exprime o que um dia eu senti.

Envolva-me...

Conte-me e eu esquecerei
Mostre-me e eu lembrarei
Envolva-me e eu entenderei...

Entenderei a magia do outono nas folhas que caem...
A ausência presente quando a presença se faz ausente
A distância, o silêncio e as lágrimas...

Entenderei as ânsias e dores humanas sob disfarce
A força curativa do amor presente nos gestos,
Nas palavras e ações desprovidas de competição e egoísmo

Entenderei a liberdade exercida com responsabilidade
O AGORA como momento único a ser intensamente vivido

Entenderei o HOMEM, a NATUREZA, a VIDA
E amarei sem medida...

Eu sinto a falta da inspiração. Eu preciso disso! Eu não consigo escrever a verdade. Sua voz, é minha verdadeira inspiração.

Fogo. Ó fogo dos raios, em nome de Nyx eu vos invoco, portador das tempestades e força da magia, peço vossa ajuda no feitiço que aqui trabalho!

Vento. Ó ventos de tempestade, em nome de Nyx eu vos invoco, esparjais vossa bênção, eu vos peço, sobre a magia que aqui será trabalhada!

Terra. Ó terra úmida e profunda, em nome de Nyx eu vos invoco, para que eu possa sentir o movimento da própria terra no rugido de um trovão de poder que vem quando me ajudais nesse rito!

Água. Ó torrentes de chuva, em nome de Nyx eu vos invoco, acompanhai-me com vossa força inundante na realização desse ritual, de todos o mais poderoso!

Espírito. Ó espírito livre e selvagem, em nome de Nyx eu vos invoco a mim! Responda-me! Fique comigo durante este poderoso ritual e conceda-me o poder da Deusa!

- E então amor? Que será de nós dois?
- Espere. Deixe eu ver na agenda:
(...)
- Dia 05 resolvemos. Cinco dá pra pagar.

- Minha filha cuidado com esse rapaz?
- Por que mãe?
- O que ele faz da vida?
- Ele é filósofo.
- Cuidado, hein!

"Um dia eu era uma criança que desconhecia o poder da palavra e do pensamento, até que um dia crescir e descobrir que ali estava o resultado: não gostei!!
Porque não me ensinaram que nos transformamos no que pensamos?"

Você sabe ao menos quanto tempo eu passei na solidão? Você ao menos se importou com isso? Que ótimo. Eu acompanhei tuas vitórias de perto e algumas bem de longe. Soube da sua vida, cada mílimetro, cada sentimento, cada ponto dessa porcaria que você chama de vida. Soube das garotas, soube das festas, das madrugadas, dos códigos, dos apelidos. E você, só soube de mim depois, depois que eu escrevia para um blog, depois que o tempo foi se passando, depois que a intensidade se foi.

Talvez eu precise desabafar, mas agora não dá.

Fazendo

Das cores eu faço o desenho
Do papel faço um anel
E nele sai seus olhos cor de mel

Sei que poço, nele desenhar
Para poder me encontrar
No seu corpo a te estigar


Fazendo coisa legais e saindo todas iguais
É que lembro o quanto somos animais
Tolamente racionais e desiguais

Nada que eu faça para te enganar
Pode fazer eu me encantar
Ou talvez me apaixonar

Morta. Sem você.

E depois de todos esses meses eu continuo com a tua lembrança dentro de mim. Depois de todas essas idas e vindas, tanto tuas como minhas, eu ainda não ti esqueci. Continuo a lembrar-me das nossas conversas, das nossas raras risadas, do teu jeito de me acalentar, da tua maneira romântica de arrumar o meu cabelo.
Definitivamente, me pareces tão distante. Tão longe, cada vez mais profundo. Já faz um tempo que o teu rosto sério me entristece, a tua dura maneira de encarar a vida, tão diferente de mim, me deixa tão sem coragem de tentar. Eu sempre soube que um dia acabaria só que acabou mais cedo do que eu pretendia.
Há tantos meses não conversamos, e eu ainda não superei a dor da minha solidão, a minha mão longe da tua. Os teus cabelos anelados nunca mais foram os mesmos, os teus olhos nunca mais se revelaram com os meus. Alguma coisa mudou, tudo mudou. E agora, estou sozinha, ou melhor, sem você.
Perdi a droga e meu vicio me condena. Posso me considerar morta.

Eu quero abraço quente no inverno.
Quero dividir meu cobertor com você e dormir de conchinha
Quero acordar com seus beijos, café da manhã na cama e banho demorado
Andar pela casa de pijama, te jogar na cama e dormir de novo.E quando acordar, quero um amor aventureiro, saí por aí sem destino.
Quero fazer loucuras ,te beijar na chuva, dormir na praia,escrever teu nome na areia e jurar amor eterno.
Quero eu e você! Quero amor de verão,jantar a luz de velas,aquela musica tocando baixinho
e''eu te amo''sussurado no ouvido.
Quero tudo! Quero agora, quero tanto, basta você querer também!

Você Não Me Escuta.

Nem tudo que eu sinto,
Consigo escrever.
As vezes...
Penso...penso...
Então choro.

Muitas vezes...
Eu escrevo.
Raramente eu não penso.
É quando não sinto,
E nem choro.

Eu escrevo...
Porque você não me escuta.
Eu sofro...
Porque você não me ama.
Sempre eu escrevo.

Quero não sofrer.
Dificilmente consigo,
Sempre eu penso.
Então escrevo,
Já que você não me escuta

Enquanto eu corria para ficar junto do seu coração
E nos beijamos enquanto o céu desabava
Te abraçando forte como sempre te abracei quando você tinha medo
Lembro de você
correndo levemente pela da noite
Você era maior, mais brilhante e mais ampla que a neve
E gritava como brincadeiras de faz de conta
Gritava para o céu
E você finalmente encontrou toda a coragem para deixar tudo para trás

Lembro de você caída em meus braços
Chorando pela morte do seu coração
Você era uma pedra preciosa
Tão delicada
Perdida no frio
Você estava sempre tão perdida na escuridão
Lembro de
De como você costumava ser introspectiva
Você era como os anjos bem mais que tudo
Abraçou pela última vez então escapou silenciosamente
Abro meus olhos
Embora nunca vejo nada

Se eu ao menos tivesse pensado nas palavras certas
Eu poderia ter me agarrado ao seu coração
Se ao menos eu tivesse pensado nas palavras certas
Eu não estaria fazendo em pedaços todas as fotos de você