Que Saudade dos meus 15 anos
Vozes de um túmulo
Morri! E a Terra — a mãe comum — o brilho
Destes meus olhos apagou!... Assim
Tântalo, aos reais convivas, num festim,
Serviu as carnes do seu próprio filho!
Por que para este cemitério vim?!
Por quê?! Antes da vida o angusto trilho
Palmilhasse, do que este que palmilho
E que me assombra, porque não tem fim!
No ardor do sonho que o fronema exalta
Construí de orgulho ênea pirâmide alta,
Hoje, porém, que se desmoronou
A pirâmide real do meu orgulho,
Hoje que apenas sou matéria e entulho
Tenho consciência de que nada sou!
Eu faço que nem meus Hérois de animes, posso cair mil vezes, mais sempre me levanto disposto a continuar a lutar...
VIAJAR NO MEU PEQUENO EU
Me encontro aqui, sentada a deambular entre meus ínfemes e míseros pensamentos... sem muito no que pensar
No meio de um nada e em minha constante e feliz melancolia.
Passam-se os anos eu mudo, reviro-me e me reencontro aqui num mar de contrastes...
Mil perguntas passam pela imensidão do meu cérebro, perguntas parvas de respostas concretas e desconjugáveis.
Mudam-se-me os nomes, permanecem-me os apelidos e meus contrastes, me perco em mim... morro em minhas atitudes e ressuscito em meus contrastes.
Outra vez, a mesma sensação... de novo a mesma dor da perda me consome.
o que falta em mim? o que a complicada simplicidade que me rodeia roubou de mim desta vez? Algures perdi algo que não consigo encontrar, mas onde se não sai daqui, encontro-me a séculos nesta mesma monotonia....
Ohhh!!! Agora entendo tudo... é essa monotonia que me consome, me rouba todo nada que consigo... não aguento mais isso!!!!
Mas espera aí!!!!! Que monotonia? Como sei eu que isso é monotonia se não conheço outro estado de vida se não essa latessencia em que me encontro?
ohh! Injusta de mim... condeno-me sempre a um mundinho de desesperos e futilidades úteis... apresso-me a julgar o modelo medíocre de vida numa linear constante.
Mas como posso eu querer ou ainda exigir de mim uma aderência a uma vida mais apreciável se é só esta a realidade que conheço... se minha fraca e fértil imaginação nunca viajou por outros campos se não a oscuridade da minha própria realidade?
Daí me ponho aqui sentada no meio a nada e uma vez mais viajo e percorro o interior do meu pequeno eu, numa corrida lenta e rotineira que não me cansa, e apesar de exausta me alegro com as tristezas que revivo.
A partir do momento que olhar em meus olhos não tenho mais barreiras e nem defesas, meus olhos não podem esconder verdades sobre mim.
Imagem penetrante e poderosa
Vigiando todos os meus sentidos
Anjo voraz de movimento sutil
Nuvem de alegria envolvente e sedutora
Inspiradora mulher da minha oração
Rastreadora de emoções e desejos
Amor da minha vida
Ao fechar meus olhos em meu assento vermelho não sinto nada além de uma profunda emoção angustiante que me enche os olhos de lagrimas, apenas com minha força de vontade tento impedir que elas não percorram meu rosto, mais sentindo que esta cada vez mais difícil segurar as inevitáveis lagrima de tristezas...
"Em dias como o de hoje,
quando sinto saudades de vinte e poucos anos atrás, é que me dou conta de que nada mudou
entre a menina que fui um dia
e a menina que hoje sou"
Metamorfose
Quem vai dizer que já se passaram 21 anos da minha vida,
As vezes não me sinto com 21,
Tem dias que parece que eu sou mais velha,
Pois com tão pouca idade e eu já passei por tantas dificuldades,
Dificuldades essas que só me fizeram amadurecer,
Porém tem momentos em que me sinto como se ainda fosse aquela menininha indefesa e insegura que quer ser notada pelo universo.
As vezes me sinto como se fosse uma borboleta prestes a sair do casulo.
Tem dias em que me acordo e me olho no espelho e me acho linda,
entre tanto, em outras vezes me olho e me sinto feia,
o verdadeiro patinho feio.
Deis de que me conheço como gente vivo cheia de perguntas e duvidas,
ainda sou aquela menina que queria saber da onde eu vim
e por que eu nasci,
A menina insegura, indecisa, confusa, curiosa, sincera,
autentica, orgulhosa e por ai vai...
Sou uma verdadeira metamorfose ambulante.
Já dizia nosso amigo poeta William Shakespeare:
''_Ser ou não ser, eis a questão''
Mais um outono chegou, o primeiro sem ela. Nossa mãe, que hoje faria anos... Infelizmente, ela não está mais entre nós. Quem dera fosse apenas por uma estação! Assim como as folhas, as pessoas se vão e você partiu para não mais voltar… isso é tão definitivo, o que faz doer ainda mais. Para nós, o que resta são os momentos vividos ao seu lado que nunca serão esquecidos...
Eu penso que todo mundo esconde quem realmente é, quando no fundo, estamos todos igualmente ferrados. Alguns de nós só são melhores em esconder isso do que outros.
As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim, mas para mim, está
muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a
cada momento que passa. Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados de nuvens. Escuridões enevoadas. No meu ramo de atividade,faço questão de notá-los.
Às vezes, as coisas mais importantes na vida de uma pessoa são as que mais a magoam. E, para superar essa mágoa, precisa cortar todas as extensões que a prendem a essa dor.
Impedir o coração de perdoar uma pessoa que você ama é, na verdade, muito mais difícil que simplesmente perdoá-la.
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