Que Saudades eu tenho da Aurora da minha Vida
Nunca se esforce para agradar alguém, a vida não se limita apenas em agradar as pessoas, mas sim em busca da felicidade.
Nunca se deve tratar a quem você ama como se fosse um hospede! A vida é breve, linda e feita de andanças e nas andanças muito se aprende, se ganha e se perde.
Em alguns momentos desta vida, a parte complementar na educação dos nossos filhos teremos de confiar ou deixar nas mãos de outras pessoas. Essas pessoas terão de mostrar aos nossos filhos a outra parte do verdadeiro sentido desta vida. Furucuto,2024.
O INVENTÁRIO DE NÓS
Por Marco Arawak
Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.
Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.
A casa continua de pé.
Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.
Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.
A memória também tem seus quartos sem luz.
Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.
Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.
Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.
Nem toda ausência pede preenchimento.
Algumas pedem apenas reconhecimento.
Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.
E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.
Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.
Algumas lembranças permanecem.
Outras perdem a centralidade.
Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.
Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.
Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.
Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.
Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.
O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.
Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.
É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.
O que ainda faz sentido?
O que mantenho apenas por receio de perder?
O que realmente pertence à minha história?
Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.
Há perguntas que não querem uma resposta imediata.
Querem tempo.
Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.
O receio pode bater à porta.
Não precisa receber as chaves.
Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.
Nem todo fim precisa de uma última palavra.
Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.
No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.
Então aprendemos a viver de outra maneira.
Não necessariamente mais fácil.
Apenas mais nossa.
Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.
O passado nos oferece matéria.
Mas não deveria escrever sozinho o que somos.
Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.
Nem tudo merece permanecer.
Nem tudo precisa ser esquecido.
Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.
No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.
E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.
Não uma resposta.
Não uma promessa.
Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.
Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.
É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.
Após você satisfazer as suas necessidades básicas, o que vai mais fazer sentido na sua vida é fazer a diferença na vida das outras pessoas.
Para lidar bem com a inveja, ao invés que gastar seu tempo olhando a vida do outro, invista seu tempo criando novas oportunidades e enxergando a abundância que existe no mundo.
Estou cansado de esperar por ela, de ter a esperança de que um dia ela voltará... A vida tem imitado os passos dela, venho sofrendo com insônia por escutar ela no escuro do meu quarto...
Não te esqueças de viver enquanto anseias pelas suas metas , a vida não tem intervalos, é uma contagem constante e decrescente dos seus dias, não se assuste nem com a reflexão, viva muito enquanto morres aos poucos 😺
Não existe HERÓI covarde. Primeiro, temos que perder o MEDO de perder, seja a vida, as pessoas ou os bens. 🗿✨
🤜🏾🧩🤛🏽
Me envolvi na saudade alucinante
E da vergonha não tive nenhuma flecha
Pois na vida há sempre dessas brechas
Que permitem entrar o dessabor
Desenganos, lamento e muita dor
Faz da vida esse ciclo ritmado
E eu me jogo como um cão criado
Sem saber se escapo ou vou morrer
Se a dor foi criada pra se ter
Faça dela um grande aprendizado
Me entreguei como os amantes do mar
Mergulhados, sem hora pra sair
Na contempla dos raios a cair
Implorando pro tempo estacionar
Mas o tempo que insiste em findar
Fez cumprir piamente o esperado
Me restou só o cabelo salgado
Pra lembrar que eu não devo entristecer
Se a dor foi criada pra se ter
Faça dela um grande aprendizado
E o tempo que é sempre renovado
Nasce e morre em cada entardecer
Sempre há uma chance de crescer
Com o jeito do dia que nos cai
A mulher quando ama ela sai
Divulgando o prazer inacabado
E vivendo sem culpa e sem pecado
Vai perder ou ganhar por merecer
Se a dor foi criada pra se ter
Faça dela um grande aprendizado
Aproveitar o tempo é um dos melhores prazeres da vida. Mesmo que exista as diversidades e as dificuldades, seja dono do tempo. Pois todos os momentos são momentos únicos e irreversível.
A sorte é o maior significado de seres não evoluídos e fracos que acreditam que a vida é feita de oportunidade.
A sua evolução não se propaga na coragem evolutiva diante da sociedade, ele é o árbitro da sua própria ignorância, sendo a sua felicidade a desgraça alheia.
A vida é uma mudança permanente, se não mudarmos, ficamos à sombra do sol, o que uma vez foi verdadeiro e real, deixa de ser verdadeiro e historicamente de ser real.
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