Que Saudade dos meus 15 anos
Na desabitada Black Rock
em plena bela Granada levo
os meus pensamentos
para navegar em dia de Sol.
Nas Pequenas Antilhas
medito sobre as tuas manias
lindas de amar o amor
e te embalo com todo o louvor.
Não faço questão de explicação,
e assim me permito ser também
a tua tripulante da imaginação.
No embalo destas correntes
deixo a sedução do silêncio
de ocasião te trazer para perto.
Meus passos de Maracatu
são filhos de Cambinda,
Assim como o meu amor
que nasceu do teu olhar
me seguindo com folia,
Não preciso aos Santos
consultar e nem fazer magia.
Com os meus olhos
cosmonautas fui buscar
na Lua Crescente
sobre o Médio Vale do Itajaí
a tranquilidade que sinto
por ser visitada por ela aqui.
Minha Cidade de Rodeio
de todas e muitas luas
com o seu esplendor
inspira o meu poético andor.
Dormir, acordar e viver
em paz é algo caro
que nos dias de hoje
muitos já não têm mais
condições de desfrutar,
e no nosso lugar cabe cada
um de nós pela paz zelar.
Porque há outros pelo mundo
afora que não tem nem
noção de que a guerra
pode estar a se aproximar.
Sempre que as camélias
florescem em Rodeio,
Nos meus olhos
fazem um jardim,
Quero ser para os teus
olhos como elas
para trazer-te para mim,
cobrir-te de mimos,
e dizer sem dizer nada enfim.
A minha identidade
nacional brasileira
está presente em tudo
aquilo que posso
usar os meus sentidos,
vivenciando em solitude,
no convívio diário
ou estando distante,
o importante é cultivar
para nunca olvidar,
para não deixar desperdiçar.
No choro ou no riso
capaz de ser recíproco,
Na nossa Natureza
e em tudo aquilo
que a Arte, a Cultura
e os sabores fazem
lembrar que aqui nascemos
ou aqui escolhemos,
quem somos e vivemos,
tudo é parte do que queremos
e de quem na vida seremos.
A ancestralidade e a identidade
nunca serão isoladas
uma da outra,
quando se conhece cada uma,
e se reconhece a sua
identidade nacional
como próxima do espiritual,
nenhuma força externa
será capaz de guiar
o seu destino e na sua terra
vir a se tornar perpétua.
Pintei os meus lábios
com uma Pitanga Vermelha
para colar nos teus lábios,
Assim se fez um poema
sem nenhuma palavra
e com toda a entrega,
Ali no meio do mato,
com alegria poética
do peito que te venera.
Meus olhos se parecem
algumas vezes com
olhos de Mbaê-Tata diante
do ocultamento de alguns,
Só que não importa
a escuridão da noite,
é ali que eles são íntimos
e enxergam até as raízes,
Se esconder por
muito tempo é cavar
o próprio sepultamento,
O seu malfeito sem
esforço há de fazer por
mim a Lei do Retorno.
(O camarote da vida me pertence)
Dançam as eflorescências
dos Jacarandás de Minas
com os véus lilases na estrada
dos meus Versos Intimistas,
Se ergue sobre nós dois
a colorida aurora matutina,
é o anúncio do amor
chegando para nos dar vida.
...
Coberta pela aurora vespertina
na amável companhia
do Jacarandá de Minas
pego emprestada a inspiração
e a beleza para escrever
os meus Versos Intimistas
para quem sabe fazer
parte da história da sua vida.
Meus momentos pedem o meu silêncio e não querem ter a explicação quando caiem lágrimas sem sentidos, escolhendo um caminho certo para consigo mesmo;
Dos meus problemas e das minhas soluções só diz respeito a mim e não é da conta de ninguém, portanto não é problema seu;
Minhas inspirações fluem de uma forma suave dando vida aos meus versos que desatinam desejos justos e verdadeiros;
Os seus olhos nem sempre enxergam a sensualidade e a cor do pecado, mas sentem os sentimentos que dominam o sabor da felicidade a dois;
Portanto não acredite no acaso use o seu coração para adentrar no caminho ousado da felicidade, pois o amor, junto com a paixão dá segurança ao prazer e ao desejo se encontrarem adiante;
Falar de meus sentimentos e do que sinto é como fazer descrição com o meu coração, traficando ilusões e subtraindo a salvação;
Sem razão, quem bebe o próprio futuro esperando um sentimento pela situação, mas desviando da carência que não soma com o amor;
O que importa afinal se você me vê como um vagabundo ou até mesmo como um mal educado com meus versos tão distraído?
Saiba que ainda posso esquecer-me do que não me convém e reatar o que sempre me fez falta;
Já perdi o medo de me acostumar com o final que não alivia os meus lamentos esquecendo os passos aos erros;
Preciso me refazer ao teu lado, preciso me encontrar com a felicidade e não mais tropeçar em meus erros.
Sem sentido eu vagava em busca de um entender para conseguir viver em paz comigo mesmo;
Minha vida, sem história e sem se quer pensar em me achar nos meus dizeres explicando a sua falta, meu coração se afoga em lágrimas de não ter você;
A minha consciência escrita de forma passageira são os meus versos que movem o entender de um coração que espera muito da vida;
Em meio à dor me vejo como a fênix fugindo dos meus próprios medos para que não contamine o meu espírito, mas ressurgindo sempre das minhas dificuldades;
Nenhum trocado pode comprar os meus sorrisos que estão guardados no meu interior protegido pelos sentimentos mais fortes;
Não desisto nunca dos meus objetivos mesmo não parecendo possível de acontecer, continuo a lutar sem olhar para traz;
Sem ninguém ao meu redor eu pergunto ao meu coração o do por que eu tenha que clamar por sentimentos que hoje em dia é rotina na vida de qual quer coração?
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